73 – o ano que devemos repetir

Na década de 70, o campeonato brasileiro era bem diferente desse que conhecemos hoje em dia. Não existia ainda os pontos corridos e a quantidade de equipes participantes aumentou gradativamente ao longo dessa década. em 1971, no primeiro brasileiro eram 20, mas em 1979 tivemos 94 times participando.

E foi em meio a este cenário, sem rebaixamento e com 40 clubes disputando, que nosso Coelhão fez sua melhor campanha em um campeonato brasileiro. o Ano era 1973 e o campeonato era divido em 3 fases.

Na primeira fase, os 40 clubes foram divididos em dois grupos de 20 equipes cada. No 1º turno, os clubes se enfrentaram dentro dos próprios grupos em jogos de ida. No 2º Turno desta fase, ao invés de fazer os jogos da volta, os times foram divididos em 4 chaves de 10 clubes. Jogos também dentro dos próprios grupos.
Somando todos os pontos ganhos nesses dois turnos, os 20 clubes que melhores se classificaram foram para a segunda fase.

Na segunda fase os 20 clubes classificados foram separados em duas chaves de dez equipes cada. Jogos só em ida dentro dos grupos. Os dois primeiros de cada grupo, passaram para o quadrangular final.

A terceira fase foi um quadrangular, onde os quatro finalistas disputaram jogos só de ida, por pontos corridos, tornando-se campeão a equipe que somou mais pontos ganhos.

O América começou 73 com um time que não prometia muito. Mas equipe foi se acertando e terminou a primeira fase em 5º lugar. Na segunda fase até a terceira rodada liderou sozinho o campeonato. E, impressionante, ficou 17 partidas invicto. A equipe que se firmou era:

Neneca

Luís Carlos Beleza
Vander
Luís Alberto
Claudinho

Pedro Omar
Juca Show
Spencer

Eli Mendes
Cândido
Edson Ratinho

O time jogava bem, o cérebro e mentor das principais jogadas era Juca Show, mas o time era coeso, coerente e jogava um belo futebol. O comandante dentro de campo era Pedro Omar, único jogador que ganhou a Bola de Prata da Revista Placar jogando pelo América MG.

1971 - Pedro Omar

Time de 71 com destaque para Pedro Omar, que foi nosso líder na campanha espetacular de 73.

Em 17/10/1973, na 14º rodada do 1º turno, perdemos  para o Bahia, foi 2 a 1 para o time baiano e a torcida pegou no pé do goleiro americano Nego. Logo depois, a diretoria contratou o Neneca, vindo do Londrina, que foi um dos destaques da equipe e se sagraria campeão brasileiro em 1978 pelo Guarani de Campinas.

neneca 1973

Crédito: revista Placar – 14 de dezembro de 1973

Após esse jogo com o Bahia ficamos 17 partidas sem perder. Segue abaixo a listagem dos jogos, em negrito a campanha invicta:

PRIMEIRO TURNO

1ª Rodada – 25/08/1973 – Sábado
CRB 0x1 América-MG

2ª Rodada – 29/08/1973 – Quarta-feira
América-MG 4×1 Sport

3ª Rodada – 31/08/1973 – Sexta-feira
América-MG 1×0 Fortaleza

4ª Rodada – 06/09/1973 – Quinta-feira
América-RJ 1×0 América-MG

5ª Rodada – 09/09/1973 – Domingo
Cruzeiro 1×0 América-MG

6ª Rodada – 12/09/1973 – Quarta-feira
São Paulo 1×0 América-MG

7ª Rodada – 16/09/1973 – Domingo
Moto Clube 0x0 América-MG

8ª Rodada – 10/10/1973 – Quarta-feira
Internacional 1×1 América-MG

9ª Rodada – 22/09/1973 – Sábado
América-MG 0x0 Tiradentes

10ª Rodada – 30/09/1973 – Domingo
Coritiba 0x2 América-MG

11ª Rodada – 03/10/1973 – Quarta-feira
América-MG 0x0 Fluminense

12ª Rodada – 06/10/1973 – Sábado
América-MG 1×1 Guarani

13ª Rodada – 14/10/1973 – Domingo
Figueirense 0x0 América-MG

14ª Rodada – 17/10/1973 – Quarta-feira
América-MG 1×2 Bahia

15ª Rodada – 20/10/1973 – Sábado
América-MG 1×1 Botafogo

16ª Rodada – 25/10/1973 – Quinta-feira
Corinthians 1×1 América-MG

17ª Rodada – 27/10/1973 – Sábado
CEUB 0x1 América-MG

18ª Rodada – 31/10/1973 – Quarta-feira
América-MG 2×0 Paysandu

19ª Rodada – 03/11/1973 – Sábado
Nacional 0x0 América-MG

SEGUNDO TURNO

1ª Rodada – 10/11/1973 – Sábado
América-MG 0x0 Vasco

2ª Rodada – 14/11/1973 – Quarta-feira
América-MG 1×0 Botafogo

3ª Rodada – 17/11/1973 – Sábado
Flamengo 1×1 América-MG

4ª Rodada – 24/11/1973 – Sábado
América-MG 1×0 Fluminense

5ª Rodada – 28/11/1973 – Quarta-feira
América-MG 1×1 América-RJ

6ª Rodada – 02/12/1973 – Domingo
América-MG 2×2 Cruzeiro

7ª Rodada – 08/12/1973 – Sábado
Atlético-MG 1×2 América-MG

8ª Rodada – 12/12/1973 – Quarta-feira
América-MG 4×0 Figueirense

9ª Rodada – 15/12/1973 – Sábado
América-MG 2×1 Olaria

SEGUNDA FASE

1ª Rodada – 13/01/1974 – Domingo
Vasco 1×2 América-MG Maracanã (RJ)

2ª Rodada – 16/01/1974 – Quarta-feira
América-MG 4×1 Ceará Mineirão (MG) 

3ª Rodada – 19/01/1974 – Sábado
Tiradentes 0x2 América-MG Albertão (PI) 

4ª Rodada – 23/01/1974 – Quarta-feira
Palmeiras 3×1 América-MG Pacaembu (SP)

5ª Rodada – 26/01/1974 – Sábado
América-MG 1×2 Atlético-MG Mineirão (MG)

6ª Rodada – 30/01/1974 – Quarta-feira
América-MG 1×0 Corinthians Mineirão (MG)

7ª Rodada – 03/02/1974 – Domingo
Internacional 1×0 América-MG Beira Rio (RS)

8ª Rodada – 06/02/1974 – Quarta-feira
América-MG 0x1 Coritiba Mineirão (MG)

9ª Rodada – 09/02/1974 – Sábado
Bahia 2×2 América-MG Fonte Nova (BA)

Alguns destes jogos foram memoráveis, por exemplo, no segundo jogo conta o Botafogo, no Rio de Janeiro, em 14/11, Neneca jogou com o pai recém falecido e o reserva era um garoto da base, pois os outros 2 goleiros estavam machucados.

No jogo contra o Cruzeiro, em 02/12, fizemos 1 a 0 e o Cruzeiro virou para 2 a 1. Entrou o Dirceu Belisquete e no final do jogo ele pegou uma bola (era veloz e habilidoso) driblou o zagueiro central do Cruzeiro, o Perfumo, driblou o quarto-zagueiro, Procópio Cardoso, que entrou forte e arrancou a chuteira dele e, de meia, Dirceu Belisquete cara a cara com o goleiro Raul. fez o gol de empate. Foi sensacional!

Em 12 de dezembro foi a vez de outro clássico contra o Atlético MG, torcida do América maior que a do Atlético que não fazia boa campanha. Primeiro tempo 0 a 0. No 2º tempo Juca Show pega uma bola em nossa intermediária dribla uns 3 vai até a linha de fundo na risca da grande área e rola para Cândido que solta a bomba, América 1 a 0, o goleiro do Atlético era Mazurkieviszk, goleiro da seleção uruguaia na Copa de 1970, aquele que tomou o drible genial do Pelé. Alguns minutos depois Juca Show faz jogada semelhante e desta vez a pancada foi do Pedro Omar. América 2 a 0. Posteriormente em um lance, o ponta direita do Atlético , Árlem, fez falta dura no lateral esquerdo do América, Claudinho e Neneca deram socos nele, ambos foram expulsos. Só que o América já havia feito as 2 substituições permitidas na época e Alemão, que havia entrado no meio de campo durante o jogo foi para o gol. Nesse período Juca Show pegou uma bola em nossa intermediária e saiu driblando, para lá, para cá, para frente, para trás, para os lados, um SHOW mesmo! Segundo disseram, mais de um minuto com a bola. Um gênio! O Atlético fez um gol e terminou América 2 a 1 Atlético.

Na época eu estava com 13 anos/14 anos e ficávamos na parte de baixo da arquibancada onde ficava a torcida do América e todos tínhamos bandeira e saímos correndo nos intervalos dos jogos com essas bandeiras por toda a arquibancada do Mineirão, recebíamos aplausos. Eu, Beto (irmão) , Marquinhos (primo), Rui (primo), Renato (irmão in memoriam), Dadinho e outros mais, Éramos a inocência e aquela paixão pelo América!

Ao terminar a primeira fase (14 partidas invicto), uma briga entre o presidente e o técnico Orlando Fantoni resultou na demissão deste, que ao sair disse: “Uma pena, eu faria esse time campeão!”

No 1º jogo da 2ª fase no maracanã enfrentamos o Vasco, foi no início de janeiro, eles fizeram 1 a 0, Juca Show empatou e Cândido fez o gol da vitória, vencemos o Vasco no Maracanã, e no mesmo ano, o Vasco foi campeão brasileiro, mas de 1974. A torcida do América que foi em bom número ao Maracanã, foi cercada pela torcida do Vasco, em plena arquibancada, muito mais numerosa e foi covardemente agredida, com a detecção e certa passividade da polícia carioca. Mas em campo, Juca Show, foi SHOW, foi GÊNIO. Foi TUDO! Após o jogo algumas palavras foram:

– João Saldanha: “Vocês queriam um novo Didi? Está aí, Juca Show!”

– Nelson Rodrigues: “Zagalo: Você está intimado a convocar Juca Show para a Copa do Mundo da Alemanha!”

– Um outro que não me recordo: “Zagalo: A seleção brasileira é Juca Show e mais dez!”

– Armando Nogueira escreveu em sua boa coluna: “Seu nome é o Show!”

Nesta Segunda Fase, que se estendeu por janeiro e fevereiro de 1974, o novo técnico era Barbatana, que não tinha o mesmo prestígio com os jogadores que o Orlando Fantoni, mas com ele lideramos essa fase e perdemos o posto somente na 4ª Rodada, o que merece destaque, pois foi jogo com o campeão, Palmeiras e houve uma situação dele com Juca Show, o grande craque do América, que merece ser relatada.

Fomos enfrentar o Palmeiras em um Pacaembu cheio. América em 1º lugar com 6 pontos, Palmeiras em 2º lugar com 5 pontos e Juca Show e a equipe bem. O Palmeiras fez 1 a 0, Cândido (creio que 3º artilheiro do brasileiro 1973) empatou no 2º tempo, faltando 3 minutos para o final Neneca não segurou uma bola que foi parar na cabeçada do Leivinha e logo depois o Palmeiras fez 3 a 1 e foi para a liderança. Após esse jogo a equipe não ficou bem como estava , e ao final desta fase ficou 3 pontos atrás do 2º colocado (eram 2 chaves e classificavam-se 2 equipes de cada chave para a fase final) e não fomos para o quadrangular final.

Um aparte no texto pra falar desse ídolo: Juca Show (que após se aposentar, ia a todos os jogos do América, vibrava, chorava) disse que o comandante da equipe, o líder, era Pedro Omar e que dentro de campos se ajustavam, que gostavam muito do Orlando Fantoni (titio Fantoni) e nem tanto do Barbatana. Ele relatou que a família foi visita-lo no hotel em São Paulo, antes do jogo contra o Palmeiras e ele estava fumando, Barbatana chegou pegou o cigarro e o quebrou no filtro. Ele não gostou e à época não era incomum jogador de futebol fumar.

Mas merece destaque uma ocorrência com o craque Ademir da Guia, muitos anos depois: Um colega americano , fã dele (era excelente jogador) foi a um lançamento de um livro do Ademir da Guia, em São Paulo, creio que à época ele era vereador na capital paulista. Esse colega adquiriu o livro e disse ser fã dele e que torcia para o América MG. De imediato Ademir da Guia disse: “ América Mineiro? E como está o Juca Show?” O colega americano ficou meio surpreso e Ademir da Guia relatou: “Naquele jogo com o América Mineiro Juca Show estava muito bem e no intervalo chegamos nele eu disse: MANÉRA AÍ”. O craque Ademir da Guia mostrou consideração e respeito por outro craque e gênio Juca Show. Curiosamente, encontrei Juca Show em vários jogos do América, tomamos cerveja juntos e mesmo umas cachacinhas, conversávamos muito e ele por poucas vezes contava casos de futebol, mas nunca falou deste fato que ora relatei. Quando perguntei a ele, tudo foi confirmado ao que ele acrescentou que disse ao Ademir da Guia, Dudu: “Meu jogo é assim mesmo, eu parto para cima!”

Juca Show chegou a liderar a Bola de Prata da Revista Placar em sua posição, foi relacionado na lista dos 40 jogadores, que era uma pré-convocação, quando ao final ficavam os 22 jogadores da Copa do Mundo. Mas ele se machucou. Juca Show era paulistano, começou no São Paulo, indo depois para o Ituiutaba/MG, Fluminense de Araguari/MG, Independente de Uberaba/MG. América/MG, Náutico, jogou no Phanatinaikos da Grécia e segundo ele, Ajax na época de Cruyjf e Internazionale de Milão estiveram para contrata-lo. Quando perguntei a ele que com tanto futebol quanto ele mostrava porque não foi além e ele respondeu: “Foi a “marvada” eu gosto muito dela”. No Campeonato Paulista de 1969 (por aí) o Santos de Pelé perdeu para o Comercial de Ribeirão Preto por 2 a 1 na Vila Olímpica e o craque do jogo foi Juca Show.

Juca Show tem seu pé marcado na Calçada da Fama, no Mineirão. Um cracaço, genial!Juca-Show

Os principais destaque desse timaço do América de 73 foram:

Neneca: se firmou e se tornou um grande goleiro;

Vander: Chamado de Xerife Vander, delegado, era firme, seguro.

Pedro Omar: capitão, líder do time.

Juca Show: O cérebro, o craque , o gênio.

Spencer: Sempre positivo dava andamento às jogadas.

Cândido: Artilheiro do América e um dos principais do campeonato;

Depois do América a segunda maior sensação do campeonato brasileiro foi o Fortaleza, no ano, a melhor equipe do Nordeste. Os vencemos no Mineirão por 1 x 0 com gol de cabeça do Rangel. Na primeira fase lideramos também o campeonato brasileiro de 1973 com 3 vitórias nos 3 primeiros jogos, fomos líderes junto com o Palmeiras.

No cômpito geral, América ficou em 7º lugar e houve problemas com pagamento de salários , que à época era mais comum que atualmente. Enfim, um campeonato fantástico para nós, que só não foi de ouro por problemas que não poderiam ocorrer. Mas de qualquer forma, Série A, qualquer Série ou campeonato, SEMPRE AMERICA, COELHÃO, NOSSO AMERICA É O SHOW!

Este texto é uma homenagem a meu tio Valfrido de Carvalho que escutava a todos os jogos do América em Inhaúma – MG em seu radio elétrico (grande, “radião” como dizíamos), era irmão mais velho de meu pai e o influenciou a ser americano; E a meu saudoso pai Nilton Campolina de Carvalho, grande americano e excelente pai!

 

 


Texto de Rodrigo Pedroso de Carvalho, com complementos de Sérgio Tavares Salviano

Somos força de primeira na Série B, mas queremos nos manter na Série A

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2017 já ficou pra trás. O América terminou a Série B como o time mais competitivo na era dos pontos corridos. Em 12 anos (de 2006 a 2017) disputamos a Série B somente 6 vezes (2010, 2012 a 2015 e 2017) mas, mesmo assim, fomos o time que mais rodadas permaneceu dentro do G4.

Superamos times como Náutico, Avaí e Criciúma que, apesar de disputarem mais vezes, não conseguiram “chegar” tantas vezes.

Série B – pontos corridos – 2006 a 2017
Equipes mais competitivas Rodadas em que permaneceu no G4 Participações Acessos
América MG 105 6 3
Vasco da Gama 95 3 3
Náutico 89 7 2
Coritiba 87 3 2
Vitória 84 4 3
Avaí 77 7 3
Ponte Preta 73 6 2
Criciúma 72 7 1
Atlético GO 70 5 2
Sport 70 4 3

Além disso, somos o 6º time que mais pontuou na Série B de pontos corridos. Superamos times como São Caetano, Vila Nova, Portuguesa, Ponte Preta e América-RN que jogaram mais vezes (ou o mesmo tanto) e não conseguiram pontuar como nós.

E, se considerarmos a média de pontos por temporada, estamos no mesmo patamar de Coritiba, Vitória e superamos o Sport.

Maiores vencedores da série B – em pontos corridos
Equipe Pontuação Número de participações Média
Ceará 541 10 54,10
Paraná 519 10 51,90
Bragantino 450 9 50,00
Avaí 407 7 58,14
Náutico 381 7 54,43
América MG 374 6 62,33
Criciúma 371 7 53,00
São Caetano 371 7 53,00
Vila Nova 370 8 46,25
Ponte Preta 342 6 57,00
Portuguesa 338 6 56,33
América RN 338 7 48,29
Maiores vencedores da série B – em pontos corridos
Equipe Pontuação Número de participações Média
Corinthians 85 1 85
Palmeiras 79 1 79
Botafogo 72 1 72
Chapecoense 72 1 72
Atlético MG 71 1 71
Atlético PR 71 1 71
Internacional 71 1 71
Vasco da Gama 204 3 68
Coritiba 199 3 66,33
Vitória 256 4 64
América MG 374 6 62,33
Sport 244 4 61
Avaí 407 7 58,14


Outra marca importante do Coelhão nessa Série B de pontos corridos é que somos o 2º melhor time visitante. O América conseguiu 43 vitórias fora de casa jogando seis anos e só perde pro Ceará (que ganhou 44 vezes fora de casa, mas precisou de 10 temporadas pra conseguir isso). Coelhão é visitante carrasco sim senhor!

Os maiores visitantes carrascos na era dos pontos corridos – série B
Equipe Número de vitórias como visitante participações média
Ceará 44 10 4,40
América MG 43 6 7,17
Paraná 40 10 4,00
Bragantino 39 9 4,33
Vila Nova 38 8 4,75
Portuguesa 36 6 6,00
São Caetano 36 7 5,14
Ponte Preta 33 6 5,50
Avaí 30 7 4,29
Atlético GO 28 5 5,60

Considerando vitórias como um todo, dentro e fora de casa, o América é TOP5. Temos 108 vitórias nesses 6 anos de participações e só estamos atrás de times que jogaram mais vezes como Ceará, Paraná, Bragantino e Avaí.

Se considerar a média de vitórias por temporada, de novo estamos no mesmo patamar do Vitória e superamos o Sport.

Maiores vencedores da série B – em pontos corridos
Equipe Número de vitórias Número de participações Média
Ceará 143 10 14,30
Paraná 140 10 14,00
Bragantino 125 9 13,89
Avaí 114 7 16,29
América MG 108 6 18,00
Náutico 107 7 15,29
Vila Nova 102 8 12,75
Criciúma 101 7 14,43
São Caetano 97 7 13,86
América RN 92 7 13,14
Ponte Preta 92 6 15,33
Portuguesa 92 6 15,33
Maiores vencedores da série B – em pontos corridos
Equipe Número de vitórias Número de participações média
Corinthians 25 1 25
Palmeiras 24 1 24
Atlético PR 21 1 21
Botafogo 21 1 21
Atlético MG 20 1 20
Chapecoense 20 1 20
Internacional 20 1 20
Coritiba 58 3 19,33
Vasco da Gama 57 3 19
Vitória 75 4 18,75
América MG 108 6 18,00
Sport 70 4 17,5

Mas como eu disse, 2017 já ficou pra trás. O que o Coelhão precisa agora é se superar e construir seus números na Série A. Já que estamos chegando no patamar de clubes como Vitória e Sport, agora precisamos nos manter lá, assim como eles.

Que 2018 seja o primeiro degrau dessa escada longa que ainda temos pra subir.  E os Decadentes estarão aqui pra mostrar cada passo dessa escalada! O primeiro é neste domingo, contra esse mesmo Sport que já superamos nos números da B.

Força Coelhão!

Sérgio Tavares Salviano
twitter.com/stsalviano


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Qual o tamanho da torcida do América?

A torcida do América sempre foi zuada por ser pequena, uma torcida que cabe dentro de uma Kombi. Inclusive a diretoria americana já fez uma ótima jogada de marketing usando este mote. Mas será que é isso mesmo? E será que sempre foi assim?

O Decadentes teve acesso a um levantamento do torcedor americano Rodrigo Carvalho sobre diversas pesquisas feitas ao longo do tempo e podemos ver um pouco destas transformações.

Mas antes, começando na época do Deca Campeonato, uma época de futebol amador em que nem arquibancadas existiam nos campos onde os jogos eram disputados. A torcida, que eram os sócios do clube, levava cadeiras de armar e assistia os jogos ali, ao lado do campo. Mas, com certeza, foi em decorrência dessa época, com conquista do Deca pela equipe americana, que fomos vencedores da chamada Taça Líder em 1930.

A Taça Líder era um concurso de popularidade feito pelo Jornal Folha da Noite. As urnas ficavam espalhadas por varias regiões de Belo Horizonte, como bares, farmácias, etc. Qualquer pessoa podia votar. Em 1930 nosso Coelhão foi eleito pela população da cidade como o time mais simpático.

Foto de página da Enciclopédia do América de Carlos Paiva com parágrafo e foto da Taça Líder

Foto de página da Enciclopédia do América de Carlos Paiva com parágrafo e foto da Taça Líder.

Até a década de 50, se nossa torcida não era a maior, com certeza disputava palmo a palmo com o Atlético a paixão da maioria dos belo-horizontinos. Era a época do Clássico das Multidões. Mas, será que trazido para números de hoje, estas multidões eram assim tão grandes? A sensação era de que éramos hegemônicos. Será que éramos mesmo?

Aí, em meados de 65, temos outra pesquisa, agora feita pelo jornal Estado de Minas, mas seguindo a mesma dinâmica daquela feita em 1930. Urnas foram espalhadas em vários pontos da capital e, dessa vez, também em algumas cidades do interior. Para se votar era necessário comprar a cédula. Foram computados quase 700 mil votos e o resultado foi este abaixo:

Estado de Minas, em 02 de julho de 1965:

1º Atlético:   344.374 votos – 54,1%
2º Cruzeiro:   169.897 votos – 26,7%
3º América:     44.673 votos – 7,0%
4º Siderúrgica: 32.122 votos – 5,1%
5º Vila Nova:   19.912 votos – 3,1%
6º Democrata:   10.338 votos – 1,6%
7º Guarani:      8.515 votos – 1,3%
8º Uberlândia:   4.144 votos – 0,7%
9º Renascença:   2.663 votos – 0,4%

Já dá pra ver que nosso tamanho se parece mais com o que temos hoje em dia do que nas lendas do Clássico das Multidões, né?

Em seguida, chegando na década de 70, finalmente temos pesquisas feitas com metodologia científica de amostragem. Agora não se trata mais de números absolutos, em contraponto, agora temos mais rigor nas avaliações. Em 71 a revista Placar publicou a pesquisa do Instituto Gallup em Belo Horizonte.

Revista Placar, edição nº 94, de 31.12.1971:

1º Atlético: 43%
2º Cruzeiro: 42%
3º América: 5% – 60.000*
Outros: 1%
Nenhum: 9%
*Considerando a população de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 1.255.000 habitantes  conforme dados do IBGE 1970.

Repare que os números absolutos, aqui estipulados através do que o IBGE pesquisava na época, estavam bem próximos do que tinha sido demonstrado na pesquisa anterior do jornal Estado de Minas (60 mil e 45 mil).

A seguir, pulando pra década de 90, com os grandes clubes brasileiros já massificados pela televisão, temos três pesquisas feitas. A primeira encomendada pela Placar em 93, agora em toda a região metropolitana e feita pelo Ibope.

1º Atlético: 38,5%
2º Cruzeiro: 37,9%
3º Flamengo: 5,1%
4º Vasco: 1,8%
5º São Paulo: 1,2%
6º América: 0,9% – 30.000*
7º Botafogo, Corinthians, Grêmio, Internacional e Santos: 0,3%:
Nenhum: 9,3%
* Considerando a população da Região Metropolitana de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 3.500.000 habitantes conforme dados do IBGE 1990.

A segunda, encomendada ao Instituto Perfil pelo Jornal Hoje em Dia, em 1996, e apenas na cidade de Belo Horizonte.

1º Atlético: 39,9%
2º Cruzeiro: 34,3%
3º América: 4 % – 80.000*
Outros: 0,7%
*Considerando a população de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 2.100.000 habitantes  conforme dados do IBGE 1990-2000.

E a terceira, feita pelo Ibope, publicada pelo jornal Lance!, em 1998, de novo, na Região Metropolitana:

1º Cruzeiro: 26%
2º Atlético: 16%
3º América: 0,5% – 20.000*
Outros: 22%
*Considerando a população da região metropolitana de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 4.200.000 habitantes conforme dados do IBGE 2000.

Nestas 3 pesquisas temos uma grande variação, de 80 mil em 96 pra 20 mil em 98. Mas isso não significa necessariamente um retrocesso, pois está dentro da margem de erro da pesquisa.

E então chegamos no século XXI e temos uma profusão de pesquisas. O jornal Lance! encomendou ao Ibope duas pesquisas, uma em 2001 e outra em 2004. Ambas na Região Metropolitana de BH. Veja os resultados:

2001:
1º Cruzeiro: 46%
2º Atlético: 35%
3º América e Vasco: 1,0% – 43.000*
Nenhum: 15%
Outros: 2%
*Considerando a população da região metropolitana de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 4.350.000 habitantes conforme dados do IBGE 2000.

2004:
1º Cruzeiro: 32,8%
2º Atlético: 16,9%
3º Flamengo: 8,4%
4º Corinthians: 4,7%
5º América: 1,1% – 56.000*
Outros: 23,5%
*Considerando a população da região metropolitana de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 5.100.000 habitantes conforme dados do IBGE 2000-2010.

De novo, temos números mais próximos daqueles apresentados nas décadas de 60 e 70.

Em seguida, no mesmo ano de 2004, temos uma pesquisa do Jornal Hoje em Dia, encomendada ao Instituto Nexus e feita somente em Belo Horizonte.

1º Atlético: 46,9%
2º Cruzeiro: 46,2%
3º América: 4,4% – 100.000*
4º Flamengo: 1%
5º Corinthians: 0,5%
6º Botafogo, Fluminense, Santos e São Paulo: 0,2%
* Considerando a população de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 2.300.000 habitantes  conforme dados do IBGE 2000-2010.

Depois, em 2008, temos uma pesquisa feita pelo DataFolha em Belo Horizonte:

1º Cruzeiro: 38%
2º Atlético: 34%
3º Flamengo, Corinthians e Palmeiras: 1%
6º América, São Paulo, Vasco, Santos e Fluminense: menos de 1% cada. – 20.000*
11º não torcem: 23%
*Considerando a população de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 2.350.000 habitantes  conforme dados do IBGE 2010.

Em seguida, em 2010 temos a pesquisa feita pelo Ibope, publicada pelo jornal Lance! em Belo Horizonte.

Times do estado de Minas Gerais:
1º Cruzeiro: 30,5%
2º Atlético: 23,6%
3º América: 1,1% – 26.000*
4º Ipatinga/ Uberaba: 0,1%

Times de outros estado:
Flamengo: 7,7%
Corinthians: 5,5%
Não torcem para nenhum time: 19,4%
*Considerando a população de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 2.375.000 habitantes  conforme dados do IBGE 2010.

De novo uma grande variação, agora até maior, de 100 mil em 2004 pra 20 mil em 2008. Mais uma vez, números que estão dentro da margem de erro das pesquisas.

E finalmente, chegando na década atual temos as duas últimas pesquisas. A primeira, de 2014, feita pela Pluri Consultoria, encomendada pelo Blog do Gustavo Hoffman da ESPN, com o resultado já em números absolutos:

Cruzeiro: 6.867.000
Atlético: 4.776.000
América: 68.000

E a segunda feita quando da eleição para prefeito na capital em 2016. Os institutos Giga e Datafolha fizeram pesquisas de intenção de voto e aproveitaram para perguntar qual o time do eleitor. Obviamente que a pesquisa foi feita somente em Belo Horizonte.

Cruzeiro 36% a 40%
Atlético 33% a 38%
América 2% – 50.000*
*Considerando a população de Belo Horizonte nesse período de aproximadamente 2.520.000 habitantes  conforme dados do IBGE 2017
.

Estas duas últimas, já com métodos de pesquisa mais apurados e portanto com uma margem de erro menor.

Torcida americana lotando o indepa em 2017 - foto Mourão Panda

Torcida americana lotando o Indepa em 2017- foto Mourão Panda

Resumindo, pra você leitor que se perdeu depois de tantos números e pesquisas, um quadro com as datas e os números aproximados descritos nas pesquisas. Lembrando que, como a margem de erro destas pesquisas é de 3% a 4%, as diferenças encontradas podem ser muito bem explicadas.

Ano Publicação Torcedores
1965 Estado de Minas 45.000
1971 Placar 60.000
1993 Placar 30.000
1996 Hoje em Dia 80.000
1998 Lance! 20.000
2001 Lance! 43.000
2004 Lance! 56.000
2004 Hoje em Dia 100.000
2008 Datafolha 20.000
2010 Lance! 26.000
2014 ESPN 68.000
2016 Giga/ Datafolha 50.000

A conclusão a que podemos chegar é que a torcida não variou tanto assim ao longo da sua história. O resultado encontrado em 1965 é quase o mesmo que o encontrado em 2016. Obviamente que, como as populações aumentaram, o percentual diminuiu, mas a resistência continua a mesma!

Um brinde a estes abnegados! Vai, Coelhão!

Sérgio Tavares
twitter.com/stsalviano


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2 anos e subindo!

Era março de 2016.

Eu ia em todos os jogos do coelhão e seguia toda página da internet que aparecesse na minha frente e que falasse sobre o América. A gente tá acostumado a não ter voz nas grandes mídias né? então eu seguia qualquer um que falasse alguma coisa do meu time. não precisava ser bom, bastava mostrar o América.

corneta

Essa fantasia é genial e sempre me fez rir!

Uma das páginas que eu seguia, era a Corneta Americana no Facebook. E foi nela que eu vi a chamada pra um programa que parecia ser ducaralho! Porra, os caras tiveram a ideia genial de fazer uma mesa redonda pra falar sobre os jogos do Coelhão. Isso não era só legal, era um sonho que se realizava. Eu sempre assisti mesas redondas na TV e sempre me frustrei com o América não ter nenhum destaque, mesmo que fosse ocasional.

Assim que vi, me inscrevi no canal e não gostei da ideia da mesa redonda ser logo após ao jogo. E a resenha lá no Indepa? Vou perder a resenha de lá pra ouvir uns caras que nem conheço? Hmmm… Achei ruim, mas não desisti. A estréia seria num jogo de domingo, contra o Boa, e dessa vez ficaria sem a cerveja do Pardal pra ouvir os Decadentes.

Voltei cedo, cheguei em casa, me preparei e aí… Foi uma bosta! Hahahaha! Talvez pela minha expectativa alta ou só porque era a estréia mesmo e os caras estavam descobrindo a melhor maneira de fazer aquilo, sei lá. Só sei que o som picotado e cheio de ruídos me incomodou demais. Tanto que se alguém olhar lá no YouTube, os comentários desse programa de estréia vai ver meu comentário lá dizendo que “tá ruim pra caraleo.”

Print da sessão de comentário no YouTube

Comentário de Sérgio Tavares no Decadentes #001

Esqueci desse tal de Decadentes e só voltei muitas semanas depois, já no programa #006 (América 2×1 Atlético – 1/5/2016), depois da grande vitória contra o Atlético na primeira final do Mineiro 2016. E mesmo assim não assisti ao vivo, só ouvi o programa durante a semana, pelo YouTube mesmo. Mas realmente o programa estava diferente, as dificuldades técnicas não interferiam mais e foi legal demais ouvir aqueles caras comemorando a vitória e tendo a mesma felicidade que eu tive lá no Indepa! Pode conferir meu comentários lá, só elogios dessa vez.

Pronto, isso foi o suficiente pra eu nunca mais deixar de ouvir os Decadentes, mesmo que não conseguisse assistir ao vivo, afinal a resenha do Pardal também era foda. Mas os caras sabiam conduzir bem demais as discussões. Eles criaram um modelo que funcionava milimetricamente. Tinha o apresentador que sabia falar bem e mediava as discussões, Sr. Henrique Pinheiro, tinha o comentarista, que falava sério e analisava bem as partidas, o Sr. Wallisson Fernandes e tinha o alívio cômico, o cara que não deixava o programa ficar sério demais e quebrava as discussões na hora certa, o Sr. Cláudio “Corneta” Sálvio. Além disso, tinham convidados pra fazer um contraponto e sempre deixaram claro que aquele lugar seria uma voz da torcida americana. Pô! Legal demais! Virei fã!

Comecei a assistir sempre e deixar meus comentários, acabei sendo chamado pra participar também e minha estréia foi no programa #021 (América 0x1 Atlético MG – Brasileirão 2016), numa derrota pro Atlético (sim, nem tudo era perfeito).

Depois disso, eu acabei entrando pro time fixo do programa (Pô! Que honra!), os DECADENTES já chegaram a 129 programas, já montamos 3 programas contando a HISTÓRIA DO AMÉRICA, (que modéstia a parte ficaram SENSACIONAIS), já falamos de futebol feminino, já dissecamos o marketing no DECABRANDNACANELA, já fizemos programa filmado, já entrevistamos o Enderson Moreira, já recebemos dezenas de outros torcedores no programa, já vimos muitas derrotas e muitas vitórias, já comemoramos 2 títulos, já criamos um bolão, já fizemos um churrasco, já criamos amizades que aposto que durarão pra sempre.

Porra! Esses caras já fazem parte da minha vida, assim como o América. Gosto demais de estar aqui e espero que cada torcedor que acompanhe o canal, que participe dos grupos, que siga nas redes, sinta um pouquinho do que eu sinto. Porque se sentir, vai se divertir pra caralho!

Vida longa aos DECADENTES! Vida longa ao AMÉRICA!

Sérgio Tavares
twitter.com/stsalviano


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Santo de casa não faz milagre…

Headere_Estatisticas_2018

Existe uma teoria de parte da torcida americana: técnicos mineiros no América respeitam demais a dupla fajuta.

Pra comprovar isso (ou não), o Decadentes fez um levantamento dos últimos 13 anos, de 2005 até hoje. Nesse período passaram pelo Coelhão 23 técnicos, mas somente 16 ficaram aqui tempo suficiente pra jogarem contra Atlético/Patético e Cruzeiro/Marias, são eles:

Os mineiros Léo Condé, José Angelo, Flávio Lopes, Vantuir Galdino, Procópio Cardoso, Alemão, Marco Aurélio, Mauro Fernandes, Moacir Junior e Enderson Moreira. E os forasteiros José Maria Pena, Nedo Xavier, Givanildo, Paulo Comelli, Silas e Sérgio Vieira.

Nesses 13 anos, jogamos contra a duplinha 52 vezes, entre amistosos e jogos oficiais, seja no mineiro, no brasileiro ou na primeira liga e nosso retrospecto geral é modesto: são somente 9 vitórias, 17 empates e 26 derrotas. Um aproveitamento de somente 28,2%.

Desses 16 técnicos, 10 nasceram em Minas Gerais e 6 são forasteiros. Entretanto, a quantidade de clássicos dirigidas por mineiros e forasteiros é bem próxima. dos 52 jogos, 28 foram dirigidos por mineiros e 24 por “estrangeiros”.

E, pelo menos neste período analisado, a teoria se comprova. Veja no quadro abaixo:

2005 a 2018 Vitórias Empates Derrotas Aprov
Técnicos Mineiros 2 9 17 17,9%
Técnicos Forasteiros 7 8 9 40,3%

Mesmo com 4 jogos a menos, os treinadores de fora das montanhas das alterosas têm um retrospecto maior que o dobro dos mineiros.

Dos citados acima, o que mais disputou clássicos é o velho  Givanildo “Mito” Oliveira com a marca de 18 clássicos nesse período sendo 6 vitórias, 8 empates e 4 derrotas, um aproveitamento de 48%.

Já nosso atual técnico, o mineiro Enderson Moreira (não confundir com o “Pospiranga”) não tem o mesmo desempenho, mesmo estando a quase 600 dias dirigindo o Coelhão mais heavy metal do mundo, não conseguiu uma única vitória em clássicos sendo 7 jogos até agora com um empate e seis  derrotas, retrospecto de 4,7%.

Veja nos quadros abaixo o retrospecto de todos os técnicos citados:

Técnicos Mineiros Vitórias Empates Derrotas Aprov.
Léo Condé 0 0 1 0,0%
José Ângelo 1 0 0 100,0%
Flávio Lopes 0 3 0 33,3%
Vantuir Galdino 0 0 1 0,0%
Procópio Cardoso 0 0 1 0,0%
Alemão 0 0 1 0,0%
Marco Aurélio 0 1 0 33,3%
Mauro Fernandes 1 3 5 22,2%
Moacir Junior 0 1 2 11,1%
Enderson Moreira 0 1 6 4,8%
Técnicos Forasteiros Vitórias Empates Derrotas Aprov.
José Maria Pena 0 0 1 0,0%
Nedo Xavier 1 0 0 100,0%
Givanildo 6 8 4 48,1%
Paulo Comelli 0 0 2 0,0%
Silas 0 0 1 0,0%
Sérgio Vieira 0 0 1 0,0%

Está na hora de pensar racionalmente e entender que em Minas existem três grandes: o América e outros dois  já citados acima, sendo assim é hora de  enfrentar a duplinha como se enfrenta o Vila Nova.

O América nada teme!

Sérgio Tavares e Ramon Gregório


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