Sonhos não envelhecem

Na manhã deste domingo, começa um novo sonho americano, o de permanecer na Série A.

Em minha cabeça, jogos de manhã sempre trazem uma alegria simples;  a primeira vez que me lembro de um jogo de manhã foi aquela final maravilhosa de 97. Mais de 15.000 presentes no “Campo do Sete”, gol de falta do Celso e uma explosão de alegria, de camisas, de fogos, de todas as frustrações que a torcida americana  sempre viveu. Vi o jogo ao lado de Ari, ex-jogador do coelho, de muletas e sentindo os joelhos, me lembrando que o futebol cobra seu preço.  O gol de falta de Celso ainda viaja na minha cabeça, incandescente como um cometa. As lágrimas de Ari ao fim do jogo são o eterno lembrete dessa coisa bonita que é torcer pro América.

Nosso sonho em 2018 é humilde, mas difícil: Ser melhor que 4 dos 20 times que compõe a primeira divisão do futebol brasileiro. A quem gosta de números, cabalísticos 45 pontos nos separam do sonho. Estou mais otimista para 2018 do que estive nas duas últimas tentativas. Ao que parece, o planejamento do América está em ordem para esse ano. Ou pelo menos, mais em ordem do que estava. Temos um elenco equilibrado e compatível com as restrições financeiras, em que me agrada muito essa mescla de jovens e experientes. Temos um técnico que, embora divida opiniões,  tem capacidade pra ser técnico na Série A.  Se o futebol do time do Enderson não é vistoso, é preciso que seja objetivo.

Jogamos contra o Sport, que em teoria disputa conosco o escape do rebaixamento. Acredito na vitória. Uma vitória na abertura do campeonato é ótima pra melhorar o ambiente, além do fato de que cada 3 pontos são preciosíssimos em um campeonato de pontos corridos.

Mineiro x Brasileiro

Apesar do otimismo, a preocupação que tenho se deve ao fato de que o time não foi posto à prova em condições mais parecidas as que teremos na Série A. No Mineiro, contra os times do interior, jogamos com a obrigação de propor o jogo, situação que raramente encontraremos, a não ser contra times da prateleira de baixo e em casa. Na maioria das vezes, jogaremos em uma proposta mais defensiva. Os três jogos contra a turma que usa camisa de presidiário, sinceramente, não levo em conta em função da excessiva interferência externa. E contra as meninas azuis, entendo que a comparação é complicada, pois o elenco Smurf é bem mais qualificado que o nosso. E ainda assim, foi um jogo em que poderíamos ter saído com a vitória.

Penso muito no Corinthians, do Fábio Carille, que começou seu trabalho com uma proposta semelhante. Com humildade e Rodriguinho regulando, conseguiu muito mais do que se propunha originalmente. O elenco do Corinthians era extremamente limitado e ainda assim, o time deu liga e de 3 em 3 pontos, conquistou o campeonato. Mesmo sabendo da diferença de orçamentos e elencos, acredito que conseguiremos ser melhores que pelo menos 4 times. A tática do Enderson é paciente, calma e até por vezes irritante. Mas como a água que faz ceder a pedra, precisamos acreditar no trabalho.

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Foto:Mourão Panda(@photompanda)/América

Gente nova no CT

Para o Campeonato Brasileiro, teremos quatro novidades: Judivan, Ademir, Ricardo Silva e Leandro Donizete. Judivan é a maior das interrogações. Como tenho dito no programa, 2018 é o ano de retomada em sua carreira. Futebol ele já provou que tem. O que não teve na carreira foi saúde. Assombrado por contusões, retorna da mais grave delas. Se voltar bem, fará a diferença. Ademir fez um belo campeonato mineiro pela Patrocinense e no nosso jogo de estreia já o tinha elogiado. Rápido  e bom de passe. Ricardo Silva vem preencher a vaga de quinto zagueiro do elenco, mas sinceramente não conheço seu futebol para emitir um parecer. Fez parte da zaga que rebaixou o Atlético Goianiense, mas não sei de sua participação efetiva. Já Leandro Donizete é uma escolha estratégica, pois pode cumprir papel duplo dentro e fora de campo. Há muito tempo eu digo que Zé Ricardo precisa de um Rafael Lima. Explico: Messias melhorou muito seu futebol tendo um zagueiro experiente do seu lado, que deu confiança a ele para trabalhar sua saída de bola e seus desarmes. Zé Ricardo, com um companheiro que forneça confiança e experiência pode render mais. Fora de campo, um jogador rodado como ele mantêm o grupo alerta, inquieto e ativo. Que não deixe o temperamento subir e sofra com os cartões e expulsões que marcaram algumas de suas fases. A maturidade é a mãe da parcimônia.

Além disso, a volta de Matheusinho é esperada para mês que vem. Após um longo período parado, volta como interrogação, mas espero um bom futebol dele. O time de 2018 parece estar mais estruturado para absorver seu talento

Coluna Social

Aproveito essa coluna para mandar felicitações ao excelente casal que se casa essa noite, Walisson e Nayara. Walisson, companheiro de programa e de colunas, convenceu a Nayara, simpatia em pessoa,  a viverem uma vida juntos. Querida Nayara, casar com um americano e pior, fanático, é provação para uma vida inteira. Americano fanático é um pleonasmo, porque os não-fanáticos desistiram desse time muitos anos atrás. Tenha certeza que uma pessoa que é capaz de amar assim, também será capaz de dividir esse amor com você. Quando me casei, disse a minha esposa que eu tinha dois amores na vida, ela e o América. Enquanto um não reclamasse do outro, tudo estaria bem. Como o América não reclamou dela, acredito que ela se resignou a não reclamar dele também. Mesmo quando chega uma camisa nova pra sempre crescente coleção. Nossa loucura pelo América é parte do que somos. Continue indo com o Walisson aos jogos, porque amor com amor produz amor infinito.

Um grande abraço a todos e vamos encher o “Campo do Sete” no domingo!

Jairo Viana
twitter.com/jairovianajr


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Crédito da foto de capa – Reprodução: Super Esportes

4 comentários sobre “Sonhos não envelhecem

  1. Oh Jairo falar de 97 é para fazer correr lágrimas de nostalgia.
    Que tenhamos não só domingos mágicos, mais rodadas mágicas e muita competência para o Coelhao se superar e no final possamos comemorar como um título o 15° lugar na tabela!
    Abraços e Parabéns pelo texto.

    Curtido por 1 pessoa

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