A encruzilhada

Não consegui pensar em um título mais adequado ao atual momento do América do que este.

Um dos filmes preferidos da minha infância/adolescência é “A Encruzilhada”, de 1986, estrelado por Ralph Macchio (o Daniel-San de Karate Kid). É a estória de um estudante de violão clássico, desanimado com o estudo acadêmico e apaixonado pelo Blues do Mississipi, que vai atrás da canção perdida de Robert Johnson, um dos mais famosos bluesman de todos os tempos. Robert Johnson faz parte do “Clube dos 27”, onde constam os nomes de músicos famosos que morreram aos 27 anos , como Kurt Cobain, Amy Winehouse e Janis Joplin.

O tema principal do filme é o conflito interno do estudante Eugene Martone entre o estudo formal do violão clássico e sua paixão pelo Blues que sai da alma. Esse conflito é resolvido em uma batalha de guitarra organizada pelo Cramulhão lá nas prefundas. Psicologia dos infernos!

 

A-Encruzilhada

Cena do filme “A Encruzilhada” – Columbia Pictures/Sony Entertainment

O que isso tem a ver com o América? Nos últimos anos, o América também vive esse conflito interno, entre uma profissionalização e a eterna vontade de manter o futebol como sempre foi.

Idas e Vindas

Como sempre digo, somos um time que não pode errar. E não pensar o futuro do América é um erro grave. Entre Givanildo, Sérgio Vieira, Enderson, Drubsky, Adílson Batista e Givanildo de novo, apenas para ficar nos últimos anos, quantas vezes mudamos de perfil de treinador?

Sou claramente favorável a um departamento de futebol com alto nível de profissionalização. Sou contra , por exemplo, a presidente do clube ir bater boca com jogador no CT. Na minha opinião, um bom presidente deve favorecer a instituição, trazendo parcerias, prestígio e dinheiro para o clube e principalmente, colocar quem entenda para gerir o futebol, o operacional do clube.

Um bom diretor de futebol é garantia de manutenção das boas práticas, independente do plantel e da comissão técnica. É fiador da política do clube e fiel da balança nos conflitos.

Enquanto nos mantivermos vacilantes entre as soluções profissionais e a “boleiragem”, estaremos sempre reféns das escolhas pessoais. Escolhas pessoais que tem surtido menos efeito do que os breves momentos onde abraçamos escolhas mais racionais.

Grande abraço a todos e que venha um bom técnico!

Créditos da imagem de capa: Mourão Panda (@photompanda) /América-MG

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