Maranhão, um mal necessário ou não?

Apesar de a atual fase do nosso América ser bastante positiva, há sempre uns jogadores que não são bem vistos pela torcida e estão sempre presentes como opções do famigerado prêmio Colatina de pior jogador em campo. Dentre estes está o possante William Maranhão, que apesar das críticas da torcida se mantem como titular. Há na sabedoria popular o dizer de que toda unanimidade e burra, será que esta regra se aplica ao Maranhão?  

Willian Maranhão durante treino no CT Lanna Drumond – Foto: João Zebral / América

Com um futebol longe de ser vistoso em campo Maranhão vem sendo escalado como segundo volante no esquema de Felipe Tigrão, tendo bastante liberdade para apoiar ao ataque e incumbido de auxiliar a recomposição do lado esquerdo da defesa do Coelhão. Entretendo seus números não bem justificam esta presença recorrente como titular. 

A julgar pela parte defensiva, ele tem uma média de 1.5 desarmes por jogo, o que embora não seja excelente o coloca como sétimo melhor em média no time, entretanto sua diferença em número de desarmes para Toscano e Geovane que ocupam a mesma função não é significativa e, se levarmos em consideração o percentual de acerto de desarmes, o Maranhão passa a figurar na vigésima-quarta colocação entre os jogadores do elenco. Não à toa ele e o quarto jogador no elenco em média de faltas cometidas por jogo, com 1.6 faltas/partida. Ou seja, o Maranhão em média comete mais falta do que recupera a bola. E se levarmos em conta que ele registra uma média de 1.6 perdas de posse por partida, podemos dizer também que ele mais entrega a bola do que rouba. 

Jogadores comemoram gol durante duelo entre América x Guarani-SP – Foto: Mourão Panda / América

Se o destaque não se dá pela questão defensiva, seria ele uma peça importante ofensivamente? Bem, sem ter ainda marcado um gol, o possante Maranha conta com um índice de acerto de 27.8% em suas finalizações, ele figura em decimo quinto no elenco neste quesito, um aproveitamento pior não apenas que o de Juninho, que tem mais chances de arremate próximas ao gol, mas também pior que Zé Ricardo, Flavio e Geovane. Ficando próximo neste quesito apenas ao toscano, que possui 27% de média.  Ele tampouco contribui muito para que os companheiros de time finalizem, ainda sem registrado nenhuma assistência, Maranhão possui média de 0.4 passes para finalização por partida, número similar ao registrado por Zé Ricardo e Geovane e bem abaixo das outras opções de meio campo. 

Felipe Conceição durante duelo entre Botafogo-SP x América – Foto: Estevão Germano / América

Não podemos negar que, assim como o time a performance do Maranhão também melhorou na batuta do Tigrão, entretanto seus números não o justificam como titular. Há quem diga que o ele seja um mal necessário para o bonde do Tigrão funcionar, entretanto pode-se ver que há jogadores no elenco capazes de entregar mais do que ele vem entregando, que produzem mais ofensivamente e defensivamente. Logo, já que o Felipe Conceição vem surpreendendo positivamente, quem sabe outros jogadores não passem a ser mais usados em detrimento de nosso possante volante que, como o velho Colatina que nomeia o prêmio ao qual ele tanto recebe, também é canhoto. 

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