E se ganharmos na Mega?

Toda essa conversa sobre dinheiro estrangeiro no América tem me deixado pensativo. Assim como aquele apostador da Mega Sena que já sonha com as viagens na aba do prêmio, fico pensando de que forma um dinheiro novo deveria ser empregado.

Considerando o que saiu na imprensa e o papo de alguns conhecidos, os 200 milhões se tornariam 100 milhões para investimentos no futebol e a outra metade para pagamento de dívidas e desenvolvimento da infraestrutura (Planeta América).  Esse dado pode ser tão real quanto a hora que o coelhinho da Páscoa fará sua aparição anual, uma vez que não há confirmação de nada disso.

A única dívida envolvendo o América que sei realmente o valor é a minha. Estou devendo uma camisa do América pro mâitre Luis, lá do “La Chacra Del Porto”, no Mercado portuário de Montevidéu. Quando me viu com uma camisa do Coelhão, me deu um grande abraço e tirou, de um armário atrás das grelhas, uma camisa de 2009, de número 10. De acordo com ele, era de jogador, mas que ele não lembrava o nome. Respondi que era do Luciano, mas confesso que eu também não tenho certeza!

Chacra

O que muda?

Pensei em fazer uma análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças), mas não quero fazer dormir aos poucos leitores dessa coluna. Em 2019, já temos uma boa noção das possibilidades que o América possui ao investidor e até já falei sobre isso na última coluna ( Vermelho 27 ou Preto 17? ).

É preciso dizer: um investimento único de 200 milhões, por mais paradoxal que seja, melhora muito nossa vida, mas não nos eleva de patamar. Um verdadeiro salto de qualidade só ocorrerá com o sucesso do empreendimento, de forma que novos valores sejam constantemente reinvestidos.

Entendo que a melhoria em Infraestrutura é essencial, pois melhora as condições de surgimento de craques na categoria de base. Se hoje já produzimos bem com condições regulares, é aí que mora o segredo. Além disso, é preciso qualificar nosso time profissional com o talento externo, de forma que os jogadores que subirem se espelhem e aprendam. Nossos grandes times foram mesclas da experiência com a molecada da base. Mas sem apostar em figurões que só vem aqui pegar os últimos salários antes da aposentadoria.

O pagamento de dívidas é importante, pois permite um planejamento racional dos próximos anos, sem a volatilidade do mercado a futuro. Não acho nossa dívida tão grande, em relação ao nosso faturamento, mas juros são um pesadelo estratégico para qualquer organização.

Sport

Maurício Barbieri, o técnico com nome de biscoito, melhorou muito o time no segundo tempo contra o Criciúma. Acho essa formação final o ideal para o jogo contra o Sport, com exceção de Marcelo Toscano. Pelas entrevistas dessa semana, Toscano continua no time e mais centralizado, mantendo o freio de mão do time puxado.  Sempre que a bola vai em seu pé, o time entra em câmera lenta como em uma cena do filme Matrix.

A diretoria colaborou e teremos promoções de ingressos. Então essa não é a hora de usar sua desculpa preferida. Vá ao campo e leve outros. Esse domingo é para mostramos força. O time precisa!

Grande abraço e nos vemos domingo!

Créditos da Imagem de Capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

 

 

 

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