O América e sua capacidade de nos levar aos mais diversos sentimentos.

Sexta, 01 de novembro, América lança sua terceira camisa.

Feia, bonita, linda, horrorosa, ridícula, foram alguns dos adjetivos que a torcida usou.

Particularmente, não gostei  da camisa, principalmente por causa do escudo, muito estranho.

Sábado, 02 de novembro, dia do jogo que pode nos levar ao G4.

A festa no Independência estava linda.

Do lado de fora todos com sorrisos no rosto, esperança de um resultado positivo.

Começa o jogo, os sorrisos ainda estão lá, mas agora tem o nervosismo da bola rolando.

O América domina a Ponte.

Pênalti para o América. Viçosa vai cobrar? NÃO! Mais uma vez o cobrador de pênalti deixa um outro jogador bater e, igual 2018, o cobrador desperdiça a cobrança.

Bizarro o que o tal de Azevedo fez. Não se pode bater um pênalti tão importante daquele jeito.

Os sorrisos somem, a angustia aparece.

O time continua pressionando, mas a pontaria e o goleiro deles não deixa o nosso gol acontecer.

O tempo passa e nada de gol.

São ouvidas vaias. Destinadas a um jogador.

O jogo acaba, nosso gol não acontece e o G4 fica para a próxima partida.

A saída do campo não tem aquela festa.

O sonho da série A ainda existe.

Mas o América tem que aprender com seus erros.

Amanhã tem mais uma batalha.

Abraços a todos,

Thales Maciel

 

 

 

Maranhão, um mal necessário ou não?

Apesar de a atual fase do nosso América ser bastante positiva, há sempre uns jogadores que não são bem vistos pela torcida e estão sempre presentes como opções do famigerado prêmio Colatina de pior jogador em campo. Dentre estes está o possante William Maranhão, que apesar das críticas da torcida se mantem como titular. Há na sabedoria popular o dizer de que toda unanimidade e burra, será que esta regra se aplica ao Maranhão?  

Willian Maranhão durante treino no CT Lanna Drumond – Foto: João Zebral / América

Com um futebol longe de ser vistoso em campo Maranhão vem sendo escalado como segundo volante no esquema de Felipe Tigrão, tendo bastante liberdade para apoiar ao ataque e incumbido de auxiliar a recomposição do lado esquerdo da defesa do Coelhão. Entretendo seus números não bem justificam esta presença recorrente como titular. 

A julgar pela parte defensiva, ele tem uma média de 1.5 desarmes por jogo, o que embora não seja excelente o coloca como sétimo melhor em média no time, entretanto sua diferença em número de desarmes para Toscano e Geovane que ocupam a mesma função não é significativa e, se levarmos em consideração o percentual de acerto de desarmes, o Maranhão passa a figurar na vigésima-quarta colocação entre os jogadores do elenco. Não à toa ele e o quarto jogador no elenco em média de faltas cometidas por jogo, com 1.6 faltas/partida. Ou seja, o Maranhão em média comete mais falta do que recupera a bola. E se levarmos em conta que ele registra uma média de 1.6 perdas de posse por partida, podemos dizer também que ele mais entrega a bola do que rouba. 

Jogadores comemoram gol durante duelo entre América x Guarani-SP – Foto: Mourão Panda / América

Se o destaque não se dá pela questão defensiva, seria ele uma peça importante ofensivamente? Bem, sem ter ainda marcado um gol, o possante Maranha conta com um índice de acerto de 27.8% em suas finalizações, ele figura em decimo quinto no elenco neste quesito, um aproveitamento pior não apenas que o de Juninho, que tem mais chances de arremate próximas ao gol, mas também pior que Zé Ricardo, Flavio e Geovane. Ficando próximo neste quesito apenas ao toscano, que possui 27% de média.  Ele tampouco contribui muito para que os companheiros de time finalizem, ainda sem registrado nenhuma assistência, Maranhão possui média de 0.4 passes para finalização por partida, número similar ao registrado por Zé Ricardo e Geovane e bem abaixo das outras opções de meio campo. 

Felipe Conceição durante duelo entre Botafogo-SP x América – Foto: Estevão Germano / América

Não podemos negar que, assim como o time a performance do Maranhão também melhorou na batuta do Tigrão, entretanto seus números não o justificam como titular. Há quem diga que o ele seja um mal necessário para o bonde do Tigrão funcionar, entretanto pode-se ver que há jogadores no elenco capazes de entregar mais do que ele vem entregando, que produzem mais ofensivamente e defensivamente. Logo, já que o Felipe Conceição vem surpreendendo positivamente, quem sabe outros jogadores não passem a ser mais usados em detrimento de nosso possante volante que, como o velho Colatina que nomeia o prêmio ao qual ele tanto recebe, também é canhoto. 

Matheusinho: Fracasso ou promessa?

Matheusinho é um jogador que divide opiniões, a eterna promessa da base americana conta com a boa vontade de parte da torcida ao mesmo passo que é visto com desconfiança por outros tantos. Mas afinal, são justos os elogios de seus defensores e as críticas dos que o atacam? 

Matheusinho durante duelo entre América x Guarani-SP - Foto: Mourão Panda / América
Matheusinho durante duelo entre América x Guarani-SP – Foto: Mourão Panda / América

Nosso Rei do Instagram já atingiu a marca de 99 jogos como profissional, trazendo um baixo número de gols, apenas 8 gols nestes jogos totais e, se retirarmos os jogos do campeonato mineiro, ele registra apenas 4 gols e 5 assistências nesses 78 jogos pelas competições de melhor nível técnico. Estes números não são muito promissores, não condizem com a expectativa criada em torno dele no seu tempo e parça do Neymar. 

No entanto ele ainda goza de prestígio com nossos treinadores, tinha a confiança do Posto Ipiranga, foi muito elogiado pelo Pardal Batista, era peça importante no esquema do Givanildo e se mantem firme no Bonde do Tigrão.  Mas ele se justifica em campo?  

Bem, analisando os números dele nesta Serie B, podemos ver que há exageros tanto nas críticas quanto nos elogios: 

 Nos 14 jogos em que entrou em campo, nosso camisa 10 levou em média 282 minutos para cada finalização certa, 212 minutos para acertar um drible, deu um passe para finalização a cada 47 minutos e acertou 23% dos cruzamentos tentados. Se compararmos com as outras opções ofensivas ele possui a segunda melhor média no quesito passes para finalização, perdendo apenas para o Berola que cria uma oportunidade a cada 28 minutos. Se pegarmos o tempo para cada drible, Berola lidera o quesito disparadamente, e o Bilu também apresenta certo destaque, deixando o Matheusinho aparece em terceiro neste ranking. Em compensação é nosso Instagramer quem leva mais tempo para acertar um chute no gol, quesito liderado pelo Azevedo. 

Neto Berola durante duelo entre São Bento-SP e América - Foto: Daniel Hott / América
Neto Berola durante duelo entre São Bento-SP e América – Foto: Daniel Hott / América

Se formos olhar a parte defensiva do seu jogo, Matheusinho faz um desarme a cada 71 minutos. Uma média similar à de Azevedo e Berola, 71 e 72 minutos por roubada de bola respectivamente, em compensação é inferior à dos 62 minutos que o Bilu leva para cada ação destas e em geral e bem que nossos jogadores de defesa.  

Bem, os números de nossa eterna promessa não são de fato um primor. Ao comparar com as opções ofensivas que mais foram utilizadas este ano, podemos dizer que ele não está longe da média, ele não se destoa tanto negativamente quando se apregoa, mas também não é essencial taticamente como outros dizem. Talvez tudo o que falta para o Matheusinho ser analisado mais justamente e aceitar que ele dificilmente será um craque ou um jogador para ser destaque de clube, mas e um jogador que pode ser sim um coadjuvante. Se não um jogador para ser titular absoluto, alguém em que se possa confiar no plantel, para fazer uma boa quantidade de jogos por ano, seja por lesão de um jogador destaque, para rodar elenco ou por mais se adequar ao estilo de jogo de um adversário.  

Desabafo americano

Eu fui o Americano. Estive junto ao meu time nas pequenas e grandes batalhas.  Eu fui o amor na ponta da chuteira do Wellington Paulo na final da série C. Eu fui o carinho do Euller distribuindo ingressos na porta do antigo independência. Já fui a lágrima do último americano a trancar as portas da Alameda antes de sua venda. Também fui o choro do Rafael Lima na cabeçada de 2017. Serei o Americano enquanto ele existir e depois.

Hoje sou Esperança. Esperança de dias melhores no CT Lanna Drummond. Não, não me convença a torcer para outro time, porque a essência do amor que tenho ao América é único e intransferível. Já vivi as trevas da Série C e do módulo 2 do mineiro e tenho pesadelos com esses momentos, que vivi intensamente, tão intensamente quanto se jogasse um mundial. Se Guimarães Rosa disse que o sertanejo é um bravo, o Americano é a brava paixão de torcer por um time que faz de tudo para que o abandonemos.

Permita-me evitar uma imprecisão: o time que nos maltrata é diferente da instituição América, pois chamo de time o retrato atual de sua diretoria, seus conselhos, sua comissão técnica e seus jogadores. Esses passarão,mas enquanto estão, não nos permitem passarinhar quintaneiramente.

Certas coisas são sintomáticas. Em julho, ainda não temos um patrocinador master. Se não foi possível encontrar um patrocinador master, é claro que ninguém aposta em nós. Carregamos um peso do ano passado, pagando salários fora da nossa realidade por exemplo ao Leandro Donizete. 100 mil reais a menos por mês em um orçamento já exíguo. A formação de um elenco com jogadores em fim de carreira, sem gana e conformados com a segunda prateleira do futebol brasileiro, produziu um time sem vontade, sem técnica e sem raça. A titularidade do quinto reserva do Vasco em detrimento de um dos melhores volantes da base é para nós um tapa na cara.

Treino do América 09072019

Não concordo com acusações de crime ou algo do tipo em relação à diretoria. Não existem indícios nessa direção. Acuso Salum e companhia de incompetência, derivada da soberba absolutista que domina aquele andar do Boulevard, onde dezenas de fotos de ex-presidentes assombram uma sala de troféus que nunca saiu do papel. 

Existe uma máxima estatística que diz que sucessos passados não garantem certeza de sucesso futuro. Agradeço ao Salum pelas alegrias que nos deu no passado. Sei de sua abnegação pelo América e nunca negarei sua paixão. Mas também não caio nessa conversa de que só assume porque ninguém mais quer pegar esse “abacaxi”. Sua centralização evitou que tivéssemos um diretor de futebol na formação do elenco, levando a distorções. Sua quase onipresença evita que novas lideranças sejam formadas no América.

A soberba fica ainda mais clara quando Salum comete o mesmo erro do ano passado. Assim como escolheu Drubscky porque este queria voltar a ser técnico, fez o mesmo esse ano com Felipe Conceição. São pequenos para o América. Ou pelo menos para o América que mora em meu coração. Perdemos mais uma parada que poderia nos ser benéfica com um técnico que trouxe apadrinhados e não conseguir formar um esqueleto de time.

É preciso planejar para dar certo. Se o planejamento for bem feito, e ainda assim falhar, é preciso corrigir na execução. Se durante a execução ainda não der certo, é preciso corrigir o caminho.

A Zuzu ter sido escolhida terça passada como melhor em campo foi a decisão mais justa. Entre a incompetência e o amor incontestável, escolho o amor. Porque os times passam, mas o amor da torcida encarnada naquela senhorinha de cabelo verde se mantém. Assim como Dona Zuzu chega ao Independência amparada por quem a ama, nós, A Torcida, chegamos amparados á esperança de dias melhores.

Sou a Esperança e espero por uma nova vida ao meu clube.

O tempo não para…

“Eu vejo o futuro repetir o passado”, talvez Cazuza fosse americano e não se sabia… 

Outro ano com um período longo de Inter temporada, outra vez em que trocamos de treinador logo após esta parada, e assim vamos perdendo mais um ano, falhando em nossa missão de nos firmarmos como clube de série A.  

Felipe Conceição durante treino no CT Lanna Drumond – Foto: Estevão Germano / América

Após curta e tenebrosa passagem, trocamos o biscoiteiro Barbieri por Felipe “Tigrão” Conceição, uma unanimidade por outra. Quando houve o anúncio de Barbieri como nosso treinador a torcida unanimemente aprovou a ideia, profissional promissor, “estudioso”, buscando vingar… O que deu errado? 

Bem, talvez este elenco seja um abacaxi maior do que ele poderia descascar. Na sua curta passagem pelo clube, o time não engrenou, e continuou apresentando os mesmos problemas da última era Givanildo. 

Gerson Rocha, Felipe Conceição e Givanildo Oliveira durante treino na tarde de quarta-feira, 13/3/2019, no CT Lanna Drumond – Foto: Mourão Panda / América

A passagem de Givanildo neste ano durou 17 jogos, nos quais marcamos 27 gols e sofremos 19. Com o biscoiteiro foram apenas 7 jogos, no qual marcamos 6 gols e sofremos 12 gols. A diferença nestes números pode se mascarar um pouco no fato de a maior parte dos jogos do Giva terem sido do campeonato mineiro, entretanto e sintomático o fato de que, defensivamente o time ia mal com o interminável mestre dos magos americano e piorou com o Barbiere. 

Hoje somos o time mais fácil de ser vazado na série B, a cada 5.79 finalizações do adversário sofremos um gol, e para piorar um pouco, nosso time reage mal aos gols sofridos. Em um comparativo dos 15 minutos antes e depois de sofrer gols, nossa média de finalizações cai de 2.34 para 1.23 e a quantidade de passes trocadas diminui, caindo de uma média de 50.9 para 35.93. 

Ou seja, apesar de prezar pela posse, após sofrermos gols passamos e ter menos a bola e trocar menos passes e consequentemente, finalizar menos. 

Nosso ataque também caiu de rendimento com o aventureiro carioca, se nosso ataque não foi brilhante no início do ano, as mudanças feitas por Barbiere não ajudaram, e ao que pese o fato de o Viçosa não ser um primor técnico, ele e nosso artilheiro no ano, e foi deixado completamente de lado. E num ataque móvel comandado pelo Belusso em má fase passou a reter menos bola no ataque e a fazer menos gols. 

Maurício Barbieri durante treino no CT Lanna Drumond – Foto: Mourão Panda / América

E e neste ponto que mora o maior problema do Barbiere ao meu ver, o apego que ele teve a certos jogadores, que culminou em afastar o Christian ainda mais do time titular já de início, até o ponto de retirar o Zé Ricardo em prol do possante Maranhão. A mão dele pesou muito em trocar onde tínhamos o menor de nossos problemas, reforçamos o setor onde as peças que tínhamos eram melhores das buscadas a pedido do biscoiteiro, e nossos maiores problemas no elenco persistem… 

E ao que pese o fato de a diretoria ter evitado um Pardal batista 2.0 abortando a missão biscoito antes que fosse tarde demais, o Bonde do Tigrão se apresenta como um Tião Drubsky 2.0, novamente efetivamos alguém que já estava no clube cujo currículo não o credencia ao cargo, é que tal qual o mentor que o trouxe ao clube ano passado, e unanimidade na torcida de péssima escolha. 

E o que podemos esperar de nosso novo treineiro? O que esperar daquele que comandava os treinos para o Givanildo? O que esperar daquele que vê no Drubsky um exemplo de treinador? Bem… talvez só nos reste apelar ao Cazuza novamente, e cantar o Blues da Piedade
 
“Agora eu vou cantar pros miseráveis 
Que vagam pelo mundo derrotados… 
… 
Vamos pedir piedade 
Senhor, piedade 
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.”

Mais 30 dias de crise

Eis que vamos para a tão incensada parada da Copa América. Na zona de rebaixamento e com a pior campanha do América nos 8 primeiros jogos de todos os tempos, o alerta está mais que vermelho, se é que isso é possível. 10 pontos nos separam do G4, o que considerando o time atual parece um abismo do tamanho do Grand Canyon.

CRB e Bragantino

Como diria Jorge Aragão, no jogo contra o CRB “desfilamos sobre aplausos da ilusão”. Voltamos a realidade no jogo contra o Bragantino, que verdade seja dita, é um time bem melhor do que o CRB. Com ainda 90 pontos em disputa após a parada da Copa América, precisamos de mais 40 pontos para permanecer na série B e mais 56 pontos para subirmos para a série A.

A pergunta fundamental é: “O que a parada pode nos trazer de bom?”. Ouvindo as palavras da comissão técnica e da diretoria, parece que o único time que parará para a Copa somos nós e que nosso time é excelente, só nos faltando sorte. Os fatos trabalham contra. Os reforços trazidos nos últimos tempos não qualificaram o elenco e ainda produziram distorções na escalação, como a presença do goleiro Thiago e a entrada automática dos novos jogadores, o que levou ao ostracismo outros jogadores como França e Jori.

Queria muito saber se o técnico Maurício Barbieri está completamente perdido ou procurando um time e uma forma de jogar. Do meu ponto de vista, nosso caro técnico com nome de biscoito simplesmente bancou seus escolhidos e esperou que o time funcionasse. Melhoras em relação ao time do Givanildo? Sim, mas apenas na ocupação dos espaços em campo. O time com Givanildo parecia muito menos organizado, mas padecia do mesmo problema fundamental, a baixa qualidade técnica e física dos seus jogadores.

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Créditos: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Diagnóstico

Pensando no elenco atual e nos jogos desse ano, podemos analisar posição a posição e encontrar caminhos para a parada.

No gol, tivemos 4 goleiros e destes, o que foi melhor foi Jori. Thiago está bancado pelo técnico, mas ainda não justificou a confiança. Nossos laterais foram João Paulo, Leandro Silva e Ronaldo. O menino Ronaldo entrou apenas contra o Cruzeiro e não foi bem, além de ter rompido ligamento do joelho. Os outros dois não conseguem atacar com qualidade e não tem pulmão para defender. Portanto é preciso testar os reservas , ou recuar fortemente a atuação dos laterais. Na zaga, apesar de algumas críticas, Paulão tem sido o melhor. Que saudade do Messias! Talvez seja hora de colocar os elogiados Bolivia e João Cubas, que tem boa fama na base.

A volância é um ponto forte do time, se olharmos com um ponto de vista otimista. Zé Ricardo e Christian ainda são nossos melhores volantes. Juninho tem pulmão tentando compensar a técnica. Maranhão e Luiz Fernando são volantes nota 5, pelo que mostraram até agora. Morelli foi muito mal quando entrou. Nosso pior pecado é esperar que os volantes armem o jogo. Uma solução para as laterais pode ser improvisar Christian lá, que já cumpriu a função e tem vontade de jogar.

Nosso ataque é quase sempre nulo. Os únicos que parecem estar um pouco acima do resto são Felipe Azevedo, que quando escalado mais a frente costuma render e Neto Berola, que sofre da síndrome de um tempo só. Viçosa está de saída, provavelmente porque Maurício Barbieri já deu sinais que não deve aproveitá-lo. É um brigador, mas só. Rafael Bilu ainda é interrogação. Jonathan Belusso precisa melhorar muito, principalmente em posicionamento e passe. As maiores decepções do ano pra mim são Toscano e Matheusinho. Toscano mata todas as jogadas onde encosta na bola e Matheusinho parece disperso. França e Ademir me parecem boas opções que estão sendo deixadas de lado.

Na parada da Copa, é preciso repensar o time e melhorar o preparo físico, que está ruim, como prova a caída do time no segundo tempo. Mas esses próximos 40 pontos serão duros. Tomara que essa coluna seja no futuro só uma constatação temporária.

Grande abraço a todos.

Créditos da foto de capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

 

 

Acredita, América?

Perdemos o jogo contra o Coritiba e a luz de alerta já está mais do que vermelha. Essa é minha quinta coluna seguida cujo título é uma pergunta. Descontada a inépcia do escrevinhador, o ponto de interrogação é a melhor expressão do que é o América hoje. Ainda não consigo cravar frases como “Vamos cair pra série C” ou “Esse time é um lixo”, mas esta pode ser só a primeira fase do luto, a negação.

O jogo

Embora o time tenha melhorado em poucos aspectos, já estou tomando birra do técnico com nome de biscoito Maurício Barbieri. Ao escolher entrar com 3 volantes, não escolheu os 3 melhores volantes. E é muito triste ver Zé Ricardo e Christian no banco para Juninho, Maranhão e Luiz Fernando. A melhora com a entrada do Christian no decorrer do jogo foi evidente.

Campeonato Brasileiro série B 2019 - América X Coritiba

Créditos: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Quando eu digo que o time melhorou em poucos aspectos, cito dois. Em primeiro lugar, aqueles tiros longos do Paulão para o ataque pararam, o que é bom pois essa bola era sempre perdida. Além disso, o time parece mais bem organizado em campo, com cada jogador ocupando melhor seus espaços.

O ponto mais negativo continua sendo as laterais. Nossos laterais ainda abrem muito espaço e não conseguem acompanhar o ataque inimigo. Na jogada do gol, uma lambança providenciada pelo João Paulo que não chegou junto, Ricardo Silva que não subiu e principalmente, do goleiro Thiago que não saiu do gol. Claramente, aquele escanteio fechado era do goleiro, talvez pra encaixar.

Outra coisa que incomoda é a necessidade do técnico biscoiteiro em colocar todos os reforços no time de uma vez, como por exemplo o Rafael Bilu. Melhor naquele momento seria um Ademir ou um França. Vendo o lado positivo das coisas, espero que isso seja uma tentativa de testar esses novos jogadores. Como já falei em outras colunas, todos os reforços são questionáveis.

3-5-2?

É desespero?É.

O esquema preferido de 9 entre 10 times ruins vem a minha cabeça. O esquema de jogo 3-5-2 historicamente nos deu resultado e geralmente nos piores momentos. Considerando a baixíssima produtividade dos nossos laterais, a falta de substitutos , a inexistência de alguém para armar o jogo e o ataque zerola lá na frente, acho uma boa alternativa. Me julguem.

Protesto

Transmitimos ao vivo o protesto da torcida no último sábado, na porta do CT, através de nossa página no Facebook. Critique quem quiser, é uma declaração de amor pelo time. Todos os torcedores lá estavam indignados o suficiente para reclamarem ao vivo e a cores. Cabe o questionamento se essa atitude de fato é produtiva para a melhora do time. Acho até pessoalmente que não. Mas acho justíssimo o protesto. Um jogador de futebol não é um trabalhador comum. Seu trabalho é remunerado e sua carreira avança conforme gere bons sentimentos em seus torcedores. Portanto, é justo que também recebam as críticas quando merecidas. E de fato os jogadores mais criticados foram aqueles que mais estão devendo.

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Grande abraço a todos.

 

Créditos da foto de capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

 

Pior que tá , não fica?

Depois da derrota vergonhosa pro Brasil de Pelotas, essa coluna já não sabe mais o que escrever sobre o Coelhão. O time gaúcho, no meu entender, passaria vergonha jogando aquela peladinha que rola aos domingos no campinho em frente a Fiat e na beira da Fernão Dias.

Após 15 pontos disputados, temos apenas um, com uma diferença de 5 pontos para o primeiro time fora da zona. Zé Ricardo, após o golpe carateca do jogador do Brasil, ganhou 4 pontos na boca e já nos ultrapassou na tabela.

O Professor

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Crédito: Mourão Panda (@photompanda) / América-MG

Quando a escalação foi divulgada, a entrada do goleiro Thiago no lugar de Jori me incomodou. O novo goleiro chegou na terça-feira, treinou na quarta e já era titular na sexta, desbancando Jori que na minha visão vinha regular. O ponto fraco do Jori é o jogo com os pés, o que pode ser melhorado considerando sua juventude.

Além disso, Zé Ricardo precisou ser substituído após uma jogada covarde e o treinador Maurício Barbieri preferiu a entrada de Luiz Fernando, mais um que treinou apenas na quarta. Aqui já falei várias vezes sobre a má vontade geral com o Christian. É nosso melhor volante e vive sendo preterido. Aqui de fora, não sei o que acontece dentro do grupo para que isso aconteça. Christian pra mim seria titular.

Como um estudioso dos métodos de gestão e liderança, acredito que a atitude do novo treinador foi péssima. Manda uma mensagem ao grupo de que jogam os que ele quiser e não os melhores jogadores. Também mostra aos recém-chegados que estes tem “costa-larga”. E no momento que passamos, a última coisa que precisamos é um grupo desmotivado. Nosso grupo não tem a qualidade necessária para conseguir jogar sem que a equipe esteja motivada.

E como estamos em fase de asa negra, o novo goleiro ainda comete uma falha bisonha. Como diria Kátia a cega, “Não está sendo fácil….”

E chegam mais “reforços”

Apresentação do atacante Rafael Bilu e do lateral Diego Ferreira.

Crédito : Mourão Panda (@photompanda) / América-MG

Foram apresentados oficialmente Michel Bastos , Diego Ferreira ,William Maranhão e Rafael Bilu. Michel Bastos já chegou pedindo um tempo para o preparo físico, pois não joga profissionalmente desde novembro de 2018. Diego Ferreira atuou em duas partidas esse ano, e William Maranhão em quatro. Rafael Bilu fez uma partida oficial em 2018 e nenhuma esse ano. Inclusive será um prato cheio pros críticos da altura de Matheusinho, já que Rafael tem 1,65 m e é tão franzino quanto.

Os reforços não aumentam a qualidade do nosso elenco de forma substancial e só servem pra dar alguma satisfação a torcida.  Pode ser que vinguem é claro, porque futebol tem dessas coisas.

Amanhã haverá protesto na porta do CT e estaremos lá para cobrir e conversar com os presentes. Sou a favor do protesto, mas gostaria que fosse na CT e na Sede, que é onde o problema mora. Em campo, apoiaremos nossa paixão.

Grande abraço a todos.

Crédito da foto de capa: Mourão Panda (@photompanda) / América-MG

 

 

Agora vai?

Como disse certa vez Adoniran Barbosa: “Pobre quando come canja ou ele ou a galinha estão doentes!”. Chegaram os “reforços”.

O pacote de reforços dessa semana chega em hora mais que necessária após o jogo com o Sport de domingo passado. Segunda e terça eu ainda parava, com olhar perdido,  e lembrando que saí do estádio ganhando e cheguei no carro estacionado já perdendo de dois. Alguns amigos me chamaram de pé frio, mas nesse caso eu era o pé quente, correto? Quem mandou sair antes?

Sport

Vi evolução no último jogo. A defesa estava mais bem postada e até as laterais que pra mim já eram vela e caixão funcionaram melhores, inclusive com João Paulo guardando  a posição defensiva. Não estou defendendo nem João Paulo, nem Leandro Silva. Ambos estão devendo e muito.

O time começa a se arrumar de trás pra frente. Jori é jovem e tem seus momentos ruins, mas no geral me agrada mais que o Leal. Tive pena do zagueiro Pedrão, que foi com um excesso de vontade na voadora do pênalti e depois se desfez psicologicamente. Pedrão também é jovem, mas tem jogado bem principalmente em comparação ao horrível e abundante Jussani.

O meio e o ataque ainda necessitam trabalho. Christian pede passagem, mas com a contratação de volantes essa situação precisa se definir. O setor de armação de jogadas , nulo. O terço final do campo do América provavelmente será invadido pelo Movimento dos Sem Terra em pouco tempo, uma vez que é um dos terrenos mais improdutivos do país.

Apresentação do Diretor de Futebol Paulo Bracks no América

Mourão Panda(@photompanda) / América-MG

Novo Diretor

Das novidades dessa semana, a que mais me deixou feliz foi a promoção de Paulo Bracks a diretor do futebol profissional. Há muito tempo já falamos no programa dessa solução caseira, que provavelmente dará bons resultados. Se assim fosse no final do ano passado, muito sofrimento desse ano, principalmente na formação de elenco, podia ser evitado. Desejo muito sorte!

Reforços

Já chegaram Luiz Fernando(volante) e Thiago (goleiro), que ao que parece já até viajaram para Pelotas. Para os próximos dias, chegam Michel Bastos (meia?), Diego Ferreira (lateral direito) ,William Maranhão (volante) e Rafael Bilu(meia).  Ainda estamos a espera do centroavante Thalles, da Ponte Preta. Não vejo um grande aumento na qualidade geral do grupo, que atualmente é pequeno (21 jogadores) e formado em boa parte pela base. A grande interrogação é Michel Bastos, que tem futebol, mas decepcionou ano passado no Sport e tudo indica que virá para terminar a carreira. Além da fama de desagregador. Mas vamos torcer.

 

Grande abraço a todos!

Crédito da foto de capa: Mourão Panda(@photompanda) / América-MG

 

E se ganharmos na Mega?

Toda essa conversa sobre dinheiro estrangeiro no América tem me deixado pensativo. Assim como aquele apostador da Mega Sena que já sonha com as viagens na aba do prêmio, fico pensando de que forma um dinheiro novo deveria ser empregado.

Considerando o que saiu na imprensa e o papo de alguns conhecidos, os 200 milhões se tornariam 100 milhões para investimentos no futebol e a outra metade para pagamento de dívidas e desenvolvimento da infraestrutura (Planeta América).  Esse dado pode ser tão real quanto a hora que o coelhinho da Páscoa fará sua aparição anual, uma vez que não há confirmação de nada disso.

A única dívida envolvendo o América que sei realmente o valor é a minha. Estou devendo uma camisa do América pro mâitre Luis, lá do “La Chacra Del Porto”, no Mercado portuário de Montevidéu. Quando me viu com uma camisa do Coelhão, me deu um grande abraço e tirou, de um armário atrás das grelhas, uma camisa de 2009, de número 10. De acordo com ele, era de jogador, mas que ele não lembrava o nome. Respondi que era do Luciano, mas confesso que eu também não tenho certeza!

Chacra

O que muda?

Pensei em fazer uma análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças), mas não quero fazer dormir aos poucos leitores dessa coluna. Em 2019, já temos uma boa noção das possibilidades que o América possui ao investidor e até já falei sobre isso na última coluna ( Vermelho 27 ou Preto 17? ).

É preciso dizer: um investimento único de 200 milhões, por mais paradoxal que seja, melhora muito nossa vida, mas não nos eleva de patamar. Um verdadeiro salto de qualidade só ocorrerá com o sucesso do empreendimento, de forma que novos valores sejam constantemente reinvestidos.

Entendo que a melhoria em Infraestrutura é essencial, pois melhora as condições de surgimento de craques na categoria de base. Se hoje já produzimos bem com condições regulares, é aí que mora o segredo. Além disso, é preciso qualificar nosso time profissional com o talento externo, de forma que os jogadores que subirem se espelhem e aprendam. Nossos grandes times foram mesclas da experiência com a molecada da base. Mas sem apostar em figurões que só vem aqui pegar os últimos salários antes da aposentadoria.

O pagamento de dívidas é importante, pois permite um planejamento racional dos próximos anos, sem a volatilidade do mercado a futuro. Não acho nossa dívida tão grande, em relação ao nosso faturamento, mas juros são um pesadelo estratégico para qualquer organização.

Sport

Maurício Barbieri, o técnico com nome de biscoito, melhorou muito o time no segundo tempo contra o Criciúma. Acho essa formação final o ideal para o jogo contra o Sport, com exceção de Marcelo Toscano. Pelas entrevistas dessa semana, Toscano continua no time e mais centralizado, mantendo o freio de mão do time puxado.  Sempre que a bola vai em seu pé, o time entra em câmera lenta como em uma cena do filme Matrix.

A diretoria colaborou e teremos promoções de ingressos. Então essa não é a hora de usar sua desculpa preferida. Vá ao campo e leve outros. Esse domingo é para mostramos força. O time precisa!

Grande abraço e nos vemos domingo!

Créditos da Imagem de Capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG