Candidato a ídolo

Ahhh, o ídolo! Esta figura tão importante dentro do mundo do futebol. Em nossa história, temos vários: Jair Bala, Juca Show, Milagres, Satyro Taboada e tantos outros que honraram nosso manto verde e preto com a dedicação que merecemos. Mas, atualmente, um certo garoto bom de bola tem se colocado como candidato a este posto: Zé Ricardo!

Natural de Bom Jesus do Amparo e ex-vendedor de pastéis na beira da BR-381, Zé Ricardo vem conquistando cada vez mais espaço no time e moral com a torcida americana. O “Zé do Coelho” tem, hoje, todos os ingredientes para, com o tempo, se tornar um ídolo americano.

Amor à camisa
Ídolo que se preze tem que ter identificação com o clube. Isso o Zé Ricardo tem de sobra. Oriundo das categorias de base do clube, o Zé do Coelho não se cansa de demonstrar o amor pelo América. É nítido o orgulho dele em defender as cores americanas, dizendo isto aos quatro cantos. Esse amor é tão grande que até mesmo no Natal, de folga entre os familiares, o volante candidato a ídolo foi visto vestindo o manto verde. Nada de tão surpreendente, afinal a noite de Natal costuma ser aquela em que costumamos escolher a melhor e mais bonita roupa, certo?

Carisma
Zé Ricardo está se tornando o queridinho das entrevistas. A humildade e o carisma do garoto tem encantado o público e os jornalistas. Terminadas as partidas, é hora de colocar o fone de ouvido e ouvir a simpatia e os inocentes palavrões do Zé do Coelho. E, logo depois do palavrão “escapulido”, vem o “Deus que ajude” do carismático Zé, ao agradecer pelo já tradicional relógio, prêmio dado ao melhor em campo. Em uma era em que jogadores de futebol dão respostas padronizadas, chatas e politicamente corretas, o Zé Ricardo foge à regra, esbanjando espontaneidade.

Zé Ricardo Mourão Panda

O sorriso fácil de Zé Ricardo – Foto: Mourão Panda (@photompanda)/América

Permanência no clube
Um ponto importante para que um jogador se torne um ídolo de um clube é o “tempo de casa”. Zé Ricardo está no América desde março de 2013 e, neste ano, renovou o seu contrato, que agora vai até 31 de dezembro de 2022. São 5 temporadas de contrato garantido pela frente. Tempo mais que suficiente para que a moral do jovem volante cresça ainda mais com a torcida. Porém, é óbvio que, durante este período, Zé Ricardo será cortejado por equipes mais poderosas do futebol brasileiro e mundial. O que nos resta é a esperança de que a identificação do volante com o clube, aliada à recente postura do América em manter suas joias, garanta uma longa permanência do Zé do Coelho no CT Lanna Drumond.

Raça
A garra de vencer demonstrada em campo é elemento importantíssimo na trajetória de um ídolo. Ainda mais para um volante. E esta já é uma característica muito forte no jovem Zé. Em entrevista recente, Zé Ricardo disse que, para ele, “treino é jogo e jogo é Copa do Mundo”. E isso não fica apenas nas palavras. Em nossa casa, no Estádio Independência, é prazeroso ver o Zé do Coelho lutando por cada bola, independente do adversário. Em partida contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro de 2018, o jovem volante americano não abaixou a cabeça para os experientes atletas adversários. Pelo contrário! Zé Ricardo participou de jogadas duras e não fugiu dos confrontos do jogo. O sangue verde corre nas veias!

Zé chorando

Zé Ricardo emocionado com o título de Campeão da Série B 2017 – Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Bom futebol
Um jogador apenas com amor à camisa, carisma, permanência e raça, será, no máximo, uma figura importante e querida no clube. O que falta para esta conta fechar e a idolatria vir é ser bom de bola! Zé Ricardo é um jogador de qualidade desde os tempos de categoria de base. Na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016, o Zé do Coelho já chamava a atenção pelo estilo pegador na marcação, aliado ao refinado passe na saída de bola, chegando a aparecer como surpresa no ataque. E, no profissional, a coisa não está diferente. Dono de uma personalidade forte em campo, ele fez parte do melhor sistema defensivo do Brasil em 2017, além de facilitar a saída de bola e a vida dos armadores e atacantes.

Em ano eleitoral, está oficialmente lançada a candidatura de Zé Ricardo ao cargo de ídolo da Nação Americana! Se será eleito, o tempo e o “eleitorado” americano é quem vai dizer.

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali


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Tremer? Aqui não!

Começamos bem o ano. Em quatro partidas pelo Campeonato Mineiro, foram três vitorias e um empate fora de casa contra a URT. Porém, temos um rival também com um bom início de temporada: o Cruzeiro. O time azul tem o mesmo número de pontos e divide a liderança com o América. Então, nada melhor que um embate pra tirar isso a limpo.

O jogo será neste domingo, no Mineirão. Tem problema ser na casa deles? Nenhum! Somos acostumados a jogar água no chopp deles lá. A Copa Sul Minas conquistada lá, com duas vitórias contra eles nas finais, é exemplo disso.

“Ah, mas eles estão em grande fase”. E daí? A melhor década do time azul foi a de 1990. Conquistaram muitos títulos e montaram grandes equipes. E, nos confrontos entre América x Cruzeiro nesta década, sabe quem levou a melhor? Sim, o América! Foram 11 vitórias do Coelhão, 12 empates e 10 vitórias dos azuis.

Se devemos ter respeito pela equipe deles, eles também devem e tem respeito pelo América atual. Somos uma equipe de Série A, dividimos a liderança com eles. Estamos apresentando um bom futebol, vindo de um título nacional, com jovens talentos e um treinador com capacidade de armar bem nossa equipe.

Além disso, quem tem a fama de tremer não somos nós. Pelo contrário. Somos a resistência! Nunca abaixamos a cabeça para a duplinha e não será dessa vez. Já do lado azul, a fama é de sempre tremer em clássicos. E não apenas contra o alvinegro de Vespasiano. Todos em BH sabem da fama do América em surpreender o Cruzeiro.

Então, torcedor americano, vá ao clássico com a cabeça erguida e com confiança! O nosso patamar atual nos permite confiar em um grande resultado no domingo. Deixe a tremedeira para quem está acostumado com isso.

Walisson Fernandes
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É hora de abraçar Renan Oliveira?

Como campeões da Série B, vamos enfrentar uma Série A que promete ser muito equilibrada. Como diria o Capitão Nascimento: o inimigo agora é outro. O ano começou e a expectativa da torcida americana era de um time reforçado em todas as posições. Pois bem, o time realmente está mais forte e encorpado. Mas, uma posição específica tem preocupado os torcedores decacampeões: o famoso camisa 10.

Rui, destaque em 2017, não ficou. Renato Cajá não veio. O gringo meia boca nós passamos para os que latem. Matheusinho ainda demora alguns meses para retornar. Sobrou quem? Ele, Renan Oliveira!

Definitivamente, não era e não é o que a torcida americana quer como titular na armação do time em uma Série A do Campeonato Brasileiro. Mas, é o que tem pra hoje. E, deixando a má vontade com o jogador de lado, é possível reconhecer que ele vem fazendo um início de temporada, no mínimo, decente. Renan tem participado de jogadas de gols, tem demonstrado interesse nos jogos e é um cara que sempre respeitou o América.

Na última partida, em que vencemos o Tupi por 2 x 0 no Independência, a assistência do primeiro gol foi de Renan. Ele participou de outras ações ofensivas, buscou bolas na intermediária, triangulou com Norberto e Aylon, além de ter sido eficiente nos passes. Mas, é o Renan, não é mesmo? A cada pequeno deslize do meia em campo, era fácil perceber a impaciência na arquibancada.

Porém, ao ser substituído, pude perceber uma bela atitude das torcidas Seita Verde e Avacoelhada. Na saída de campo, puxaram aplausos e cantaram o nome do jogador, que retribuiu aplaudindo de volta e mostrando um tímido sorriso. Foi aí que pensei: e se essa torcida “abraçasse” o Renan Oliveira? Na pior das hipóteses, penso que ele poderia se sentir mais confiante e motivado. E essas duas coisinhas aí podem fazer uma diferença…

Renan começou sua carreira no Atlético e depois rodou o país por inúmeros clubes. Por sua fama de sonolento, nunca foi amado por nenhuma torcida. São 28 anos de idade e, com certeza, a vontade de ter um clube pra chamar de seu. Do outro lado, temos o América: um clube famoso por recuperar jogadores renegados.

Nos próximos jogos, não existe outra opção: Renan estará em campo com a camisa do Coelhão! O que fazer? Apoiar e fazer com que o jogador sinta-se confiante e, com isso, possa render mais? Ou seguir na impaciência com o único meia disponível no elenco e, com isso, passar mais pressão ainda para ele?

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali


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