Pesquisão Decadentes 2019

Chegou a sua hora de ser o “Diretor de Futebol” do América para 2019!

Na nossa pesquisa, você terá o poder de contratar, demitir e pensar o futebol para o próximo ano.

Elenco 2018

Créditos: Mourão Panda (@photompanda) /América MG

Leva apenas 5 minutos para responder. É só clicar neste link.

Participe!

Nesta Copa do Mundo, quem tomou um 7×1 foi o América

Costumo ser um otimista por natureza. Quando não vai pelas vias naturais, forço a barra para tentar enxergar o copo meio cheio. Mas, confesso aos amigos leitores que esta parada para a Copa do Mundo afetou meu otimismo. E, como quem procura um bom psicólogo para dividir suas angústias e lamúrias, peço a sua licença para “vomitar” meus lamentos sobre a desanimadora “inter-temporada” americana.

Na Copa do Mundo de 2014, o Brasil levou o seu histórico e vexatório 7×1, em partida válida pela semi-final, contra a Alemanha. Mas, na Copa do Mundo de 2018, quem tomou um 7×1 foi o América, ou melhor, a torcida Americana. Justificando o título, segue abaixo a nossa goleada:

Tabela

O nosso “gol” não é tão inútil quanto foi o de Oscar em 2014. O retorno de Matheusinho e João Ricardo é muito importante para nossas pretensões na Série A. Os dribles e improvisações do “amigo do Neymar” podem ajudar o América a ter um melhor desempenho ofensivo. Já a volta do João Ricardo ajuda muito, trazendo experiência, segurança e tranquilidade para a zaga.

Matheusinho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

No lado dos gols sofridos, o primeiro deles, assim como o da Alemanha, foi o mais dolorido. Abrimos a porteira da parada da Copa perdendo Enderson Moreira. Em uma atitude contrária a tudo aquilo que dizia, Enderson abandonou o América, com o trabalho no meio do caminho, e partiu para o Baêa. O, até então, mais longevo treinador de um clube de Série A no Brasil fazia um elogiado trabalho no América e era uma peça muito importante na difícil tarefa do clube em permanecer na Série A. Com a saída de Enderson, tivemos a brilhante ideia de tirar Ricardo Drubscky do posto de Diretor de Futebol (onde fazia um trabalho digno de todos os elogios) e passá-lo para treinador (cargo em que ele acumula seguidos insucessos recentes). Em suas últimas 5 passagens como treinador (a última pelo potente Anápolis), Drubscky não conseguiu permanecer por mais de 4 meses no cargo. Essa é a solução para treinador no ano mais importante de nossa história recente? E perder o nosso melhor diretor de futebol dos últimos anos faz parte da solução dos nossos problemas? Na minha opinião, deixamos de ter um problema (a falta de um treinador) para ter dois (um treinador fraco e a perda de um ótimo diretor de futebol).

Drubscky

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Dentro de campo também tomamos muitos gols. Os importantes Jori e Aylon se lesionaram, passaram por cirurgias e ficarão um bom tempo no Departamento Médico. Tivemos a saída repentina de Rafael Lima. O eterno capitão de 2017, de fato, não vinha bem. Mas, em um elenco tão pobre em zagueiros de qualidade, Rafael Lima tinha o seu lugar. E, por falar em saída, um fantasma passou a assombrar o torcedor americano nos últimos dias: a possível saída de Serginho. O nosso principal destaque no campeonato até aqui pertence ao Santos, que, pelas recentes notícias, pode aceitar uma oferta do mundo árabe pelo meia. Perder o melhor jogador nesta altura do campeonato seria terrível. Para completar, não fizemos nenhuma (isso mesmo: NE-NHU-MA) contratação nesta parada para a Copa do Mundo. Nem para a tão discutida zaga. Nem para o tão pouco inspirado ataque.

O sétimo gol, aquele de misericórdia, foram os dois amistosos contra adversários de baixíssimo nível. Estamos na Série A! Um campeonato com um nível competitivo altíssimo! Disputar amistosos contra times semi-amadores não nos ajudará a enfrentar um Cruzeiro, por exemplo, nessa volta de Brasileirão. Cruzeiro este que, de forma acertada, fez dois amistosos contra o Corinthians.

Serginho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Me despeço agradecendo ao amigo leitor que aturou meu surto de pessimismo até o fim do texto. Espero muito queimar a minha língua. Espero muito que o América retorne bem após este 7×1. À nós, torcedores, o que resta é estar presente no Indepa, apoiar, acreditar e torcer!

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali

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É hora de vencer um clássico!

Na verdade, já passou da hora de vencer um clássico. Pela 10ª rodada do Brasileirão, o América enfrenta o Atlético Mineiro nesta quinta-feira, 7 de junho, às 21h, na Arena Independência. É confronto direto: do atual 10º colocado contra o atual 11º. Em caso de vitória, o América ultrapassará seu rival e se aproximará da zona de classificação da Libertadores.

Pelo Campeonato Brasileiro, de 1971 até hoje, as duas equipes já se enfrentaram 16 vezes, com ampla vantagem para o time de Vespasiano. São 9 vitórias alvinegras, 5 empates e apenas duas vitórias americanas.

O América

A equipe americana vem de importante vitória por 3 x 1 contra o xará paranaense do nosso próximo adversário. Uma vitória imponente e com um futebol bem jogado. A moral americana poucas vezes esteve tão alta para um clássico regional. Mas, o retrospecto em clássicos da equipe dirigida por Enderson Moreira é uma verdadeira pedra no sapato. O treinador americano, com mais de dois anos no cargo, nunca conseguiu vencer uma partida contra Atlético ou Cruzeiro.

A hora é esta! O momento é bom, a equipe vem jogando bem, principalmente no seu estádio, e o adversário vem de uma campanha bem irregular. O América terá os prováveis retornos de Leandro Donizete e Luan. O volante recuperou seu bom futebol no América e o seu retorno traz mais segurança o sistema defensivo do time. Já o atacante é um jogador brigador e acostumado com clássicos. Mas, a atenção do torcedor americano está em Ademir. O atacante, que veio do Patrocinense, tem entrado muito bem nas partidas. Um jogador rápido, agudo e que “faz fumaça” nas defesas adversárias. O time de Vespasiano tem uma defesa lenta, o que pode ser a situação ideal para Ademir.

Leandro Donizete

Foto: Mourão Panda (@photompanda)/ América-MG

O Atlético

A equipe de Vespasiano começou muito bem o Campeonato Brasileiro. Mas, essa boa fase inicial deu lugar a uma irregularidade recente. Com um treinador ainda interino, Thiago Larghi, o Atlético segue em busca de uma equipe titular e de um padrão de jogo. O ponto fraco da equipe é o seu sistema defensivo. O goleiro Victor não é mais o mesmo, apresentando insegurança e falhas constantes. Os laterais, zagueiros e volantes deixam um bom espaço para a equipe adversária trabalhar. É um time espaçado defensivamente. Com os possíveis retornos de Patric e Leonardo Silva, o sistema defensivo atleticano fica mais lento.

Em contrapartida, possuem um ataque rápido e eficaz. O bom Ricardo Oliveira (olho nele, América) é municiado por Cazares, Luan e, principalmente, por Roger Guedes, que tem sido o grande destaque da equipe neste início de campeonato. É um time, também, muito perigoso nas cobranças de faltas próximas à área. Mesmo com a saída de Otero, essa ainda é uma arma da equipe, com Cazares assumindo as cobranças. E o América, em especial o zagueiro Matheus Ferraz, tem dado essas chances para os adversários.

Arquibancada verde

O América é o mandante da partida em seu estádio. A presença do torcedor americano é importantíssima para o sucesso do time dentro de campo. A diretoria americana está promovendo algumas ações visando um grande público americano. Em uma delas, o sócio Onda Verde terá o direito de levar, gratuitamente, dois acompanhantes. Além disso, o sócio que levar os dois acompanhantes concorrerá à camisas oficiais do clube.

Para esta partida, o torcedor poderá comprar ingressos na loja do América, bilheteria da rua Pitangui, Loja Aqui, Quiosque Loja Aqui e Postinho Alaska.

Para mais informações sobre ingressos, clique aqui.

Possível escalação do América: Jory; Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Giovanni; Leandro Donizete, Juninho (Cristian) e Serginho; Aylon, Luan e Judivan.
Treinador: Enderson Moreira.

Possível escalação do Atlético: Victor; Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Juninho; Adilson; Luan, Gustavo Blanco, Cazares e Róger Guedes; Ricardo Oliveira.
Treinador: Thiago Larghi.

Decadentes

Você também acha que o América tem pouco espaço nas mídias convencionais? Então, conheça o Decadentes: a única mídia feita por americanos para americanos. O Decadentes, como de costume, fará um programa pós-jogo dessa partida. Será na sexta-feira, 8 de junho, 20h, neste link. Para acompanhar, é só clicar no link próximo ao horário do programa. Você também pode solicitar um lembrete do início do programa. Basta clicar neste link e, depois, clicar em “definir lembrete”.

Ficha do jogo
Onde: Arena Independência
Quando: quinta-feira, 7 de junho, 21h
Motivo: 10ª rodada do Brasileirão 2018
Arbitragem: Braulio da Silma Machado (CBF), auxiliado por Kleber Lucio Gil (FIFA) e Neuza Ines Back (FIFA)
Transmissão: Premiere e Sportv (menos para região metropolitana de BH)

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali

Créditos da Foto de Capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

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Pré-jogo: América x São Paulo (para manter 100% de aproveitamento em casa)

Pela 7ª rodada do Brasileirão, o América enfrenta o São Paulo neste domingo, 27 de maio, às 19h, na Arena Independência. É o confronto do atual 6ª colocado da competição, com 10 pontos conquistador (América), contra o 7º colocado, também com 10 pontos (São Paulo). Em caso de vitória, o América se consolidará como a surpresa do campeonato até aqui.

Pelo Campeonato Brasileiro, de 1971 até hoje, as duas equipes já se enfrentaram 11 vezes, com ampla vantagem para o tricolor da cidade cinza. São 7 vitórias dos são-paulinos, 3 empates e apenas uma vitória americana, no último jogo entre as equipes, em 2016.  Continuar lendo

Pós-jogo: América 1 x 0 Botafogo

A tarde fria de domingo, 20 de maio de 2018, ficou marcada por mais uma vitória pra cima do nosso freguês de Série A: o Botafogo. E, mais que os três pontos, o triunfo valeu pela bela apresentação da equipe americana e pela manutenção de 100% de aproveitamento dentro de casa no Brasileirão. Um primeiro tempo em que o América conseguiu se impor em seus domínios e encontrou facilidades para criar boas jogadas no terço final do campo. As duplas de beirada de campo se entenderam bem e, tanto defensiva quanto ofensivamente, Luan e Giovanni pela esquerda e Norberto e Aderlan pela direita, conseguiam segurar o pouco inspirado ataque alvinegro e levar perigo para a zaga do time da estrela solitária.

Já no segundo tempo, como era de se esperar, a intensidade do jogo diminuiu. Porém, nada que ameaçasse a superioridade americana na partida. Se na partida contra o Ceará tivemos 3 substituições desastrosas, desta feita as 3 mudanças feitas pelo técnico Enderson Moreira funcionaram e o time ganhou fôlego para seguir tentar abrir o placar. E, confirmando isso, o gol saiu aos 32 minutos do segundo tempo, em jogada de dois atletas vindos do banco de reservas: assistência de Rafael Moura e finalização de Juninho.

Juninho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Depois do placar inaugurado, foi a vez do América segurar o Botafogo, dessa vez no momento certo: no fim do jogo – e não na virada para o segundo tempo, como na partida contra o Ceará. E os minutos finais seguiram com certa tranquilidade, com o América tomando os seus cuidados defensivos, mas sem abrir mão dos contra-ataques. Com a vitória, a equipe americana subiu para a 6ª colocação no Campeonato Brasileiro.

Destaques individuais

Escolhido como Bala do Jogo, em votação no programa Decadentes sobre a partida, o volante Leandro Donizete precisou de poucas partidas para se adaptar e se tornar o “dono do meio campo americano”. Com a garra de sempre, a liderança espontânea de um verdadeiro líder e um futebol de alto nível, o xerifão americano foi, novamente, o jogador que mais acertou passes na partida.

Juninho entrou no fim do primeiro tempo, após contusão do Zé do Coelho, e correu mais que notícia ruim. O volante americano, como de costume, esteve presente em todos os espaços do campo, sempre pressionando os alvinegros e recuperando a posse de bola em várias oportunidades. A apresentação dele acabou premiada com o gol.

Outro destaque, além dos habituais Messias e João Ricardo, foi o zagueiro Matheus Ferraz. Alvo de desconfiança da torcida (e deste humilde colunista), o Maldini Americano (mais pela aparência do que pelo futebol) voltou a jogar bem e, desta vez, contra um ataque mais forte e com mais recursos do que o último adversário.

Maldini Americano

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Tempos dourados

Um uniforme lindo para um time que jogou bonito. Ahhhh, que coisa linda ver a nova versão do manto americano em campo! Confesso que, de perto, não gostei da aplicação do nosso escudo: muito pequeno e no mesmo tom da camisa. Mas, olhando das arquibancadas para o gramado, nosso novo 3º uniforme estava imponente e elegante como sempre. O verde escuro e o dourado trouxeram a diferença necessária para um 3º uniforme e o requinte que as camisas americanas costumam ter. Parabéns para o fornecedor de material esportivo e para a direção americana!

Novo uniforme

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Ficha do jogo

O América foi a campo com João Ricardo; Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Giovanni; Leandro Donizete, Zé Ricardo (saiu para a entrada de Juninho) e Serginho (saiu para a entrada de Ruy); Aderlan, Luan e Judivan (saiu para a entrada de Rafael Moura). Treinador:Enderson Moreira.

O Botafogo jogou com  Jefferson; Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson (saiu para a entrada de Moisés); Rodrigo Lindoso, Gustavo Buchecha, Matheus Fernandes e Luiz Fernandes; Renatinho (saiu para a entrada de Aguirre) e Brenner (saiu para a entrada de Kiesa). Treinador: Alberto Valentim.

Gol: Juninho para o América, aos 32 minutos do segundo tempo
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

Próximo jogo

O América volta aos gramados já nesta quarta-feira, 23 de maio, às 21h45, contra o Palmeiras, em São Paulo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Com a derrota por 2 x 1 no jogo de ida, o Coelhão tem a dura missão de reverter a vantagem dos pulistas. Já pelo Brasileirão, o time volta a jogar no domingo, às 19h, contra o São Paulo, novamente no Independência.

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali

Créditos da Foto de Capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

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5 motivos para apoiar o América Locomotiva

Foto: Mourão Panda / América

“Uma nova história começa agora”. Este é o slogan de lançamento da nova equipe de futebol americano de Belo Horizonte: o América Locomotiva!

Para a torcida americana, essa história nas arquibancadas começa DOMINGO, ÀS 10H, no SESC Venda Nova, quando a nossa Locomotiva entrará em campo para atropelar o Paraíso Miners. (Ingressos)

E, como o Decadentes está sempre lado a lado com o América, listamos uma mão cheia de ótimos motivos para você pegar a sua camisa do Coelhão e avançar algumas jardas rumo ao apoio incondicional ao nosso time da bola oval. #LocomotivaPride

1 | É O MANTO VERDE E PRETO EM CAMPO

O motivo mais óbvio e, ao mesmo tempo, o mais importante: é o América em campo! Independente se a bola é redonda, oval ou quadrada, é a camisa verde e preta mais linda do mundo que estará nos gramados, agora em novas batalhas.

2 | VENCER A DUPLINHA

O América não é o único clube de futebol de Belo Horizonte a se aventurar neste novo e promissor esporte. Nossos grandes rivais também estão em busca de touchdowns. O Atlético, em parceria com o BH Eagles, deu início ao Galo FA. Já o Cruzeiro, em parceria com o Juiz de Fora Imperadores, será representado pelo Cruzeiro Imperadores. É questão de tempo até o América passar a locomotiva por cima da dupla.

3 | TRADIÇÃO EM ESPORTES ESPECIALIZADOS

Se existe um clube com know-how em esportes especializados em Belo Horizonte, este clube é o América! Com tradição no basquete, futsal, atletismo, handebol, vôlei, arqueria, só pra citar meia dúzia e, mais recente, o hockey, o clube foi pioneiro e vencedor em muitas destas modalidades. O futebol americano vem para abrilhantar a trajetória americana pelos esportes especializados.

Quem for ao jogo, leve também aquele casaquinho, cobertor, calças e camisa, para a campanha do agasalho.

4 | REPRESENTATIVIDADE NUM ESPORTE EM FRANCO CRESCIMENTO 

O futebol da bola oval está se tornando uma febre mundial, principalmente dentre os mais jovens. Expressões como “touchdown”, “endzone”, “tackle” e “field goal”  fazem parte do vocabulário de milhões e milhões de brasileiros. Nos Estados Unidos, o esporte é detentor de todas as 15 maiores audiências de TV. A veiculação de um comercial de apenas 30 segundos no intervalo do Super Bowl, a grande final da liga estadunidense, custa mais de 5 milhões de dólares! E, no Brasil, o crescimento também é espantoso. Apoiar o América Locomotiva significa, ainda, estar com o América em uma nova e promissora caminhada esportiva e comercial.

5 | TIME VENCEDOR 

O América Locomotiva já nasce gigante! Com a imponência da marca esportiva América e a força e pioneirismo do Minas Locomotiva, tricampeão mineiro, com 12 anos de história. #RumoAoDeca

Assim sendo, TODOS AO CAMPO!

América Locomotiva x Paraíso Miners
Data: Domingo | 29/4 | 10h
Ingressos:
R$10 (compra antecipada online, na Sede do América no Boulevard e no local)
Local: SESC Venda Nova

Wallison Fernandes
twitter.com/FernandesWali


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Estamos prontos para a Série A?

Com o fim do Campeonato Mineiro para o América, é hora de passar a régua e analisar o que está por vir: o Campeonato Brasileiro da Série A! Vou dividir este texto em 3 partes: o que funcionou do fim da Série B para cá; o que não funcionou da Série B para cá e, por último, a conclusão disso tudo.

Foto: Mourão Panda / América

O que funcionou

  • Montagem do elenco

Mesmo com o título da Série B em 2017, era inevitável a busca por qualificar a equipe. Afinal, o desafio em 2018 seria (e será) um campeonato muito mais forte e com equipes muito mais qualificadas. Pois então, foi o América às compras. E fez isso bem, dentro de suas condições. Peças interessantes, como Rafael Moura, Aylon e Carlinhos chegaram já de início. Outros bons nomes chegaram em outro momento, como Ruy, Wesley e Judivan. Alguns nomes de composição de elenco também vieram, como Aderlan, Matheus Ferraz, Serginho e Capixaba.

Dos Campeões da B, algumas saídas sentidas, como a de Ernandes, algumas permanências nada empolgantes, como Renan Oliveira, Gerson Magrão e Luan, e outras permanências muito importantes, como Rafael Lima, Messias, João Ricardo, Zé Ricardo e outros. No geral, sobre montagem de elenco, considero que fizemos um bom trabalho, dentro das nossas condições.

  • Manutenção do treinador

A manutenção do treinador é, sem dúvida, outro acerto neste caminho entre a Série B e a A. Enderson Moreira se mostra um treinador competente, identificado com o clube, com tesão de realizar este trabalho no América e feliz por estar aqui. A “culpa” de quase tudo no futebol acaba caindo no treinador. Mas, no caso de Enderson no América, o considero mais parte da solução do que do problema.

  • Bom desempenho contra os pequenos

O bom desempenho do América contra os times do interior é uma boa coisa. É claro que, sozinho, esse desempenho não nos levará a nada em um ano de Série A. Mas, não deixa de ser um sinal de alguma regularidade e capacidade da equipe em enfrentar jogos teoricamente mais fáceis.

  • Manutenção de um bom desempenho defensivo

Ok. Não tivemos a mesma segurança defensiva da Série B do ano passado. Mas, ainda assim, tivemos uma defesa sólida em boa parte dos jogos do Campeonato Mineiro deste ano. Rafael Lima, principalmente, falhou em jogadas em que não falhava em 2017. Mas, segue sendo nosso capitão e peça importante para os desafios do “segundo semestre”.

O que não funcionou

  • Transformar a melhoria do elenco em melhoria em campo

Com um elenco mais qualificado que o de 2017 e um Campeonato Mineiro pela frente, muitos de nós passamos a esperar por uma equipe subindo de patamar dentro de campo. Na minha visão, isso não aconteceu. O argumento de necessidade de um tempo para entrosar as novas peças no esquema é válido. Mas, também é válido constatar que a evolução de desempenho (e não de resultado) foi praticamente zero do primeiro jogo da primeira fase até o último. Rafael Moura, por exemplo, continua tão desconexo do restante da equipe quanto no dia de sua estreia.

  • Utilização constante de peças que não funcionam

Desapegar daquilo que não funciona é condição importante para buscar um novo caminho. Jogadores como Renan Oliveira, Gerson Magrão e Luan, definitivamente, não contribuirão para um sucesso do América na Série A. Contribuíram na caminhada da Série B, mas para a Série A são fracos. Por isso, é injustificável que estes entrem com grande frequência, ainda, em partidas do América “na bica” do nosso maior desafio do ano. Subir de patamar na preparação para a Série A passa, necessariamente, por deixar pelo caminho quem não tem muito o que contribuir lá. Por mais cruel que isso possa ser.

Péssimo desempenho contra os grandes

Na Série A, nossos adversários estarão mais para Atlético e Cruzeiro do que para Caldense e Patrocinense. Isso é um fato! Com isso, ter tido bom desempenho contra os pequenos e péssimo desempenho contra os grandes deve ser motivo de atenção sim. Foram 4 os clássicos contra a duplinha, com 4 derrotas. Seja tecnicamente, taticamente ou psicologicamente, algo não funcionou nos confrontos contra os grandes e deve ser identificado e corrigido.

  • Marcação nas laterais

Apesar de um sistema defensivo ainda sólido, vejo a nossa marcação pelas laterais como o ponto mais vulnerável na proteção da nossa meta. Norberto e, principalmente, Giovanni são facilmente envolvidos em tramas ofensivas dos adversários. Cruzar bola na nossa área é tarefa fácil. Pra piorar, nossos dois laterais não compensam essa fragilidade com grande desempenho lá na frente.

  • Do meio pra frente

Aqui chegamos na parte do campo em que as coisas estão realmente bem ruins. Nos dois primeiros terços do campo, vamos bem. Mas, no último, a coisa fica feia. Pra começar, a bola não chega com qualidade vinda dos homens de trás. Quando chega, os homens de frente não a tratam com o carinho que merece. Não se vê qualidade de passe, deslocamentos inteligentes, tabelas rápidas e, principalmente, não há dribles e jogadas diferentes que busquem quebrar a solidez defensiva dos adversários. Pra piorar, as jogadas de bola parada também não funcionam. O ataque americano parece sempre acreditar que os gols sairão na base do “tanto bate até que fura”. Isso funcionou bem na Série B. Já na A, tenho enormes dúvidas.

E agora, José?

É chegada a hora do maior desafio do ano: o Brasileirão. Nossa linha do tempo recente nos mostra um desastre completo no rebaixamento de 2016, uma evolução muito rápida e consistente em 2017 e um início de 2018 com um tímida, muito tímida, evolução no contexto geral. Temos um elenco claramente mais qualificado que o de 2016 e , também, mais encorpado que o de 2017. Mas, um time que não conseguiu se acertar tão bem neste início de ano.

Para mim, é como se continuássemos no caminho certo, mas tendo desacelerado um pouco o processo de evolução nestes primeiros 3 meses de 2018. Nada que justifique desespero ou pessimismo. Mas, algo que deve servir de alerta e motivação para esta reta final de preparação para o Brasileirão de 2018.

Walisson Fernandes
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Foi Muito Feio (FMF)

Igor Junio Benevenuto será o apitador da primeira partida da semifinal do Campeonato Mineiro 2018. Pra quem não se lembra (nós americanos lembramos muito bem), ele foi o comandante da desastrosa trupe de arbitragem do embate entre América x Atlético no primeiro turno do campeonato.

Leia mais sobre a partida entre América x Atlético no primeiro turno do Campeonato Mineiro

Pouco mais de um mês. Foi o tempo necessário para que a Federação Mineira de Futebol colocasse, novamente, o  juiz em um sorteio para uma partida do América. E a questão não é apenas o tempo curto: o apitador foi escalado para o mesmo embate. E justo em uma partida decisiva. Coincidência?

Igor

Igor (entre os dois atletas) e a equipe da desastrosa arbitragem do primeiro turno – Foto: Mourão Panda / América

Igor pode até fazer uma arbitragem perfeita na próxima quinta-feira, 22 de março, 20h, no Independência. Capacidade para isso ele tem: já fez boas arbitragens, inclusive em jogos do Coelhão. Mas, a pergunta que fica é: pra quê escalar novamente o comandante da arbitragem mais desastrosa do futebol mineiro no ano justamente na repetição da partida entre América e Atlético? Será que não dá pra ter bom senso ao menos uma vez na vida e escalar um outro árbitro para a partida?

Escalar outro apitador seria saudável para o jogo (que não estaria sob suspeita, como está agora), para o campeonato e para o próprio Igor. Mas, agir com sensatez não parece, definitivamente, ser o caso da Federação Mineira de Futebol. Principalmente quando a situação envolve o queridinho de Vespasiano.

O vídeo do link abaixo mostra o sorteio da arbitragem das duas partidas semifinais. No minuto 4:00 do vídeo, vemos a esfera de número 01 (de Igor Benevenuto) sendo sorteada para o clássico. Logo após o sorteio, é possível ouvir um “porra!” e algumas risadas. Estranho, não? Seria uma comemoração pelo resultado do sorteio? Se sim, quem estaria ali comemorando?

Clique aqui para ver o vídeo do sorteio dos árbitros das semifinais do Campeonato Mineiro 2018. Vídeo postado no Twitter da FMF.

Diante de tanto descaso com o América, o que nos resta é tentar acreditar que as coisas possam ser resolvidas, dessa vez, dentro das quatro linhas, sem interferência da arbitragem. Afinal de contas, somos a resistência!

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali


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Covardia ou fragilidade?

Faltando menos de dois meses para o início da Série A do Campeonato Brasileiro, uma coisa está tirando o sono do torcedor americano: sob o comando de Enderson Moreira, o time não consegue vencer e/ou fazer boas partidas contra os grandes clubes do futebol brasileiro, sobretudo nos embates contra o Cruzeiro e o Atlético/FMF. Somando-se os três últimos jogos contra o time de Vespasiano, por exemplo, o placar fica em 10 x 1 para os galináceos.

Foto: Mourão Panda (@photompanda)/América

Mas, por que esse desempenho é tão ruim contra os grandes justamente quando o clube passa por um bom momento em sua história? Estamos perdendo a nossa capacidade de ser a pedra no sapato da duplinha justamente em um ano de tanta expectativa? Aquele América que sempre nos encanta por ser a resistência contra as hegemonias do futebol brasileiro tirou folga?

No início deste mês, meus amigos Sérgio Tavares e Ramon Gregório fizeram um ótimo texto aqui no decadentes.com.br sobre os santos de casa que não fazem milagre. O estudo dos dois nos mostra que treinadores mineiros têm desempenho pior contra a duplinha, supostamente por respeitarem mais estes adversários. Os “forasteiros” possuem desempenho melhor, supostamente por não conhecerem tanto a rivalidade e enfrentarem sem medo. Porém, o ponto fora da curva em favor dos treinadores de fora é apenas um: Givanildo Oliveira, com um desempenho muito bom nos clássicos. Com isso, vou propor um contraponto aqui apenas entre duas figuras: Enderson Moreira e Givanildo.

Givanildo - Mourão Panda

Foto: Mourão Panda (@photompanda)/América

Givanildo enfrentou Atlético/FMF e Cruzeiro por 18 vezes. Foram 6 vitórias, 8 empates e 4 derrotas. Um aproveitamento de 48,1%. Já Enderson enfrentou a duplinha por 8 vezes. São 7 derrotas, um empate e nenhuma vitória. Um aproveitamento pífio de 4,16%. A justificativa para essa enorme diferença de aproveitamento seria apenas a postura da equipe nestas diferentes épocas? Uma postura mais ofensiva seria, necessariamente, indício de vitória? E, ao contrário, uma postura reativa é certeza de derrota? Não! Não mesmo!

A primeira mentira a ser combatida é a de que o Givanildo enfrentava a duplinha de peito aberto. Na verdade, o véio era sempre esperto ao analisar a força do seu time e a força do adversário. Muitas vezes vencia pelos méritos dessa análise, armando o time de forma a surpreender o adversário. Nunca esqueceremos a inusitada dobradinha de laterais esquerdos nas finais do Campeonato Mineiro de 2016, explorando a fragilidade defensiva do Marcos Rocha no time atleticano. Nestas e em outras partidas sob o comando do Giva, o que se via não era um time super ofensivo ou coisa parecida. Mas, um time que sabia da superioridade dos adversários e que tinha a humildade de buscar surpreender o oponente nos seus pontos fracos. Era lindo de se ver? Não sei. Era eficaz? Os números estão aí para provar.

A segunda mentira a ser combatida é a de que o time do Enderson Moreira sempre se acovarda em campo contra a duplinha. O terrível desempenho nestes jogos é muito preocupante, mas nem sempre acontece por covardia ou retranca. Neste domingo, enfrentamos o time de Vespasiano e, mais uma vez, saímos de campo com uma dolorosa derrota, por 3 x 0. O grande desempenho do ponta-direita atleticano, aquele de amarelo, foi decisivo na construção do placar. Mas, mesmo assim, não podemos deixar de destacar a péssima atuação do América na partida.

Foto: Mourão Panda (@photompanda)/América

Acontece que, mais uma vez, o problema passou longe de ser uma possível postura defensiva ou covarde. O América teve 49% de posse de bola na partida. Trocou mais passes que o Atlético (344 contra 330). Até os 30 minutos do 1º tempo, o América dominou as ações em campo, sem sofrer qualquer incômodo do adversário. As entrevistas dos dois treinadores após a partida comprovam que o América entrou com uma postura ofensiva e o Atlético, de fato, foi quem entrou no jogo primeiramente para se defender (a tal da “postura covarde”).

O grande problema é que ofensividade sem efetividade não adianta. Volume de jogo sem criatividade para oferecer perigo ao adversário é inútil. Dominar os 2 primeiros terços do campo sem saber o que fazer no último terço não assusta ninguém. E não assustou o jovem treinador atleticano que, na metade final do primeiro tempo, vendo que a “ofensividade” americana não levava perigo ao gol alvinegro, começou a gostar da partida. E o time de Vespasiano, com volume de jogo parecido ao nosso na partida, acabou com 12 finalizações, contra 6 nossas; 49 lançamentos, contra 25 nossos; e, o mais importante, com 3 bolas na nossa casinha. Venceu quem entrou com a postura mais covarde, mas que teve qualidade e poder de criação quando se lançou ao ataque.

Sérgio Tavares e eu entrevistamos Enderson Moreira no fim do ano passado. Prestes a confirmar o acesso, o treinador nos disse que a intenção para este ano (2018) era montar um time capaz de enfrentar os grandes jogos da Série A com a mesma postura da Série B de 2017: ofensividade, posse de bola, marcação alta e domínio das ações. Mas, para que isso dê certo, ainda precisamos de um salto enorme de qualidade, principalmente no setor ofensivo. Do contrário, corremos o risco de ser um pinscher da Série A: corajoso, mas frágil.

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali


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