Mais 30 dias de crise

Eis que vamos para a tão incensada parada da Copa América. Na zona de rebaixamento e com a pior campanha do América nos 8 primeiros jogos de todos os tempos, o alerta está mais que vermelho, se é que isso é possível. 10 pontos nos separam do G4, o que considerando o time atual parece um abismo do tamanho do Grand Canyon.

CRB e Bragantino

Como diria Jorge Aragão, no jogo contra o CRB “desfilamos sobre aplausos da ilusão”. Voltamos a realidade no jogo contra o Bragantino, que verdade seja dita, é um time bem melhor do que o CRB. Com ainda 90 pontos em disputa após a parada da Copa América, precisamos de mais 40 pontos para permanecer na série B e mais 56 pontos para subirmos para a série A.

A pergunta fundamental é: “O que a parada pode nos trazer de bom?”. Ouvindo as palavras da comissão técnica e da diretoria, parece que o único time que parará para a Copa somos nós e que nosso time é excelente, só nos faltando sorte. Os fatos trabalham contra. Os reforços trazidos nos últimos tempos não qualificaram o elenco e ainda produziram distorções na escalação, como a presença do goleiro Thiago e a entrada automática dos novos jogadores, o que levou ao ostracismo outros jogadores como França e Jori.

Queria muito saber se o técnico Maurício Barbieri está completamente perdido ou procurando um time e uma forma de jogar. Do meu ponto de vista, nosso caro técnico com nome de biscoito simplesmente bancou seus escolhidos e esperou que o time funcionasse. Melhoras em relação ao time do Givanildo? Sim, mas apenas na ocupação dos espaços em campo. O time com Givanildo parecia muito menos organizado, mas padecia do mesmo problema fundamental, a baixa qualidade técnica e física dos seus jogadores.

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Créditos: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Diagnóstico

Pensando no elenco atual e nos jogos desse ano, podemos analisar posição a posição e encontrar caminhos para a parada.

No gol, tivemos 4 goleiros e destes, o que foi melhor foi Jori. Thiago está bancado pelo técnico, mas ainda não justificou a confiança. Nossos laterais foram João Paulo, Leandro Silva e Ronaldo. O menino Ronaldo entrou apenas contra o Cruzeiro e não foi bem, além de ter rompido ligamento do joelho. Os outros dois não conseguem atacar com qualidade e não tem pulmão para defender. Portanto é preciso testar os reservas , ou recuar fortemente a atuação dos laterais. Na zaga, apesar de algumas críticas, Paulão tem sido o melhor. Que saudade do Messias! Talvez seja hora de colocar os elogiados Bolivia e João Cubas, que tem boa fama na base.

A volância é um ponto forte do time, se olharmos com um ponto de vista otimista. Zé Ricardo e Christian ainda são nossos melhores volantes. Juninho tem pulmão tentando compensar a técnica. Maranhão e Luiz Fernando são volantes nota 5, pelo que mostraram até agora. Morelli foi muito mal quando entrou. Nosso pior pecado é esperar que os volantes armem o jogo. Uma solução para as laterais pode ser improvisar Christian lá, que já cumpriu a função e tem vontade de jogar.

Nosso ataque é quase sempre nulo. Os únicos que parecem estar um pouco acima do resto são Felipe Azevedo, que quando escalado mais a frente costuma render e Neto Berola, que sofre da síndrome de um tempo só. Viçosa está de saída, provavelmente porque Maurício Barbieri já deu sinais que não deve aproveitá-lo. É um brigador, mas só. Rafael Bilu ainda é interrogação. Jonathan Belusso precisa melhorar muito, principalmente em posicionamento e passe. As maiores decepções do ano pra mim são Toscano e Matheusinho. Toscano mata todas as jogadas onde encosta na bola e Matheusinho parece disperso. França e Ademir me parecem boas opções que estão sendo deixadas de lado.

Na parada da Copa, é preciso repensar o time e melhorar o preparo físico, que está ruim, como prova a caída do time no segundo tempo. Mas esses próximos 40 pontos serão duros. Tomara que essa coluna seja no futuro só uma constatação temporária.

Grande abraço a todos.

Créditos da foto de capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

 

 

Acredita, América?

Perdemos o jogo contra o Coritiba e a luz de alerta já está mais do que vermelha. Essa é minha quinta coluna seguida cujo título é uma pergunta. Descontada a inépcia do escrevinhador, o ponto de interrogação é a melhor expressão do que é o América hoje. Ainda não consigo cravar frases como “Vamos cair pra série C” ou “Esse time é um lixo”, mas esta pode ser só a primeira fase do luto, a negação.

O jogo

Embora o time tenha melhorado em poucos aspectos, já estou tomando birra do técnico com nome de biscoito Maurício Barbieri. Ao escolher entrar com 3 volantes, não escolheu os 3 melhores volantes. E é muito triste ver Zé Ricardo e Christian no banco para Juninho, Maranhão e Luiz Fernando. A melhora com a entrada do Christian no decorrer do jogo foi evidente.

Campeonato Brasileiro série B 2019 - América X Coritiba

Créditos: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Quando eu digo que o time melhorou em poucos aspectos, cito dois. Em primeiro lugar, aqueles tiros longos do Paulão para o ataque pararam, o que é bom pois essa bola era sempre perdida. Além disso, o time parece mais bem organizado em campo, com cada jogador ocupando melhor seus espaços.

O ponto mais negativo continua sendo as laterais. Nossos laterais ainda abrem muito espaço e não conseguem acompanhar o ataque inimigo. Na jogada do gol, uma lambança providenciada pelo João Paulo que não chegou junto, Ricardo Silva que não subiu e principalmente, do goleiro Thiago que não saiu do gol. Claramente, aquele escanteio fechado era do goleiro, talvez pra encaixar.

Outra coisa que incomoda é a necessidade do técnico biscoiteiro em colocar todos os reforços no time de uma vez, como por exemplo o Rafael Bilu. Melhor naquele momento seria um Ademir ou um França. Vendo o lado positivo das coisas, espero que isso seja uma tentativa de testar esses novos jogadores. Como já falei em outras colunas, todos os reforços são questionáveis.

3-5-2?

É desespero?É.

O esquema preferido de 9 entre 10 times ruins vem a minha cabeça. O esquema de jogo 3-5-2 historicamente nos deu resultado e geralmente nos piores momentos. Considerando a baixíssima produtividade dos nossos laterais, a falta de substitutos , a inexistência de alguém para armar o jogo e o ataque zerola lá na frente, acho uma boa alternativa. Me julguem.

Protesto

Transmitimos ao vivo o protesto da torcida no último sábado, na porta do CT, através de nossa página no Facebook. Critique quem quiser, é uma declaração de amor pelo time. Todos os torcedores lá estavam indignados o suficiente para reclamarem ao vivo e a cores. Cabe o questionamento se essa atitude de fato é produtiva para a melhora do time. Acho até pessoalmente que não. Mas acho justíssimo o protesto. Um jogador de futebol não é um trabalhador comum. Seu trabalho é remunerado e sua carreira avança conforme gere bons sentimentos em seus torcedores. Portanto, é justo que também recebam as críticas quando merecidas. E de fato os jogadores mais criticados foram aqueles que mais estão devendo.

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Grande abraço a todos.

 

Créditos da foto de capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

 

Pior que tá , não fica?

Depois da derrota vergonhosa pro Brasil de Pelotas, essa coluna já não sabe mais o que escrever sobre o Coelhão. O time gaúcho, no meu entender, passaria vergonha jogando aquela peladinha que rola aos domingos no campinho em frente a Fiat e na beira da Fernão Dias.

Após 15 pontos disputados, temos apenas um, com uma diferença de 5 pontos para o primeiro time fora da zona. Zé Ricardo, após o golpe carateca do jogador do Brasil, ganhou 4 pontos na boca e já nos ultrapassou na tabela.

O Professor

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Crédito: Mourão Panda (@photompanda) / América-MG

Quando a escalação foi divulgada, a entrada do goleiro Thiago no lugar de Jori me incomodou. O novo goleiro chegou na terça-feira, treinou na quarta e já era titular na sexta, desbancando Jori que na minha visão vinha regular. O ponto fraco do Jori é o jogo com os pés, o que pode ser melhorado considerando sua juventude.

Além disso, Zé Ricardo precisou ser substituído após uma jogada covarde e o treinador Maurício Barbieri preferiu a entrada de Luiz Fernando, mais um que treinou apenas na quarta. Aqui já falei várias vezes sobre a má vontade geral com o Christian. É nosso melhor volante e vive sendo preterido. Aqui de fora, não sei o que acontece dentro do grupo para que isso aconteça. Christian pra mim seria titular.

Como um estudioso dos métodos de gestão e liderança, acredito que a atitude do novo treinador foi péssima. Manda uma mensagem ao grupo de que jogam os que ele quiser e não os melhores jogadores. Também mostra aos recém-chegados que estes tem “costa-larga”. E no momento que passamos, a última coisa que precisamos é um grupo desmotivado. Nosso grupo não tem a qualidade necessária para conseguir jogar sem que a equipe esteja motivada.

E como estamos em fase de asa negra, o novo goleiro ainda comete uma falha bisonha. Como diria Kátia a cega, “Não está sendo fácil….”

E chegam mais “reforços”

Apresentação do atacante Rafael Bilu e do lateral Diego Ferreira.

Crédito : Mourão Panda (@photompanda) / América-MG

Foram apresentados oficialmente Michel Bastos , Diego Ferreira ,William Maranhão e Rafael Bilu. Michel Bastos já chegou pedindo um tempo para o preparo físico, pois não joga profissionalmente desde novembro de 2018. Diego Ferreira atuou em duas partidas esse ano, e William Maranhão em quatro. Rafael Bilu fez uma partida oficial em 2018 e nenhuma esse ano. Inclusive será um prato cheio pros críticos da altura de Matheusinho, já que Rafael tem 1,65 m e é tão franzino quanto.

Os reforços não aumentam a qualidade do nosso elenco de forma substancial e só servem pra dar alguma satisfação a torcida.  Pode ser que vinguem é claro, porque futebol tem dessas coisas.

Amanhã haverá protesto na porta do CT e estaremos lá para cobrir e conversar com os presentes. Sou a favor do protesto, mas gostaria que fosse na CT e na Sede, que é onde o problema mora. Em campo, apoiaremos nossa paixão.

Grande abraço a todos.

Crédito da foto de capa: Mourão Panda (@photompanda) / América-MG

 

 

Agora vai?

Como disse certa vez Adoniran Barbosa: “Pobre quando come canja ou ele ou a galinha estão doentes!”. Chegaram os “reforços”.

O pacote de reforços dessa semana chega em hora mais que necessária após o jogo com o Sport de domingo passado. Segunda e terça eu ainda parava, com olhar perdido,  e lembrando que saí do estádio ganhando e cheguei no carro estacionado já perdendo de dois. Alguns amigos me chamaram de pé frio, mas nesse caso eu era o pé quente, correto? Quem mandou sair antes?

Sport

Vi evolução no último jogo. A defesa estava mais bem postada e até as laterais que pra mim já eram vela e caixão funcionaram melhores, inclusive com João Paulo guardando  a posição defensiva. Não estou defendendo nem João Paulo, nem Leandro Silva. Ambos estão devendo e muito.

O time começa a se arrumar de trás pra frente. Jori é jovem e tem seus momentos ruins, mas no geral me agrada mais que o Leal. Tive pena do zagueiro Pedrão, que foi com um excesso de vontade na voadora do pênalti e depois se desfez psicologicamente. Pedrão também é jovem, mas tem jogado bem principalmente em comparação ao horrível e abundante Jussani.

O meio e o ataque ainda necessitam trabalho. Christian pede passagem, mas com a contratação de volantes essa situação precisa se definir. O setor de armação de jogadas , nulo. O terço final do campo do América provavelmente será invadido pelo Movimento dos Sem Terra em pouco tempo, uma vez que é um dos terrenos mais improdutivos do país.

Apresentação do Diretor de Futebol Paulo Bracks no América

Mourão Panda(@photompanda) / América-MG

Novo Diretor

Das novidades dessa semana, a que mais me deixou feliz foi a promoção de Paulo Bracks a diretor do futebol profissional. Há muito tempo já falamos no programa dessa solução caseira, que provavelmente dará bons resultados. Se assim fosse no final do ano passado, muito sofrimento desse ano, principalmente na formação de elenco, podia ser evitado. Desejo muito sorte!

Reforços

Já chegaram Luiz Fernando(volante) e Thiago (goleiro), que ao que parece já até viajaram para Pelotas. Para os próximos dias, chegam Michel Bastos (meia?), Diego Ferreira (lateral direito) ,William Maranhão (volante) e Rafael Bilu(meia).  Ainda estamos a espera do centroavante Thalles, da Ponte Preta. Não vejo um grande aumento na qualidade geral do grupo, que atualmente é pequeno (21 jogadores) e formado em boa parte pela base. A grande interrogação é Michel Bastos, que tem futebol, mas decepcionou ano passado no Sport e tudo indica que virá para terminar a carreira. Além da fama de desagregador. Mas vamos torcer.

 

Grande abraço a todos!

Crédito da foto de capa: Mourão Panda(@photompanda) / América-MG

 

E se ganharmos na Mega?

Toda essa conversa sobre dinheiro estrangeiro no América tem me deixado pensativo. Assim como aquele apostador da Mega Sena que já sonha com as viagens na aba do prêmio, fico pensando de que forma um dinheiro novo deveria ser empregado.

Considerando o que saiu na imprensa e o papo de alguns conhecidos, os 200 milhões se tornariam 100 milhões para investimentos no futebol e a outra metade para pagamento de dívidas e desenvolvimento da infraestrutura (Planeta América).  Esse dado pode ser tão real quanto a hora que o coelhinho da Páscoa fará sua aparição anual, uma vez que não há confirmação de nada disso.

A única dívida envolvendo o América que sei realmente o valor é a minha. Estou devendo uma camisa do América pro mâitre Luis, lá do “La Chacra Del Porto”, no Mercado portuário de Montevidéu. Quando me viu com uma camisa do Coelhão, me deu um grande abraço e tirou, de um armário atrás das grelhas, uma camisa de 2009, de número 10. De acordo com ele, era de jogador, mas que ele não lembrava o nome. Respondi que era do Luciano, mas confesso que eu também não tenho certeza!

Chacra

O que muda?

Pensei em fazer uma análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças), mas não quero fazer dormir aos poucos leitores dessa coluna. Em 2019, já temos uma boa noção das possibilidades que o América possui ao investidor e até já falei sobre isso na última coluna ( Vermelho 27 ou Preto 17? ).

É preciso dizer: um investimento único de 200 milhões, por mais paradoxal que seja, melhora muito nossa vida, mas não nos eleva de patamar. Um verdadeiro salto de qualidade só ocorrerá com o sucesso do empreendimento, de forma que novos valores sejam constantemente reinvestidos.

Entendo que a melhoria em Infraestrutura é essencial, pois melhora as condições de surgimento de craques na categoria de base. Se hoje já produzimos bem com condições regulares, é aí que mora o segredo. Além disso, é preciso qualificar nosso time profissional com o talento externo, de forma que os jogadores que subirem se espelhem e aprendam. Nossos grandes times foram mesclas da experiência com a molecada da base. Mas sem apostar em figurões que só vem aqui pegar os últimos salários antes da aposentadoria.

O pagamento de dívidas é importante, pois permite um planejamento racional dos próximos anos, sem a volatilidade do mercado a futuro. Não acho nossa dívida tão grande, em relação ao nosso faturamento, mas juros são um pesadelo estratégico para qualquer organização.

Sport

Maurício Barbieri, o técnico com nome de biscoito, melhorou muito o time no segundo tempo contra o Criciúma. Acho essa formação final o ideal para o jogo contra o Sport, com exceção de Marcelo Toscano. Pelas entrevistas dessa semana, Toscano continua no time e mais centralizado, mantendo o freio de mão do time puxado.  Sempre que a bola vai em seu pé, o time entra em câmera lenta como em uma cena do filme Matrix.

A diretoria colaborou e teremos promoções de ingressos. Então essa não é a hora de usar sua desculpa preferida. Vá ao campo e leve outros. Esse domingo é para mostramos força. O time precisa!

Grande abraço e nos vemos domingo!

Créditos da Imagem de Capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

 

 

 

A encruzilhada

Não consegui pensar em um título mais adequado ao atual momento do América do que este.

Um dos filmes preferidos da minha infância/adolescência é “A Encruzilhada”, de 1986, estrelado por Ralph Macchio (o Daniel-San de Karate Kid). É a estória de um estudante de violão clássico, desanimado com o estudo acadêmico e apaixonado pelo Blues do Mississipi, que vai atrás da canção perdida de Robert Johnson, um dos mais famosos bluesman de todos os tempos. Robert Johnson faz parte do “Clube dos 27”, onde constam os nomes de músicos famosos que morreram aos 27 anos , como Kurt Cobain, Amy Winehouse e Janis Joplin.

O tema principal do filme é o conflito interno do estudante Eugene Martone entre o estudo formal do violão clássico e sua paixão pelo Blues que sai da alma. Esse conflito é resolvido em uma batalha de guitarra organizada pelo Cramulhão lá nas prefundas. Psicologia dos infernos!

 

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Cena do filme “A Encruzilhada” – Columbia Pictures/Sony Entertainment

O que isso tem a ver com o América? Nos últimos anos, o América também vive esse conflito interno, entre uma profissionalização e a eterna vontade de manter o futebol como sempre foi.

Idas e Vindas

Como sempre digo, somos um time que não pode errar. E não pensar o futuro do América é um erro grave. Entre Givanildo, Sérgio Vieira, Enderson, Drubsky, Adílson Batista e Givanildo de novo, apenas para ficar nos últimos anos, quantas vezes mudamos de perfil de treinador?

Sou claramente favorável a um departamento de futebol com alto nível de profissionalização. Sou contra , por exemplo, a presidente do clube ir bater boca com jogador no CT. Na minha opinião, um bom presidente deve favorecer a instituição, trazendo parcerias, prestígio e dinheiro para o clube e principalmente, colocar quem entenda para gerir o futebol, o operacional do clube.

Um bom diretor de futebol é garantia de manutenção das boas práticas, independente do plantel e da comissão técnica. É fiador da política do clube e fiel da balança nos conflitos.

Enquanto nos mantivermos vacilantes entre as soluções profissionais e a “boleiragem”, estaremos sempre reféns das escolhas pessoais. Escolhas pessoais que tem surtido menos efeito do que os breves momentos onde abraçamos escolhas mais racionais.

Grande abraço a todos e que venha um bom técnico!

Créditos da imagem de capa: Mourão Panda (@photompanda) /América-MG

Decadentes #188 – América 0 x 1 Botafogo-SP (Campeonato Brasileiro – Série B 2019)

O jogo que só serviu pra derrubar o homem!

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Decadentes #187 – Operário 1×0 América (Campeonato Brasileiro – Série B 2019)

Jogo horroroso e preocupante. Luz amarela no coelhão?

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Voltando aos trabalhos!

Depois de um tempo sem a inspiração correta para escrever, a coluna está de volta com o papo de sempre ás sextas-feiras. Saudade de falar dessa paixão que é o Coelhão mais lindo das gerais. A tentativa é preencher o espaço deixado pela coluna do grande Paulo Vilara. Se não nos dão espaço, o criaremos.

Campeonato Mineiro

Que dificuldade se entusiasmar com o Campeonato Mineiro!

Criticar o Campeonato Mineiro é algo que todo mundo faz, mas é preciso separar as críticas ao campeonato das críticas ao formato de disputa. Entendo que em um país de dimensões continentais como o Brasil, é difícil  escapar dos formatos regionais por uma questão de custos logísticos e também pela necessidade de fomentar os times menores. Nenhum país no mundo tem a densidade de times que temos no Brasil. 128 times disputam as séries A, B, C e D. Observe a distribuição desses times conforme as regiões.

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Se temos 128 times em capacidade de disputa nacional, é necessário um formato regional que viabilize a existência desses clubes fora do período de disputa do Brasileiro. O que me incomoda no campeonato mineiro é na verdade a fase de grupos. São disputados 66 jogos , que classificam 8 times entre 12. Historicamente, 10 pontos classificam um time para as quartas de final.

Em minha opinião, o ideal é uma fórmula regionalista onde ocorram as disputas localmente, com custos de deslocamento baratos que classifiquem para fases posteriores que levam a deslocamentos maiores. Uma fórmula parecida com o sistema americano de base para o basquete e futebol americano. A disputa nasce nas cidades e condados e vão evoluindo até disputas nacionais.

Para o América, o campeonato mineiro é quase sempre agridoce. Ao mesmo tempo em que temos a obrigação moral de ficar sempre em terceiro pelo menos, o campeonato desse ano provou que isso é cada vez mais fácil. Os times do interior mais alijados das grandes disputas do que nunca. Dito isso, nossa verdadeira chance de um título seria aproveitar o fato da duplinha estar disputando a Libertadores e ficarmos em primeiro na fase de grupos, para que pegássemos oitavas e semi finais teoricamente mais fáceis e acreditar em bons jogos na final. Vacilamos contra a dupla e contra o Guarani na fase de grupos. Se já jogamos contra tudo e contra todos, também não colaboramos quando necessário.

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Crédito da Foto: Mourão Panda(@photompanda)/América MG

Elenco

Givanildo , em entrevistas, disse que usou o Mineiro como uma forma de dar entrosamento a um time base para a Série B. Acho um objetivo muito modesto. Principalmente quando me lembro que o mesmo Givanildo recusou amistosos na pré-temporada e nas duas semana após nossa eliminação. Além de dar entrosamento, o Mineiro deveria ter servido também para conhecer melhor as peças do elenco. Em outra entrevista, o auxiliar Felipe Conceição criticou o time como tendo “jovens demais” e precisando melhorar o nível de experiência para a Série B. A questão é que nem os experientes nem os jovens foram rodados no jogo o suficiente para sabermos qual deles se encaixam.

No meu entender, o Mineiro deixou algumas coisas claras. Em primeiro lugar, a defesa. Um time campeão começa com uma defesa firme. Fernando Leal, quando realmente necessário, não correspondeu e só compõe elenco. Paulão foi ok e Pedrão fez apenas um jogo. Jussani está completamente sem condições de jogo e muitos gols que tomamos vieram de falhas dele de posicionamento ou acompanhando mal o jogador adversário. Nossos laterais são outra preocupação. Leandro Silva também foi correto, mas não mais do que isso. João Paulo, embora tenha alguns lampejos no ataque, estes não compensam o buraco que largam na defesa, sobretudo com uma zaga envelhecida sem a presença de Messias, que nos faz muita falta. O menino da base Ronaldo também não foi bem, mas pesa a favor dele o fato de ter entrado em “frias” homéricas. Provavelmente contra alguns times do interior teria ido muito melhor e também ficasse na categoria “correto” de Leandro Silva. Fico muito preocupado com o Sávio, que se não entrou, deve estar treinando pior que essa turma toda.

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Crédito da Foto: Mourão Panda(@photompanda)/América MG

Na volância, temos um ponto forte. Zé Ricardo, Christian ,Juninho e até Morelli, corresponderam. Juninho voltou para 2019 em pior fase que o final de 2018, mas ainda disputa espaço com os outros. Na frente precisamos melhorar alguns pontos, pois encontraremos times bem fechados na série B de 2019. Toscano está fazendo hora extra no time e precisa urgentemente de um banco para repensar seu jogo. Sobre Matheusinho, tenho dúvidas se seu posicionamento em campo não está errado. Um jogador do tamanho dele, no futebol moderno, não pode jogar atrás de duas linhas adversárias. Se o América acredita no jogador, é preciso ajuda-lo a encontrar seu futebol. Alguns programas atrás falamos sobre ele. Quanto a Belusso, Viçosa e Berola , acho que talvez seja suficiente para uma Série B. Vale uma menção a Felipe Azevedo, que pra mim, parece ser a melhor contratação desse ano. Objetivo com a bola e participativo na recomposição.

Dessa forma , vamos para a Série B sem reforços além de um goleiro aposta. Tão aposta quanto o Jori. Preferia nosso rapaz.

Desabafo

Essa semana, o companheiro Walisson Fernandes publicou esse texto (Momento desabafo!), sobre nossa tentativa de colocação de uma faixa no Independência. Recomendo a leitura e acrescento que a coluna ilustra perfeitamente a dicotomia do futebol moderno, a de que um time precisa ser paixão e negócios ao mesmo tempo. Para resumir a “treta”, nosso propósito era colocar uma faixa escrita “SOU DECA”, em letras garrafais, numa mistura de grito catártico e ofensa a quem não é. Nós, os decadentes, também mudaríamos nosso nome para Sou Deca. Fomos barrados.

Essa negativa nos provocou um desânimo muito grande. Barrados em nosso próprio estádio, é como se tivéssemos uma casa e nela não pudéssemos colocar uma faixa escrita “Amo minha família”, por exemplo. O triste é que o América se comporta como um clube quando interessa , como uma empresa quando interessa e como uma ação entre amigos, uma panelinha quando interessa. Enquanto essa for a realidade da instituição, continuaremos Decadentes.

Grande abraço a todos!

 

Crédito da Foto de capa: Mourão Panda(@photompanda)/América MG

 

 

 

 

 

 

 

Decadentes #186 – Cruzeiro 3×0 América (Campeonato Mineiro 2019)

Derrota com vergonha. Não jogamos nada!

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