Seria 2021 um novo 2016?

Após mais um jogo ruim dos comandados pelo Lisca, veio a dolorosa desclassificação na Copa do Brasil para o poderosíssimo Criciúma. O “possante” esquadrão da capital do carvão, que foi rebaixada no campeonato catarinense, mostrou-se mais uma vez ser um adversário indigesto e Paulo Baier novamente conseguiu dar uma nó no Lisca.

Apesar de o América ter entrado bastante modificado, começou dominado pelo Criciúma, que abriu o placar em uma bizarra pane defensiva da nossa zaga. E apesar de termos tido mais posse de bola no total, muito por conta da retranca armada pelo Criciúma depois de estarem a frente do placar, foram eles quem levaram mais perigo e finalizaram mais, um total de 12, sendo 6 delas no alvo, contra 8 nossas, sendo 5 no alvo. E depois de mordorrentos 15 minutos finais em que imperou a cera no lado deles e uma total inoperância do nosso time após as substituições, fomos superados nos pênaltis, protagonizando cobranças horríveis, em especial a do protegido de Lisca, Leandro “Cachaça” Carvalho.

E é nesse clima de velório pela eliminação para um time fraco e a perda de 2,7 milhões por conta desta que vamos encarar o Flamengo no domingo, podendo superar o nosso pior começo de campeonato brasileiro se não conseguirmos ao menos empatar a partida, uma vez que em 2016 após duas derrotas iniciais conseguimos um pontinho diante do Vitória após o doloroso 1-1 no indepa.

Tal situação traz toda a lembrança daquele ano que todos gostaríamos de esquecer, mas afinal, estamos repetindo os erros daquele ano?

Foto: superesportes.com.br

Muitos dizem que sim por termos começado a temporada sem um diretor de futebol, termos feito contratações ruins e nos iludido por uma boa campanha no campeonato mineiro. Entretanto, acho que cabe uma recapitulação dos fatos para vermos que não foi tão similar assim.

É verdade que em 2016 nós começamos a temporada sem diretor de futebol, após a saída do Osvaldo torres no fim da temporada de 2015, só fomos ter um diretor de futebol no dia 18 de abril, quando foi anunciado o Sidiclei Menezes para o cargo. Até então as contratações para o inicio da temporada já haviam sido feitas, tínhamos acabado de derrotar o Cruzeiro por 2×0 no jogo de ida das semis do mineiro e nos encaminhávamos para jogar contra o Red Bull pela Copa do Brasil.

Foto: Rafael Chaves / América

Neste ano, Armando Dessessards foi anunciado no dia 24 de Fevereiro, bem no inicio da temporada. Até ele ser anunciado havíamos contratado apenas o Ricardo Silva e os demais jogadores foram chegar na semana seguinte ao seu anúncio.

Portanto, pode-se até reclamar que houve demora em anunciar um diretor vide que o Bracks saíra para o Inter no fim de dezembro/início de janeiro, mas ele o Armando já estava no clube no momento da maioria das contratações, esteve presente na venda do Messias e do imbróglio com o Ademir. Ou seja, tem culpa também na questão de montagem do time.

Outro ponto que é injusto compara é que o Sidcley em 2016 não gostava de Givanildo e queria trocar o comando técnico para um treinador com visões mais modernas de Futebol. Entretanto, o velho Giva ganhou o mineiro e passou pelo Bragantino e pelo Bahia na Copa do Brasil. O que leva ao segundo ponto: A ilusão com o elenco.

Muitos dizem que o título Mineiro em 2016 mascarou a ruindade do time, mas a verdade é que o próprio Givanildo alertava que a Série A era diferente e que precisaríamos de reforços. Os reforços não vieram e após perder para a Ponte Preta na quinta rodada por 2×1 (Jogando sem atacantes de ofício, uma vez que os que tinham no elenco estavam lesionados), Giva deixava o comando da equipe.

Foto: Mourão Panda / América

Esta é uma grande diferença para esse ano, afinal Armando Dessessard é um dos parceiros que o mundo da bola deu ao Lisca, e podemos dizer que essa amizade foi o principal fator para a escolha do Desossado para o departamento de Futebol neste ano. Alinhado com Lisca, ele estava no clube quando negociamos com outros “parças” do treinador (Cachaça, Ruschel, Eduardo e Juninho Valoura), bem como compactuou com a venda do Messias para o seu ex-clube, o Ceará, por míseros 2 milhões de reais.

Ao que pese tanta sintonia, na torcida não dá para dizer que todos se iludiram com o campeonato mineiro. Afinal, era sabido que o time era o mesmo da última série B e, já no mineiro, apresentava os mesmos problemas da última temporada.

Ou seja, a similaridade entre 2016 e este ano é a de termos times ruins e termos contratados jogadores sem nível para a série A, mas os motivos são distintos. Se em 2016 tivemos as primeiras contratações sendo feitas ao bel prazer de dirigentes, sem ter um diretor de futebol conduzindo o processo, seguido por um processo de queima do treinador pelo Sidcley, neste ano tivemos foi um endosso máximo ao treinador e a satisfação de todos os seus caprichos para que ele renovasse. Dando ao Lisca o poder escolher o seu superior direto (Armando Dessessards) e indicando jogadores sem nível para disputar uma série A do Campeonato Brasileiro, apenas por serem amigos pessoais seus.

Foto: Mourão Panda / América

A diretoria errou em ambos os anos na condução do futebol, é ao que pese que nosso orçamento é um dos menores do campeonato, ele foi muito mal gasto pagando a Futbox para planejar uniformes questionáveis e que agridem a identidade visual do clube, mal gasto para um influencer não relacionado ao América para fazer o lançamento, mal gasto ao aumentar o salário do treinador para além das realidades do clube e buscar um diretor de futebol e quatro jogadores com salários altos apenas por serem amigos do técnico. Esse mesmo dinheiro poderia ter rendido contratações muito melhores.

Agora só nos resta torcer para que estes erros distintos não levem a um resultado igual ao de 2016, pois mais do que aniquilar a esperança que tínhamos de um ano bom, vai devastar também as finanças do clube. O que traria um 2022 ainda mais triste.

Decadentes #170 – Fluminense 1×0 América (Brasileirão 2018)

A decepção é diretamente proporcional à expectativa e esta nunca foi tão alta. Não acabou não… Estamos apenas começando.

CONVIDADO: ANDRÉ GUIMARÃES


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Pesquisão Decadentes 2019

Chegou a sua hora de ser o “Diretor de Futebol” do América para 2019!

Na nossa pesquisa, você terá o poder de contratar, demitir e pensar o futebol para o próximo ano.

Elenco 2018

Créditos: Mourão Panda (@photompanda) /América MG

Leva apenas 5 minutos para responder. É só clicar neste link.

Participe!

Carta ao Jogador do América

Companheiro em armas,

Escrevo a você às vésperas de nosso jogo contra o Fluminense. Sou um torcedor do América Futebol Clube, time portador da cor Esmeralda-Esperança e vivo a vida desse clube.

Queria dizer em primeiro lugar, que independente do que aconteça domingo, a torcida agradece a você a melhor campanha em Série A que já fizemos. Nunca chegamos, na era dos pontos corridos, a ter a possibilidade de fazer contas na última rodada para nossa permanência e muito menos dependermos apenas de nós mesmos. Somos emotivos, mas quando o julgamento da história acontece, somos justos e fieis a quem nos deu seu sangue.

A sua história de vida eu sei. Você já teve seu futebol questionado e já tentaram convencê-lo que o futebol não era pra você. Você teve lesões que colocaram em dúvida sua carreira e suas próprias escolhas. O Clube em que você está espelha esta história.

Desde que os meninos se reuniam em uma gameleira na Alvares Cabral com Espírito Santo em 1912, o América foi muitas vezes questionado em sua existência. Afinal, como pode esse clube existir em uma cidade que já contém outros dois clubes de maior torcida. Um disse que iria nos fechar, outro que iria nos absorver. Como você, persistimos em nosso sonho. Sofremos lesões muitas, incontáveis e contínuas. Fomos caçados pelos adversários incansavelmente. A primeira irrigação do CT onde vocês hoje treinam foi irrigada pelas lágrimas de um ex-presidente, que anos antes vendeu nosso único patrimônio, a antiga Alameda, para que continuássemos existindo.

Se domingo formos rebaixados, a vida continua. Como fênix, vamos nos reerguer pois é nossa história. Talvez você tenha estado naquela festa bonita ano passado contra o CRB.

Mas se permanecermos na Série A, meu companheiro…

Se permanecermos, estaremos fazendo história e você fará parte disso. Quando ganhamos a Série C em 2009, lembro do Euller gritar a plenos pulmões que “temos nosso lugar na história!”.  Verdade incontestável. Euller e seus companheiros fazem parte da história de um time que foi fundado por um negro quando um negro não podia nem jogar nos outros clubes da capital. Um time que lutou contra injustiças e foi excluído por três anos das competições nacionais apenas por buscar seus direitos. Fomos rebaixados ficando em 16º em um campeonato de 32 times. É uma história bonita demais e que tem um pedaço guardado pra você.

No jogo de domingo, estamos com você em campo. Acredito no seu futebol e na sua vontade. Contra nós, tudo dentro e fora do campo. Antes de entrar, faça uma oração se for de sua vontade e não se incomode com a torcida adversária. Não importa quantos sejam, nós estaremos lá com você. Nossa força será a sua. Dentro de cada camisa americana, um amor maior do que você imagina.

Somos uma torcida forjada a ferro e fogo. Se hoje somos poucos, é porque poucos resistiram a jogar o Módulo 2 do Mineiro, Série C e congêneres. Portanto, a torcida que você vê na arquibancada é o produto onde apenas os americanos mais apaixonados resistiram. Não temos vaidade e nem torcemos contra o vento. Nossa vaidade é saber que estivemos com o time sempre que ele precisou. Nenhum vento nos assusta. Somos moinhos, que usam da tempestade para cumprir seu destino.

Leve no escudo de sua camisa nosso apoio, nosso respeito e nossa união. Estaremos em fé com você naqueles 90 minutos que separam o Céu do Inferno.

Um grande abraço do seu companheiro em armas, o Americano!
Jairo Viana
twitter.com/jairovianajr

O grande americano Thiago Reis (Seu Nome, Seu Bairro) recebeu o texto o interpretou. Ouçam:

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Decadentes #169 – América 1×0 Bahia (Brasileirão 2018)

A esperança é verde! Coelhão venceu e só depende de seu esforço contra o Flu no Rio, na última rodada, para se segurar na Série A.

CONVIDADOS: RAYSSA ROCHA (Blog Mulheres em Campo) e LEANDRO LOPES (Grêmio Recreativo Cultural e Histórico Vale Verde)


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Decadentes #168 – Palmeiras 4×0 América (Brasileirão 2018)

SA-CO-LA-DA. Alguém anotou a placa? Programa curto e burocrático, pra cumprir tabela porque o nosso campeonato é esse mesmo, olhando pra frente, pras duas rodadas que faltam, sem tempo para lamentos.


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Decadentes #167 – América 2×1 Santos (Brasileirão 2018)

A esperança é verde! Giva neles! Enquanto houver chance matemática, seguiremos lutando.

CONVIDADOS: MARINHO MONTEIRO E THALES MACIEL


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Decadentes #166 – Internacional 2×0 América (Brasileirão 2018)

Perdemos no Beira-rio, um resultado absolutamente normal se isolarmos o jogo do que precisamos no campeonato. Infelizmente, a situação não é boa, mas se vamos cair, que seja lutando. Giva neles!

CONVIDADOS: MARINHO MONTEIRO E THALES MACIEL

ENTREVISTA DO ADILSON EM 2017 CITADA NO PROGRAMA: https://youtu.be/cUmrXEPslZQ


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Decadentes #165 – América 0x1 Paraná (Brasileirão 2018)

Perdeu pro Paraná, em casa, com uma a mais, vai ganhar de quem?! Acabou a era Adilson Batista. Olá, GivaMito!


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