Santo de casa não faz milagre…

Headere_Estatisticas_2018

Existe uma teoria de parte da torcida americana: técnicos mineiros no América respeitam demais a dupla fajuta.

Pra comprovar isso (ou não), o Decadentes fez um levantamento dos últimos 13 anos, de 2005 até hoje. Nesse período passaram pelo Coelhão 23 técnicos, mas somente 16 ficaram aqui tempo suficiente pra jogarem contra Atlético/Patético e Cruzeiro/Marias, são eles:

Os mineiros Léo Condé, José Angelo, Flávio Lopes, Vantuir Galdino, Procópio Cardoso, Alemão, Marco Aurélio, Mauro Fernandes, Moacir Junior e Enderson Moreira. E os forasteiros José Maria Pena, Nedo Xavier, Givanildo, Paulo Comelli, Silas e Sérgio Vieira.

Nesses 13 anos, jogamos contra a duplinha 52 vezes, entre amistosos e jogos oficiais, seja no mineiro, no brasileiro ou na primeira liga e nosso retrospecto geral é modesto: são somente 9 vitórias, 17 empates e 26 derrotas. Um aproveitamento de somente 28,2%.

Desses 16 técnicos, 10 nasceram em Minas Gerais e 6 são forasteiros. Entretanto, a quantidade de clássicos dirigidas por mineiros e forasteiros é bem próxima. dos 52 jogos, 28 foram dirigidos por mineiros e 24 por “estrangeiros”.

E, pelo menos neste período analisado, a teoria se comprova. Veja no quadro abaixo:

2005 a 2018 Vitórias Empates Derrotas Aprov
Técnicos Mineiros 2 9 17 17,9%
Técnicos Forasteiros 7 8 9 40,3%

Mesmo com 4 jogos a menos, os treinadores de fora das montanhas das alterosas têm um retrospecto maior que o dobro dos mineiros.

Dos citados acima, o que mais disputou clássicos é o velho  Givanildo “Mito” Oliveira com a marca de 18 clássicos nesse período sendo 6 vitórias, 8 empates e 4 derrotas, um aproveitamento de 48%.

Já nosso atual técnico, o mineiro Enderson Moreira (não confundir com o “Pospiranga”) não tem o mesmo desempenho, mesmo estando a quase 600 dias dirigindo o Coelhão mais heavy metal do mundo, não conseguiu uma única vitória em clássicos sendo 7 jogos até agora com um empate e seis  derrotas, retrospecto de 4,7%.

Veja nos quadros abaixo o retrospecto de todos os técnicos citados:

Técnicos Mineiros Vitórias Empates Derrotas Aprov.
Léo Condé 0 0 1 0,0%
José Ângelo 1 0 0 100,0%
Flávio Lopes 0 3 0 33,3%
Vantuir Galdino 0 0 1 0,0%
Procópio Cardoso 0 0 1 0,0%
Alemão 0 0 1 0,0%
Marco Aurélio 0 1 0 33,3%
Mauro Fernandes 1 3 5 22,2%
Moacir Junior 0 1 2 11,1%
Enderson Moreira 0 1 6 4,8%
Técnicos Forasteiros Vitórias Empates Derrotas Aprov.
José Maria Pena 0 0 1 0,0%
Nedo Xavier 1 0 0 100,0%
Givanildo 6 8 4 48,1%
Paulo Comelli 0 0 2 0,0%
Silas 0 0 1 0,0%
Sérgio Vieira 0 0 1 0,0%

Está na hora de pensar racionalmente e entender que em Minas existem três grandes: o América e outros dois  já citados acima, sendo assim é hora de  enfrentar a duplinha como se enfrenta o Vila Nova.

O América nada teme!

Sérgio Tavares e Ramon Gregório


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4 comentários sobre “Santo de casa não faz milagre…

  1. Pra isso acontecer, temos que montar um time de verdade. Estamos cansados de ouvir que não temos verba pra isso. Quando tivemos uma oportunidade do mesmo(verba) quase 50 milhões, o que eles fizeram: deram prioridade a pagtos; investiram em compra de terreno. Olha, qualquer torcedor digo torcedor quer 1° um time, depois vão pra outras partes. Tivemos oportunidades pra isso em 2016. *tivemos verba* no entanto priorizaram outros deptos.. eles sabiam que se ficasse na Á a cota de 2017 seria de 25/30 mi. No entanto trocaram por 6.5 mi. Esse argumento de pagar dívidas não deu pra engolir. Não que quiséssemos acertar. Poderia negociar. Até porque outros times devem MUITO MAIS que a gente.

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  2. Continuando minha ladainha kkkjkkk
    Agora estou vendo a mesma conversa de sempre. NÃO TEMOS VERBA. Precisamos de investir no futebol se quisermos ser grandes. Façam o possível pra isso acontecer. Deixe de lado as adversidades e status entre os grandes nomes que compõe a diretoria e pensem nos torcedores e na instituição AMÉRICA que são maiores. Assim seremos a 2° força de Minas em torcida é QUIÇÁ a 1°. É O MEU SONHO. SEREMOS RESPEITADOS MUNDIALMENTE. ABRAÇO E:
    ETERNAMENTE COELHO

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  3. Sério. Respeitam mais que deviam. Pra cima eles…..
    A dupla “famosa” de Minas, não passa de meros coadjuvantes, transformados em “favoritos” pela mídia cega e vendida de Minas.

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  4. Pingback: Covardia ou fragilidade? | Decadentes

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