De Letra – nº 1159

OLÁ, caros leitores semanais! “Eu fico com a pureza da resposta das crianças e digo que a vida é bonita, é bonita e é bonita”. É o tal negócio. O negócio é como dizia o saudoso cantor e compositor Gonzaguinha, “viver e não ter a vergonha de ser feliz”. Mas, tem caso que é preferível ficar com a voz da experiência. Isso ficou evidente no final do jogo da noite de ontem na nossa bela e confortável Arena Independência no quadro “Seu nome, seu bairro”, do radialista filho do Gaia (favor não confundir com o Gaia, zagueirão do Coelho nas décadas de 40 e 50), quando foi ouvida a dona Juju, hoje, a mais conhecida torcedora americana, que até os cabelos já andou pitando de verde. É fanática mesmo…

FOI só o repórter colocar o microfone da Rádio Itatiaia na direção de sua boca para ela dizer uma verdade que pouca gente no clube deve saber: o atacante Rafael Moura não serve para o Coelho. Está “enganando” desde que veio para o nosso clube. O gol que o distinto perdeu ontem seria o de nossa sétima vitória no Brasileirão. Na “cara” do goleiro Júlio César do Fluminense, chutou para fora o que teria sido uma importante vitória. Era só tocar no canto, tirando do goleiro e sair para o abraço. Difícil? Nem para uma criança. Aí, eu é que iria ficar com a pureza da resposta das crianças e iria dizer que vida de americano é bonita, é bonita e é bonita. Como sete é conta de mentiroso, a sétima vitória ficou para depois…

PS – O ala Carlinhos também perdeu um gol incrível: na pequena área, isolou o esférico para a arquibancada. Que feio…

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
Blog Miguel de Letra: http://migueldeletra.blogspot.com.br
Miguel Santiago publica originalmente em seu blog, Miguel de Letra, e carinhosamente cede sua lavra para ser republicada no Decadentes.

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De Letra – nº 1158

OLÁ, caros leitores semanais! Estão dando ao sofrido torcedor americano o direito de duvidar da inteligência (futebolística, bem entendido) do treinador Adilson Batista. Ora, errar é humano, mas, permanecer no erro, é uma tremenda burrice! Futebol, pelo que sei, é um esporte inventado para se fazer gols. Quanto mais, melhor! Tanto que, na sua origem, eram cinco os atacantes. Hoje, time que tem dois no ataque é uma equipe agressiva. Retranca é covardia…

POIS bem! Onde, em que anuário, alfarrábio ou almanaque consta que um time de futebol pode atuar com um goleiro, três laterais (ou alas, sei lá), três zagueiros e quatro volantes. Cadê os atacantes? Esse time, infelizmente, tem sido o meu glorioso e querido América, que foi dos treinadores Enderson e Ricardo e hoje é do Adilson. O Coelho viajou para Salvador/BA sem seu único atacante razoável (Rafael Moura) e sem seus melhores volantes (Christian e Zé Ricardo). Com a inaceitável escalação, um aviso foi dado, a despeito dos idiotas “treinos secretos”: o Coelho foi para a Bahia perder de pouco ou jogar por uma bola. Então, de que valeu viajar com uma equipe defensiva por excelência? Se atacando na Boa Terra seu time maior, imagine, caro e atento leitor de meu modesto Blog internacional, o que significa jogar em escandalosa “retranca”. Ora, baiano pode ser preguiçoso, burro, nunca. Três zagueiros. Credo! A invenção não serviu sequer para evitar o gol solteiro do Bahia, após o infeliz rebote do goleirão João Ricardo. Resumindo: está tudo errado…

PS – Não conheço Christian, Zé Ricardo e Rafael Moura. E nem tenho procuração para defendê-los. Portanto…

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
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De Letra – nº 1157

OLÁ, caros leitores semanais! Mas é verdade, é sim senhor, quem me contou foi um pescador, como diria o gênio da música e do humorismo brasileiros, o mineiro de Ituiutaba Moacir Franco, sobrinho do meu saudoso amigo Adelício Franco, companheiro de noitadas históricas no “Casão”. Ah, quantos “guaranás” rolaram em nossas mesas na década de 80! Mesas que nós dividíamos com grandes amigos americanos como o saudoso Sávio Capanema Ferreira de Melo, seu primo Túlio Costa Ferreira de Melo, Daniel Freire Brito e Fábio Silva. Bons tempos. Tempos que não voltam mais, como dizia o saudoso amigo Joaquim Gonçalves, exemplar serventuário da Justiça.

É verdade, sim, caro e atento leitor de meu modesto Blog internacional. Quem poderia imaginar que o meu glorioso e querido América poderia sair ileso das duas derradeiras rodadas do Brasileirão, enfrentando dois ex-campeões do mundo? Ninguém, não é mesmo? Nem o mais fanático dos americanos, grupo do qual faço parte. Pois é, o Coelho derrotou o Internacional/RS no Gigante do Horto e o também meu Santos na Vila Belmiro. Duas partidas diferentes e duas vitórias importantes. O Inter foi facilmente dominado, mas o Peixe deu um trabalho danado. Placar menor, com gol do armador Ruy de pênalti. De resto, um “sufoco” dos praianos. Jogar na Vila não é fácil para ninguém. O “mago” Adilson Batista armou uma bela “retranca”. Duas bolas nas nossas traves e defesas incríveis do goleirão João Ricardo. Até de cabeça ele salvou gol. Na próxima rodada o Mecão pode pular para a nona colocação. E estava na zona

Miguel Santiago
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De Letra – nº 1156

OLÁ, caros leitores semanais! Habemus treinador! Desempregado há três anos, o durão Adilson Batista chegou para tentar recolocar o meu glorioso e querido América no bom caminho. Vitorioso em outros clubes importantes do futebol brasileiro, o filho do também treinador Nelsinho Batista está prometendo muito trabalho. Sem moleza. O negócio no Coelho será árduo. Tipo dureza mesmo. O homão chegou disposto ao nosso centro de treinamentos. Ele é da teoria da inesquecível musa Leila Diniz, para quem o homem deve ser durão (se não chegar agora não precisa chegar, pois vou embora ler a coluna do Zé Migué)…

O interessante é que o Adilson Batista está pegando o Coelho em sua terceira fase de 2018 (a primeira foi com o Enderson Moreira e a segunda com o Ricardo Drubscky). E nós ainda estamos no mês de número sete (xi, conta de mentiroso). Enderson, Ricardo e Adilson. Três mágicos para tirar “coelho da cartola”. Se o Mecão vencer o Internacional/RS amanhã (pode sim, por que não?) qual dos três treinadores seria coroado como “salvador da pátria”? O Enderson armou o time (bem ou mal é bem verdade), o Ricardo dirigiu a equipe nos dois derradeiros jogos e o Ricardo por enquanto está somente olhando como se coruja fosse. E o torcedor não quer nem saber. Ele quer é ver bola na rede e as bandeiras verdes e brancas tremulando no Gigante do Horto. Dá-lhe Mecão, que já foi de Enderson e de Ricardo e agora é de Adilson. Meu e da nossa torcida também, por que não?

PS – Vamos lá, Adilson Batista!  O Coelho tem que voltar a ser durão…

Miguel Santiago
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De Letra – nº 1155

OLÁ, caros leitores semanais! Na coluna anterior, deixei um intrigante aviso: “Cuidado com a Segundona, minha gente”. Repito: olha a Segundona aí novamente gente! É aquela estória do quem avisa amigo é. Depois, não me venham com aquela cantiga de ninar de que não avisei. Eu e toda a sofrida torcida americana. Desta vez todos nós estamos nos sentindo enganados. O discurso da atual diretoria americana não foi cumprido. O assíduo e atento leitor de meu modesto Blog internacional deve estar se lembrando da “conversa fiada” de que na atual temporada o clube poderia trazer bons reforços, vez que o nosso glorioso e querido América teria mais dinheiro para investir. E aí, o pessoal investiu errado ou o dinheirão prometido não chegou até hoje? Estaria vindo de “trem pagador”?

ONTEM, foi reavivada aquela histórica indagação: quem não ganha do Paraná vai ganhar de quem? Terrível e inaceitável derrota ainda que pelo placar menor e fora de casa. Ora, o time paranaense marcou seu gol solteiro aos 15 minutos de jogo (nova falha coletiva de nosso setor defensivo) e foi todo para uma intransponível retraça (o goleiro no gol e os outros dez jogadores no campo defensivo. Mesmo assim conseguiu uma meia dúzia de contra-ataques que, não fossem algumas defesas incríveis do goleirão João Ricardo, sei lá, o Coelho poderia ter “caído de quatro” ou levado “mão cheia”. Tudo por falta de um ataque. Nunca vi clube algum vencer jogos e conquistar títulos sem ataque. Ataque de riso não vale…

PS – O Coelho chegou à zona (de rebaixamento, bem entendido). Atrás dele só Paraná, Atlético/PR e Ceará. Sem comentários…

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
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De Letra – nº 1154

OLÁ, caros leitores semanais! A Copa do Mundo da Rússia afastou-me de minha modesta coluna, por algum tempo. Aliás, foi o Mundial mais fácil de se conquistar, vez que os favoritos (?) Brasil, Alemanha, Uruguai, Inglaterra, Espanha e Argentina estavam uma “draga”, ao passo que a Itália sequer se classificou para a competição. E para piorar ainda mais a nossa situação, o Neymar resolveu não entrar em campo, preferindo levar “coices” dos adversários e rolar pelo gramado, virando chacota dos desportistas de todo o Planeta. Ridículo! E ainda queriam compará-lo com o maior atleta de todos os tempos. Toque sutil: com 26 anos o Neymar não sabe o que é ser campeão mundial, ao passo que Pelé, na mesma idade, já era bicampeão de Seleções (1958 e 1962) e de clubes (1962 e 1963, com o também meu Santos)…

BEM, Mundial, agora, só em 2022, no Qatar. Que coisa na noite de ontem no Mineirão hein, caro e atento leitor de meu modesto Blog internacional? Que clube grande é esse que escala quatro volantes no meio de campo, demonstrando claramente seu medo do adversário. Deprimente foi ter visto tais volantes “perdidos” no gramado e o ótimo Zé Ricardo “batendo palmas para eles” no branco de reservas. Um erro imperdoável de nossos dois treinadores, o ex Enderson Moreira e o atual Ricardo Drubscky (quem cairá primeiro?). Aliás, os gols de ontem não passaram de um festival de erros: o do Coelho foi uma “procopada” do zagueiro Dedé e os três da Raposinha em erros infantis do nosso goleirão (até tu, João Ricardo?) e de nossos zagueiros e alas. Cuidado com a Segundona, minha gente…

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
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Nesta Copa do Mundo, quem tomou um 7×1 foi o América

Costumo ser um otimista por natureza. Quando não vai pelas vias naturais, forço a barra para tentar enxergar o copo meio cheio. Mas, confesso aos amigos leitores que esta parada para a Copa do Mundo afetou meu otimismo. E, como quem procura um bom psicólogo para dividir suas angústias e lamúrias, peço a sua licença para “vomitar” meus lamentos sobre a desanimadora “inter-temporada” americana.

Na Copa do Mundo de 2014, o Brasil levou o seu histórico e vexatório 7×1, em partida válida pela semi-final, contra a Alemanha. Mas, na Copa do Mundo de 2018, quem tomou um 7×1 foi o América, ou melhor, a torcida Americana. Justificando o título, segue abaixo a nossa goleada:

Tabela

O nosso “gol” não é tão inútil quanto foi o de Oscar em 2014. O retorno de Matheusinho e João Ricardo é muito importante para nossas pretensões na Série A. Os dribles e improvisações do “amigo do Neymar” podem ajudar o América a ter um melhor desempenho ofensivo. Já a volta do João Ricardo ajuda muito, trazendo experiência, segurança e tranquilidade para a zaga.

Matheusinho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

No lado dos gols sofridos, o primeiro deles, assim como o da Alemanha, foi o mais dolorido. Abrimos a porteira da parada da Copa perdendo Enderson Moreira. Em uma atitude contrária a tudo aquilo que dizia, Enderson abandonou o América, com o trabalho no meio do caminho, e partiu para o Baêa. O, até então, mais longevo treinador de um clube de Série A no Brasil fazia um elogiado trabalho no América e era uma peça muito importante na difícil tarefa do clube em permanecer na Série A. Com a saída de Enderson, tivemos a brilhante ideia de tirar Ricardo Drubscky do posto de Diretor de Futebol (onde fazia um trabalho digno de todos os elogios) e passá-lo para treinador (cargo em que ele acumula seguidos insucessos recentes). Em suas últimas 5 passagens como treinador (a última pelo potente Anápolis), Drubscky não conseguiu permanecer por mais de 4 meses no cargo. Essa é a solução para treinador no ano mais importante de nossa história recente? E perder o nosso melhor diretor de futebol dos últimos anos faz parte da solução dos nossos problemas? Na minha opinião, deixamos de ter um problema (a falta de um treinador) para ter dois (um treinador fraco e a perda de um ótimo diretor de futebol).

Drubscky

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Dentro de campo também tomamos muitos gols. Os importantes Jori e Aylon se lesionaram, passaram por cirurgias e ficarão um bom tempo no Departamento Médico. Tivemos a saída repentina de Rafael Lima. O eterno capitão de 2017, de fato, não vinha bem. Mas, em um elenco tão pobre em zagueiros de qualidade, Rafael Lima tinha o seu lugar. E, por falar em saída, um fantasma passou a assombrar o torcedor americano nos últimos dias: a possível saída de Serginho. O nosso principal destaque no campeonato até aqui pertence ao Santos, que, pelas recentes notícias, pode aceitar uma oferta do mundo árabe pelo meia. Perder o melhor jogador nesta altura do campeonato seria terrível. Para completar, não fizemos nenhuma (isso mesmo: NE-NHU-MA) contratação nesta parada para a Copa do Mundo. Nem para a tão discutida zaga. Nem para o tão pouco inspirado ataque.

O sétimo gol, aquele de misericórdia, foram os dois amistosos contra adversários de baixíssimo nível. Estamos na Série A! Um campeonato com um nível competitivo altíssimo! Disputar amistosos contra times semi-amadores não nos ajudará a enfrentar um Cruzeiro, por exemplo, nessa volta de Brasileirão. Cruzeiro este que, de forma acertada, fez dois amistosos contra o Corinthians.

Serginho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Me despeço agradecendo ao amigo leitor que aturou meu surto de pessimismo até o fim do texto. Espero muito queimar a minha língua. Espero muito que o América retorne bem após este 7×1. À nós, torcedores, o que resta é estar presente no Indepa, apoiar, acreditar e torcer!

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali

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A Arte da Guerra

Caro leitor americano, se você acha que disputar a Série A é apenas mais um campeonato, este texto não é para você. Se você acredita que apenas as quatro linhas definem o futuro do América, este texto não é para você.

No século VI antes de Cristo, viveu na China um dos maiores generais , estrategistas e filósofos da história, Sun Tzu. Este grande mestre escreveu um dos primeiros tratados sobre estratégia militar, “A Arte da Guerra”, em que falava de todas as questões que permeiam um exército vencedor, tanto durante a guerra quanto nos períodos de paz.

General de Guerra e General de Paz

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Sun Tzu – Wikimedia Commons

Sun Tzu dizia que um país precisava de generais para a guerra e outros generais para a paz. Um general de guerra precisa liderar em campo, motivar as tropas, posicionar os batalhões e ganhar as batalhas de fato. Já o general de paz tem soldados ociosos, sem batalhas a serem vencidas, mas que podem ser acionados a qualquer momento. Portanto, ele precisa manter as tropas treinadas e coordenar os órgãos de inteligência em busca de ameaças e oportunidades.

Entendo o papel do diretor/gerente de futebol em um time como um general de paz. Ele precisa estar atento ao mercado, ativo na gestão de conflitos internos e alerta para a insubordinação de um ou outro general de guerra. O técnico é para a guerra, para o campo de batalha, as quatro linhas, o dia a dia. Ele não se preocupa com o que vai acontecer após a batalha.

Observe que esse dois perfis são bem diferentes e quase sempre incompatíveis. Talvez desta diferenciação venha a propagada qualidade e continuidade do trabalho no América. Talvez Ricardo Drubscky renda  melhor sem a pressão diária do campo, enquanto Enderson rendesse melhor sem a necessidade de visão a longo prazo.

Meu medo? Ilustro com uma piada. Dizem que certa vez a NASA resolveu criar um super astronauta, combinando o DNA de Albert Einstein com o DNA de Sylvester Stallone, pois um astronauta que tivesse o corpo do Stallone com o cérebro do Einstein seria fenomenal. Feito o experimento, terminaram com um astronauta que tinha o corpo de Einstein e o cérebro de Stallone.

Erros

Ainda do livro de Sun Tzu temos o seguinte trecho: “Durante uma campanha, o desastre pode surgir de seis diferentes erros do general em comando. Os erros são deserção, insubordinação, ineficácia, precipitação, caos e incompetência.”

Sobre deserção, nosso ex-técnico já pode escrever um livro. A deserção de um soldado em si não é vergonhosa, pois pode ser interpretada como um ato de sobrevivência. Da mesma forma, o pedido de demissão de Enderson pode ser interpretada simplesmente como uma melhoria em busca da sobrevivência financeira. O que é vergonhoso na deserção é o fato de que um soldado a menos pode provocar uma derrota que levará a morte de seus ex-colegas. Portanto, o pior efeito do ato de Enderson é o efeito ruim sobre a moral do time e de seus torcedores.

Já a efetivação do Ricardo errado (eu pelo menos, esperava o Zé Ricardo) na minha opinião, ilustra os princípios da ineficácia e da precipitação. Ineficácia pelo fato de que a carreira de Drubscky COMO TREINADOR não contempla nenhum grande sucesso. Precipitação pela facilidade em que foi imbuído do cargo. Não consigo acreditar que não exista no Brasil um técnico na faixa salarial proposta ou um pouco mais que tope assumir o América e que seja melhor credenciado para a tarefa.

Você me pergunta novamente. Qual seu medo? Ilustro agora com uma frase de George Hebbert:

“Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura. Por falta de uma ferradura, perdeu-se um cavalo. Por falta de um cavalo, perdeu-se um cavaleiro. Por falta de um cavaleiro, perdeu-se uma batalha. E assim, um reino foi perdido. Tudo por falta de um prego.”

Estamos em um ponto da história americana em que não podemos nos permitir o erro, mesmo que pequeno. Quanto mais os grandes.

Grande abraço a todos.

Jairo Viana
twitter.com/jairovianajr

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De Letra – nº 1152

OLÁ, caros leitores semanais! Judas ressuscitado! O barbadinho voltou! Que bela traição! Que papelão, hein, Enderson Moreira? Depois de falar que ainda iria completar o plano que ajudou o meu glorioso e querido América traçar, resolveu, de um momento para outro, pedir o boné e se mandar para Salvador, na tentativa de salvar o Bahia, que está se afundando no Brasileirão. Isso, em minha querida Abre Campo, tem nome e sobrenome: traição, um sentimento nada nobre. O “Judas Escariotes” está pegando o Bahia na Zona de Rebaixamento, enquanto o Coelho está ainda em situação cômoda. Tirar o Bahia de novo rebaixamento não deve ser tão difícil assim. Difícil é não deixar o Mecão ser rebaixado. No Nordeste, qualquer coisa que o Enderson fizer já será um tremendo lucro. Mas, se deixar o Coelho cair…

O Enderson Moreira até que poderia fazer um grande favor para o Coelho, levando para a Boa Terra alguns “bondes” que atrapalhavam mais do que ajudavam. Não vou citar nomes, pois o treinador sabe muito bem de quem estou falando. Uma meia dúzia de quatro ou cinco enganados pela cegonha, vez que, do velho ludopédio nada sabem. Aí, quem sabe, ele conseguiria um título de expressão no futebol brasileiro? Ou, até mesmo, um trabalho mais aceitável? O que nós americanos não queremos

Miguel Santiago
Blog Miguel de Letra: http://migueldeletra.blogspot.com.br
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De Letra – nº 1151

OLÁ, caros leitores semanais! Para quem entrou na mais importante competição nacional com a missão de nela apenas permanecer, até que o desempenho do meu glorioso e querido América no Brasileirão está dentro da normalidade. Veja bem, caro e atento leitor de meu modesto Blog internacional, em 12 rodadas, tudo normal, com resultados dentro do previsto. O único placar anormal até agora foi o diante do Vasco da Gama, uma amarga goleada de quatro a um, de virada. Depois de abrir o placar em pleno São Januário, “caiu de quatro” no segundo tempo. Coelho, isso não se faz… De resto, tudo normal, com 14 pontos (quatro vitórias, dois empates e seis derrotas). Na décima terceira colocação, o Mecão está, na “virada da Copa”, na frente de clubes tradicionais como Chapecoense/SC, Santos, Vitória/BA, Bahia, Paraná, Atlético/PR e Ceará. Ora, tirando o líder disparado Flamengo (27 pontos), o Coelho não está tão longe assim dos ainda vice-líderes Galinho e São Paulo (ambos com 23 pontos) e Internacional (22). Os demais concorrentes também estão por perto, como Grêmio (20), Palmeiras (19), Sport (idem), Raposinha (18), Botafogo (17), Corinthians (16), Vasco (15) e Fluminense (14). Creio que um novo campeonato brasileiro vai começar após a Copa do Mundo. É só o treinador Enderson Moreira mudar seus inexplicáveis métodos de escalação da nossa equipe. Zé Ricardo na reserva é pura brincadeira. Ou “marcação”, quem sabe…

PS – O gol da vitória galista ontem contra a “lanterna” Ceará começou com um impedimento do Ricardo Oliveira e terminou com uma ajeitada de mão do Luan. E a mídia galista nada falou. Calada…
ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
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