Carrossel Pardiola

Nesta semana o jornalista Mauro Cezar Pereira publicou em seu blog uma entrevista com nosso treineiro, Adilson Batista, e neste texto me chamou atenção uma fala do Pardal em que ele disse gostar de armar times que propõem o jogo, mantendo a posse e etc. Tal afirmação foi feita após uma perguntada acerca da jogada do gol do “Little Mathews” que nos assegurou o pontinho contra o São Paulo.

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Foto: Estevão Germano / América

A resposta do Pardal Batista me levou a refletir sobre o tema, uma vez que para boa parte da torcida, Adilson é a antítese ao Posto, sendo muito defensivista e abusando de inventividade para escalar a maior quantidade de volantes em campo, enquanto o Judas Moreira era reconhecido pelo seu futebol de posse estéril, rodando a bola sem efetividade e pouca finalização. Porém, ao comparar as estatísticas de ambos no Brasileiro, e também ao hiato de 2 jogos com o “Tião das Perdas” Drubsky, temos uma surpresa.

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Foto: Mourão Panda (@photompanda)/América

Ao contrário do que pregava, o Enderson não estava teve domínio da posse de bola em nenhum jogo deste brasileiro, embora o time dele não fosse reativo (a transição era lenta e o time tentava construir o jogo desde o campo de defesa sem muito contra-atacar), ele não conseguiu fazer o time reter a bola e trocar muitos passes, o que boa parte da torcida esperava e apregoava ao “Carrossel Ipirangues”.

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Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

O Tião Drubsky de fato tentou mudar certos aspectos de jogo quando substituiu o Posto, já apresentando uma maior posse de bola e de trocas de passe que o seu antecessor, o que não representou muito, uma vez que ele foi, por sorte, remanejado ao cargo de Diretor de Futebol após duas derrotas, mas já mostra que o Carrossel Ipirangues não era de fato o mesmo.

TREINO 12092018

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Sob o comando de Pardal Batista, apechoado de retranqueiro, o time de fato passou a tomar muito menos gols, a média passou de 1.5 com o Posto para 0.6!!! E, de fato, o time passou a fazer menos gols e a finalizar menos por partida, isto poderia apenas reafirmar a pecha que lhe fora apregoada, mas há algo mais nos números. O time hoje sofre menos gols, no entanto o número de finalizações certas dos adversários não caiu como a de gols sofridos, pelo contrário, ela subiu em média, e a posse de bola e número de passes trocados hoje é maior que nos tempos de Judas Moreira.

Claro que não vou dizer que vemos nos jogos com o Adilson um time super ofensivo, com semelhanças aos esquetes comandados por Klopp e Guardiola (em quem ele disse se inspirar na referida entrevista), mas talvez muitos já condicionam isto à inventividade de escalar muitos volantes, e não somente ao jeito de se portar em campo.

Conforme disse no texto da semana passada, há sim o que se melhorar no trabalho do Pardal Batista, podemos discutir as opções pelos sub-óbito em detrimento dos jovens, ou as improvisações do Juninho na meia direita, do David como armador ou Ruy isolado na frente, bem como o baixíssimo número de finalizações por jogo, mas o trabalho a priori é bem positivo e, se tiver uma continuidade e aprimoramento das ideias talvez possamos ter um novo Carrossel no futuro: O “Carrossel Pardiola”.

Um comentário sobre “Carrossel Pardiola

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