Pesquisão Decadentes 2019

Chegou a sua hora de ser o “Diretor de Futebol” do América para 2019!

Na nossa pesquisa, você terá o poder de contratar, demitir e pensar o futebol para o próximo ano.

Elenco 2018

Créditos: Mourão Panda (@photompanda) /América MG

Leva apenas 5 minutos para responder. É só clicar neste link.

Participe!

Carta ao Jogador do América

Companheiro em armas,

Escrevo a você às vésperas de nosso jogo contra o Fluminense. Sou um torcedor do América Futebol Clube, time portador da cor Esmeralda-Esperança e vivo a vida desse clube.

Queria dizer em primeiro lugar, que independente do que aconteça domingo, a torcida agradece a você a melhor campanha em Série A que já fizemos. Nunca chegamos, na era dos pontos corridos, a ter a possibilidade de fazer contas na última rodada para nossa permanência e muito menos dependermos apenas de nós mesmos. Somos emotivos, mas quando o julgamento da história acontece, somos justos e fieis a quem nos deu seu sangue.

A sua história de vida eu sei. Você já teve seu futebol questionado e já tentaram convencê-lo que o futebol não era pra você. Você teve lesões que colocaram em dúvida sua carreira e suas próprias escolhas. O Clube em que você está espelha esta história.

Desde que os meninos se reuniam em uma gameleira na Alvares Cabral com Espírito Santo em 1912, o América foi muitas vezes questionado em sua existência. Afinal, como pode esse clube existir em uma cidade que já contém outros dois clubes de maior torcida. Um disse que iria nos fechar, outro que iria nos absorver. Como você, persistimos em nosso sonho. Sofremos lesões muitas, incontáveis e contínuas. Fomos caçados pelos adversários incansavelmente. A primeira irrigação do CT onde vocês hoje treinam foi irrigada pelas lágrimas de um ex-presidente, que anos antes vendeu nosso único patrimônio, a antiga Alameda, para que continuássemos existindo.

Se domingo formos rebaixados, a vida continua. Como fênix, vamos nos reerguer pois é nossa história. Talvez você tenha estado naquela festa bonita ano passado contra o CRB.

Mas se permanecermos na Série A, meu companheiro…

Se permanecermos, estaremos fazendo história e você fará parte disso. Quando ganhamos a Série C em 2009, lembro do Euller gritar a plenos pulmões que “temos nosso lugar na história!”.  Verdade incontestável. Euller e seus companheiros fazem parte da história de um time que foi fundado por um negro quando um negro não podia nem jogar nos outros clubes da capital. Um time que lutou contra injustiças e foi excluído por três anos das competições nacionais apenas por buscar seus direitos. Fomos rebaixados ficando em 16º em um campeonato de 32 times. É uma história bonita demais e que tem um pedaço guardado pra você.

No jogo de domingo, estamos com você em campo. Acredito no seu futebol e na sua vontade. Contra nós, tudo dentro e fora do campo. Antes de entrar, faça uma oração se for de sua vontade e não se incomode com a torcida adversária. Não importa quantos sejam, nós estaremos lá com você. Nossa força será a sua. Dentro de cada camisa americana, um amor maior do que você imagina.

Somos uma torcida forjada a ferro e fogo. Se hoje somos poucos, é porque poucos resistiram a jogar o Módulo 2 do Mineiro, Série C e congêneres. Portanto, a torcida que você vê na arquibancada é o produto onde apenas os americanos mais apaixonados resistiram. Não temos vaidade e nem torcemos contra o vento. Nossa vaidade é saber que estivemos com o time sempre que ele precisou. Nenhum vento nos assusta. Somos moinhos, que usam da tempestade para cumprir seu destino.

Leve no escudo de sua camisa nosso apoio, nosso respeito e nossa união. Estaremos em fé com você naqueles 90 minutos que separam o Céu do Inferno.

Um grande abraço do seu companheiro em armas, o Americano!
Jairo Viana
twitter.com/jairovianajr

O grande americano Thiago Reis (Seu Nome, Seu Bairro) recebeu o texto o interpretou. Ouçam:

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Os quatro exilados

Quem vai se dispor a criticar um técnico que está sendo vitorioso? Infelizmente é preciso. A crítica em geral só é nociva aos vaidosos e aos condescendentes. Para o humilde, a crítica é o início de uma melhoria.

Essa coluna não quer tirar os méritos de Adílson Batista, inclusive pelas anteriores desde a sua chegada terem sido sempre elogiosas e portanto, não há razão para que uma invalide outras. Conquistamos mais pontos e estamos melhor agora do que na era Enderson. Então por que a crítica?

Quis Custodiet ipsos custodes?

A frase latina acima é do poeta romano Juvenal e pergunta “Quem vigia os vigilantes?”. É um aviso de que mesmo aqueles que prestam bom trabalho precisam de supervisão.  Ontem a tarde foi divulgada a notícia de que Sabino, Ademir, Christian e Zé Ricardo foram enviados ao grupo de atletas sub-23, os Aspirantes do Coelhão. No programa de domingo passado, comentamos o fato de Ademir e Christian estarem treinando em separado.

Como não faço parte do grupo do América ou da diretoria, tudo escrito daqui pra frente é a opinião de um torcedor sem nenhum tipo de informação privilegiada e na melhor das hipóteses, representa as conversas de porta de Independência sobre o assunto.

Considero muita injusta essa involução dos quatro, demovidos da equipe principal para a de aspirantes. Não tenho procuração pra defender nenhum deles. Com todo o respeito a equipe de aspirantes, que tem feito bonito em seu campeonato, estamos tirando desses meninos a oportunidade de jogar em nível de Série A, com jogadores qualificados e toda a pompa e circunstância que a cerca.

Caso a caso

exilados

Fonte: Site do América / Plantel

O zagueiro Sabino é de quem menos posso falar. Contratado para a equipe de aspirantes em abril, compôs elenco até a chegada de Paulão. Como não o vimos jogar e pela juventude até não me parece algo tão descabido sua volta aos aspirantes. Entretanto, é preciso destacar o efeito psicológico sobre ele e os outros três. Enquanto a promoção deve ter sido comemorada, qual o efeito do caminho contrário?

Ademir “Fumacinha”, promessa que veio da Patrocinense e fez alguns jogos no Coelhão teria espaço nesse time. Fez algumas raivas? Fez. Mais do que Marquinhos, por exemplo? Mais do que Wesley? Para esses houve paciência. Ademir teve uma grande variação nos jogos em que participou, atuando bem e mal. Natural em um jogador jovem como os próximos dois casos.

Zé Ricardo passou de craque a nada em menos de um mês. Consistentemente eleito melhor jogador no Campeonato Mineiro, teve uma queda absurda em seu rendimento nos dois jogos da Semi contra a cachorrada. As teorias da conspiração das catracas do Independência são muitas. Algumas dizem que ele deslumbrou com o seu próprio futebol, outras que amarelou. Depois disso, raramente entrou até o episódio de ontem. Na minha opinião, seu futebol não acabou. Não se esquece o que se ama tanto. E o Zé do Coelho joga bola sim! E se estou errado, devemos punir severamente quem renovou seu contrato. Se seu futebol variou em qualidade, é por sua juventude, mas não por seu amor ao América que já foi demonstrado algumas vezes.

Por último, a maior de todas as injustiças: Christian. Nosso volante e vez em quando lateral tem muito lugar nesse time do Adílson Batista. Veja, estamos falando de um plantel de meio de campo que sem Zé Ricardo e Christian, tem como volantes Donizete, Wesley, Juninho, David e só. Christian nunca fez um jogo ruim no Coelho. Todos os seus jogos foram de discretos a positivos, em alguns até se destacando. Portanto não consigo vê-lo atrás de um David, que esse ano tem feito bons jogos. Mas bons jogos o Christian também sempre fez.

Minhas preocupações

Adílson Batista já parece estar transformando o América em uma panelinha. Todo técnico tem suas paixonites e o técnico que barrou Sorín nas meninas pra escalar Magrão tem histórico disso. Sobra paciência com os figurões, o que pode e parece estar funcionando pra alguns.

Um efeito dessa fixação pelos jogadores mais rodados do elenco já foi sentido no jogo com o Ceará. Um time envelhecido, cansado da sequência de jogos, que não conseguiu apresentar nada. Na entrevista, Adilson culpou calendário, CBF, política, tudo quanto há. Mas veja, sem defender o indefensável calendário, as datas estão dadas há quase dois meses. É dever do técnico se planejar para isso. E justamente nesses casos é que jogadores mais jovens fazem a diferença. Sentem menos a sequência e aproveitam as oportunidades dadas com mais afinco. O exílio dos quatro meninos só colabora com o envelhecimento do time titular e reserva.

Por último, me preocupa o “day after“, o dia após o fim do campeonato. Segundo o site  Transfermarkt , Adílson e quase todos os nossos jogadores tem contrato até dezembro de 2018, com pouquíssimas  exceções, entre eles os quatro transferidos. Então imaginem o fim do campeonato. Permanecendo ou não, teremos que reformar o time todo. Renovar com alguns, liberar outros. Por tanto, manter aqueles sob contrato dentro do elenco teria um efeito positivo de continuidade.

Essa politicagem interna do América me cansa demais. Toda informação é secreta e crucial demais para ir a público. O torcedor médio deve ser protegido de viver seu clube. Precisamos melhorar muito esse jeito “colégio de freiras” de ser da direção do América. Nos envolvam. Queremos mais.

Grande abraço a todos e vitória no Rio!

Jairo Viana
twitter.com/jairovianajr

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Meu Herói, por Alexandre Dolabela Dias

Uma das coisas mais gratificantes em participar do Decadentes é prover espaço a todos os americanos. E foi nesse espírito que o Alexandre Dolabela Dias, leitor desse espaço e ouvinte do programa, leu a coluna de ontem do Rodrigo sobre o campeonato de 73 (73 – o ano que devemos repetir) e decidiu contar um pouco sobre o jogo em que o Neneca foi expulso, que reproduzo abaixo com a autorização dele. Parabéns pelo texto, Alexandre! Me emocionou muito, mesmo não tendo vivido este jogo e muito obrigado a você e ao Rodrigo por dividirem outros capítulos dessa história linda que é o América.


MEU HERÓI

Nunca tive um herói na infância. Falo de heróis  famosos tipo Zorro,  Super Man, Flash. Mas naquela tarde no Mineirão ele me apareceu…

Tarde cinzenta de domingo  no Gigante da Pampulha que recebia grande público apesar do mau tempo . Era um dia de dezembro de 1973  e meu América jogaria contra o Atlético  pelo Campeonato Brasileiro.  A nossa fiel e apaixonada torcida  fazia uma boa presença e a torcida do Atlético, numerosa e vibrante, ocupava a maior parte das arquibancadas.

Dois grandes times se enfrentariam no clássico. De um lado estava o Galo  que  fazia uma campanha regular no campeonato e tinha grandes jogadores  e o mítico Tele Santana como técnico. Do outro o Coelho que vinha de várias partidas invicto, grandes vitórias e cumpria espetacular campanha num longo Campeonato Brasileiro.

Na pré-hora do jogo, ainda nos bares do estádio, fui surpreendido pela gente americana ou pelo menos a maioria dos nossos torcedores estranhamente tomada de excessiva  confiança no triunfo. Confiança justificada, é claro,   pelo retrospecto do time e pela análise técnica de jogadores que vestiam a camisa verde e preta em 1973. Mas em verdade as considerações técnicas sobre os times e  o retrospecto no Campeonato, nada disso importava à apaixonada torcida. Sentia-se independentemente de qualquer análise que  para a gente americana  o jogo estava ganho, o jogo era nosso.

Dentro daquele imenso estádio e em meio àquela multidão um sempre cauteloso jovem “alamedino”,meu apelido de infância, tinha o coração dividido,  acostumado que estava  a ver o Atlético vencer o América na maioria dos jogos no início da “Era Mineirão”. O coração incontrolavelmente  verde queria cantar vitória mas a razão não permitia euforia e recomendava prudência.

Jogo equilibrado no início, com chances para os dois lados. Com o passar do tempo, porém, o Coelho foi dominando as ações e já no final do primeiro tempo de um clássico disputadíssimo o América mostrava um melhor futebol e ameaçava muito mais. A essa altura o placar já não mostrava o que acontecia em campo. Merecíamos pelo menos um gol, que não acontecia. Nossa torcida vibrava mas já transpirando ansiedade porque o placar não traduzia com justiça  as ações de cada time no gramado.

Começa o segundo tempo e o que era domínio passa a ser supremacia absoluta. Resultado: um gol de Cândido logo de início e, alguns minutos após grande domínio do Coelho, outro  gol de Pedro Omar.  O  2 a 0 do América só fez justiça ao que acontecia no jogo.

Delírio da nossa torcida que não parava de gritar. Do outro lado a torcida do Atlético atônita e silenciosa… Parecia naquele momento tudo muito fácil e placar consumado. O time de  Pedro Omar,Neneca, Vander, Spencer e Juca Show era o dono do jogo e o Galo  completamente dominado… Era só administrar a partida e aumentar o placar. Spencer, um dos maiores craques do América e do futebol mineiro chegou a ser substituído por  Alemão, que ainda teria papel importantíssimo naquele jogo espetacular.

De repente, porém, aconteceu aquilo que nem o mais pessimista  americano poderia imaginar.  Neneca,  que juntamente com Leão eram os dois melhores goleiros daquele Brasileirão é expulso de forma injusta  juntamente com Arlem do Atlético, que provocou a expulsão do goleiro. Lembro-me que fiquei atônito na arquibancada, não só porque perdíamos a nossa “muralha” mas também  porque já havíamos feito as duas substituições permitidas. Silêncio total entre a torcida americana nas arquibancadas do Mineirão, ainda mais quando o nosso jogador de meio campo Alemão, substituto do Spencer no jogo, se encaminhou em direção ao gol e colocou a camisa do goleiro reserva que mais  parecia um vestido no pequeno e baixo meio-campista .  Como consequência, era previsível que  teríamos de suportar uma grande pressão do Galo que nos via como um time “sem goleiro”.

E aconteceu exatamente assim. Nos minutos seguintes o Atlético foi desesperadamente pra cima do time americano , que se defendia como podia, com raça e técnica, inclusive com a participação importante do nosso Alemão, corajoso goleiro improvisado que para nosso alívio se desdobrava debaixo do gol.

Cinco minutos após a expulsão a pressão alvinegra ainda aumentava e  quando o coração adolescente daquele americano   já não aguentava mais e que um ou mais gols do Atlético seriam inevitáveis,  aparece no jogo, com força descomunal e surpreendente , um ser de outro planeta. Aquele que já era o melhor jogador em campo ressurge em  espetacular forma de um gigante: JUCA SHOW.

Passados 45 anos do dia daquele jogo ainda me emociono ao relembrar.

Aquele jogador  alto , de pernas longas e corpo ligeiramente encurvado, de forma corajosa e com uma categoria inigualável, resolveu mostrar a todos presentes  que naquele dia o jogo já tinha um dono. Aproximadamente aos 20  minutos do segundo tempo o herói americano decidiu: esse jogo a partir de agora é só meu.  Pareceu-me a partir daquele instante que a bola do jogo era só sua pois praticamente até o final do jogo  ficou com  ela, seja recuperando-a nas investidas  adversárias, seja fazendo inúmeras arrancadas em direção ao gol ou ganhando vários preciosos minutos de jogo nas laterais do campo . Para mim e para os presentes no gigante da Pampulha é até hoje  inacreditável :  em determinado momento do jogo com o adversário tentando retomar desesperadamente a posse de bola,  aquele “monstro” de corpo curvado e pernas tortas ficou mais de um minuto,quase dois minutos seguidos com ela nos pés, fintando em progressão e para os lados, cercado por vários jogadores do Galo, mas não dando a menor chance aos jogadores alvinegros de retomar a bola. Lembro-me que a grande torcida do Atlético emudeceu diante de tamanha categoria e coragem. Parecia-me e a todos que só existia JUCA SHOW em campo. Repito:nunca vi nada igual, até hoje.

Surgia ali no gramado do Mineirão naqueles minutos finais do segundo tempo do jogo , ainda que um pouco tardiamente na minha vida, meu grande herói.

E mais, a única vez que tive a certeza absoluta que  o América ganharia um clássico, mesmo que disputado em circunstâncias desfavoráveis.  E foi exatamente assim. O Atlético ainda marcou um gol meio por acaso perto dos 35 minutos  mas  não me apavorei: já tinha me dado conta que no jogo tinha um super-homem capaz de resolver tudo e que ele estava do do nosso lado.

Final América 2 x 1 Atlético para alegria e festa indescritível dos americanos na saída do Mineirão, fato que deixou marcas fortes, indeléveis, na minha memória e no meu coração.

Obrigado, muito obrigado Juca Show, pela imensa alegria que você me deu nos gramados do Brasil. Obrigado Juca , também pelos bons momentos que passamos  em estádios de Minas Gerais afora assistindo lado a lado na arquibancada até sua morte nos jogos do nosso querido América Futebol Clube.

Alexandre Dolabela Dias

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Alguém quer que o campeonato acabe hoje?

Com a grande vitória de ontem sobre o Sport, lá na ilha do Retiro, mais uma vez a psicologia abalada do americano retornou com toda a força. O time da Cachorra de Peruca, carinhoso apelido dado pelo rival Náutico, vem se tornando um freguês cativo e o jogo de ontem, além de ter  garantido três pontos na caixinha em um jogo fora de casa, quebrou o jejum de gols de Luan e Rafael Moura. Nos grupos americanos nas redes sociais, já se fala em pré Libertadores.

No sexto jogo, já é possível afirmar que Adilson Batista não perdeu suas principais características. É um estudioso e um inventor. Em cada um dos seis jogos, trabalhou o time conforme o adversário, variando desde uma retranca pesada (contra o Santos) a um jogo mais aberto (Fluminense), o que demonstra sua capacidade como técnico estudioso de esquemas táticos. Ainda assim, promoveu algumas invenções polêmicas. A que me incomoda mais é a improvisação de Juninho na lateral, onde aliás esse carregador de piano tem atuado bem. Apenas acredito que preferiria improvisar o Christian e deixar o Juninho no meio, onde acho que ele rende mais ainda. No programa venho comentando sobre a reserva ara o Zé Ricardo e Christian, que não concordo.

Mas esse comportamento vem de uma outra posição filosófica do Adilson: a preferência por jogadores com mais “tarimba” em série A. Daí a insistência em Magrão e Wesley. E esse último sou obrigado a admitir que tem rendido mais do que eu jamais esperava dele em 2018. Não que o Wesley seja craque ou que tenha recuperado o futebol que um dia jogou, mas tem tido uma clara evolução jogo a jogo. Tenho certeza que a confiança depositada pelo técnico ajudou.

Depois que atingirmos a Meta, vamos dobrar?

Na coluna de 19 de abril, Somos bipolares. Ou não? propus uma ideia de meta para que conseguíssemos nos manter na primeirona. A cada seis jogos, ou 18 pontos, conseguindo 8 pontos estaríamos mantidos na série A. Essa continha produziria um total de 48 pontos, que certamente garantem permanência.

Terminado o primeiro turno, já é possível fazer a conta da primeira metade.

primeiroturno4

Separei em dois conjuntos de seis jogos e o terceiro com sete jogos, uma vez que a conta original sobravam dois “jogos bônus”.

No primeiro conjunto, ficamos acima da meta com 10 pontos. Entretanto é preciso observar que dos seis times enfrentados, apenas o Flamengo está acima de nós na tabela atual, assim como é válido o raciocínio de que fomos bem os confrontos diretos contra possíveis rebaixados.

O segundo conjunto foi o pior de todos, com apenas 4 pontos em 18 disputados e mais uma vez, só tiramos pontos de times que estão abaixo de nós na classificação.

O terceiro conjunto só tem pontos obtidos sob a batuta de Adilson Batista e aqui conseguimos ganhar pontos em cima de times que estão em melhor posição. Atingimos a meta .

Não fossem os pontos perdidos durante o tempo “Jabuti em cima do árvore” do Drubscky, poderíamos estar ainda melhores.

Flamengo

Jogaremos domingo com um dos times que disputam o título brasileiro desse ano. Acredito que o jogo dependerá muito da tática flamenguista em relação a escalação, uma vez que o time carioca decide sua classificação na Libertadores na quarta seguinte contra o Cruzeiro. Então, acredito que alguns jogadores serão poupados no jogo contra nós.

A defesa desse time do Adilson deve ser elogiada e mesmo desejando muito a vitória domingo, um empate não seria um mau resultado. Teremos desfalques como o monstro Messias e talvez Ruy, mas em casa podemos conseguir uma vitória!

Grande abraço a todos e vamos lotar o Nosso Estádio domingo!

Jairo Viana
twitter.com/jairovianajr

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Nesta Copa do Mundo, quem tomou um 7×1 foi o América

Costumo ser um otimista por natureza. Quando não vai pelas vias naturais, forço a barra para tentar enxergar o copo meio cheio. Mas, confesso aos amigos leitores que esta parada para a Copa do Mundo afetou meu otimismo. E, como quem procura um bom psicólogo para dividir suas angústias e lamúrias, peço a sua licença para “vomitar” meus lamentos sobre a desanimadora “inter-temporada” americana.

Na Copa do Mundo de 2014, o Brasil levou o seu histórico e vexatório 7×1, em partida válida pela semi-final, contra a Alemanha. Mas, na Copa do Mundo de 2018, quem tomou um 7×1 foi o América, ou melhor, a torcida Americana. Justificando o título, segue abaixo a nossa goleada:

Tabela

O nosso “gol” não é tão inútil quanto foi o de Oscar em 2014. O retorno de Matheusinho e João Ricardo é muito importante para nossas pretensões na Série A. Os dribles e improvisações do “amigo do Neymar” podem ajudar o América a ter um melhor desempenho ofensivo. Já a volta do João Ricardo ajuda muito, trazendo experiência, segurança e tranquilidade para a zaga.

Matheusinho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

No lado dos gols sofridos, o primeiro deles, assim como o da Alemanha, foi o mais dolorido. Abrimos a porteira da parada da Copa perdendo Enderson Moreira. Em uma atitude contrária a tudo aquilo que dizia, Enderson abandonou o América, com o trabalho no meio do caminho, e partiu para o Baêa. O, até então, mais longevo treinador de um clube de Série A no Brasil fazia um elogiado trabalho no América e era uma peça muito importante na difícil tarefa do clube em permanecer na Série A. Com a saída de Enderson, tivemos a brilhante ideia de tirar Ricardo Drubscky do posto de Diretor de Futebol (onde fazia um trabalho digno de todos os elogios) e passá-lo para treinador (cargo em que ele acumula seguidos insucessos recentes). Em suas últimas 5 passagens como treinador (a última pelo potente Anápolis), Drubscky não conseguiu permanecer por mais de 4 meses no cargo. Essa é a solução para treinador no ano mais importante de nossa história recente? E perder o nosso melhor diretor de futebol dos últimos anos faz parte da solução dos nossos problemas? Na minha opinião, deixamos de ter um problema (a falta de um treinador) para ter dois (um treinador fraco e a perda de um ótimo diretor de futebol).

Drubscky

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Dentro de campo também tomamos muitos gols. Os importantes Jori e Aylon se lesionaram, passaram por cirurgias e ficarão um bom tempo no Departamento Médico. Tivemos a saída repentina de Rafael Lima. O eterno capitão de 2017, de fato, não vinha bem. Mas, em um elenco tão pobre em zagueiros de qualidade, Rafael Lima tinha o seu lugar. E, por falar em saída, um fantasma passou a assombrar o torcedor americano nos últimos dias: a possível saída de Serginho. O nosso principal destaque no campeonato até aqui pertence ao Santos, que, pelas recentes notícias, pode aceitar uma oferta do mundo árabe pelo meia. Perder o melhor jogador nesta altura do campeonato seria terrível. Para completar, não fizemos nenhuma (isso mesmo: NE-NHU-MA) contratação nesta parada para a Copa do Mundo. Nem para a tão discutida zaga. Nem para o tão pouco inspirado ataque.

O sétimo gol, aquele de misericórdia, foram os dois amistosos contra adversários de baixíssimo nível. Estamos na Série A! Um campeonato com um nível competitivo altíssimo! Disputar amistosos contra times semi-amadores não nos ajudará a enfrentar um Cruzeiro, por exemplo, nessa volta de Brasileirão. Cruzeiro este que, de forma acertada, fez dois amistosos contra o Corinthians.

Serginho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Me despeço agradecendo ao amigo leitor que aturou meu surto de pessimismo até o fim do texto. Espero muito queimar a minha língua. Espero muito que o América retorne bem após este 7×1. À nós, torcedores, o que resta é estar presente no Indepa, apoiar, acreditar e torcer!

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali

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Coelhão soma 3 pontos: vitória obrigatória e merecida

América Coelho 2

Foto: Mourão Panda / América

O América poderia ter tido resultados melhores nas duas partidas anteriores. Contra o São Paulo, o árbitro fez o serviço e nos atrapalhou de no mínimo empatar. Diante do Corinthians levamos azar, era jogo para 0 a 0. Apesar de não termos merecido as derrotas, fato é que perdemos as duas, o que nos obrigava a vencer o Atlético Paranaense. Afinal, nosso objetivo é manter distância da zona de rebaixamento e fazer uma Série A sem sustos.

E a meta não só foi alcançada, como tivemos vários pormenores a ser comemorados. Empatar um jogo no minuto seguinte mostra a confiança dos jogadores. Virar e ainda matar o jogo, dando tranquilidade a todos, é prova de que o Coelhão tem força suficiente para enfrentar os times da Série A. 

O que teve de bom

Dessa vez, Enderson Moreira acertou nas duas substituições que fez, já que foi obrigado a colocar Giovanni no primeiro tempo – só demorou um pouco para efetuar a primeira. Gerson Magrão saiu para a entrada de Ademir que, mesmo se não tivesse marcado o gol, teria sido uma mudança acertada do técnico. O adversário deu uma cansada no segundo tempo, e o América precisava desesperadamente da vitória. Valia a pena arriscar os quatro atacantes.

Com o placar favorável, foi correta a saída de Judivan, que já estava muito cansado, para a entrada de Aderlan. O time não foi para trás, mas ficou um pouco mais protegido na marcação. Tanto que Aderlan apareceu dentro da área para dominar e rolar para o bonito gol de Ademir – Luan nunca faria o gol, pois fecharia os olhos e enfiaria o petardo, isolando a bola!

Serginho fez dois gols, mas não foi o melhor em campo. Ainda no primeiro tempo, perdeu um gol ridículo ao chutar em cima do goleiro, era só mirar o canto – é o tipo de gol que não se pode perder na Série A.

Vários jogadores foram muito bem na partida, mas o destaque fica para Juninho. Marcando mais atrás ao invés de ir lá na intermediária ofensiva pressionar o adversário, nosso volante deu mais força defensiva ao time. Porém, ele foi ainda melhor quando tínhamos a bola lá na frente, participando da troca de passes. Seu único erro foi no toque para Messias, que também errou ao querer recuar a bola para Juninho ao invés de jogar para a lateral. Nota-se que são erros que não podem ocorrer na Série A, ainda bem que foi contra o Atlético Paranaense.

Outra grande partida foi a de Christian, que conseguiu rodar a bola no meio-campo e deu um belo lançamento para Aylon na esquerda, no lance que originou o cruzamento deste para a virada do América.

O que podemos melhorar

América Coelho

Foto: Mourão Panda / América

O América foi melhor que o adversário no jogo inteiro, mas não poderia ter tomado um gol como aquele. O motivo foi o grande risco que Jory impôs ao time na saída de bola. Ele estava fazendo isso desde o início da partida, o América já havia errado uma saída num lance anterior, mas o goleiro americano continuou agindo da mesma forma. Contra o Atlético Paranaense, que marca em cima na reposição de bola, o melhor era chutar para longe, preferencialmente na direção de Aylon, que sabe fazer o pivô. Isso se chama estratégia. Nem é necessário falar de uma bola que passa no meio da barreira, né? 

Sugestões

Outro que finalmente fez um bom jogo foi Judivan, que foi melhorando no decorrer da partida. Detalhe que ele se destacou nas assistências, como se fosse um ponta entrando na área. Será que não vale Enderson testá-lo como segundo atacante, deixando Aylon de centroavante? Aylon tem porte físico para proteger a bola e fazer o pivô, mas às vezes erra aquele passe mais vertical, o definitivo para um lance perigoso. No mínimo, os dois deveriam trocar mais de posição ao longo da partida, pode ser uma boa arma do América.

Ademir já vinha entrando bem e agora marca seu primeiro gol. Que ele continue começando os jogos no banco de reservas e seja uma arma importante quando o América precisar de gols ou estiver mandando bem nos contra-ataques.

O que falta ao América? Somar pontos contra o chamado G12, nem que seja com empates. Se conseguirmos isso, estaremos cada vez mais próximos da permanência na Série A. Detalhe curioso: demoramos um turno inteiro para alcançar 13 pontos na Série A 2016, algo que atingimos em 2018 com apenas nove rodadas.

Estamos no caminho certo! Precisamos apoiar mais esse Coelhão, viu?

Matheus Laboissière

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Torcida do América precisa ir mais aos jogos

 

América

Foto: Mourão Panda / América

Os números são claros: o Coelhão tem a segunda pior média de público da Série A até aqui, com pouco mais de 4.500 torcedores por partida – contando a correção do público diante do Botafogo, o que o globoesporte ainda não fez. Só o Vasco está logo atrás, e sabemos que eles têm todas as chances de nos ultrapassar. Mas não desejo o aumento da torcida nas arquibancadas apenas para fins estatísticos. Mais americanos no NOSSO ESTÁDIO Independência significa muito mais do que isso…

 

Pressão na arbitragem

Vocês viram o que aconteceu a um minuto do intervalo do jogo contra o São Paulo. É verdade que foi pênalti, mas é porque foi contra o São Paulo. Normalmente não se marca lances assim, ainda mais a favor do América.

Além disso, o senhor Bruno Arleu de Araújo, o dono do apito, marcou todas as faltinhas a favor do São Paulo, mas quase nenhuma para o América. Onde estavam os cartões para o time visitante? Em algum lugar bem oculto das vestimentas do árbitro, possivelmente bem difícil de acessar. No cômputo geral, pode-se dizer que o árbitro freou o ímpeto do Coelhão, que também cometeu seus erros, claro.

Com mais torcida no estádio, a pressão sobre a arbitragem a cada lance teria aumentado, talvez inibindo-a de dar alguma falta ou cartão. Não é balela afirmar isso. Diante do Botafogo, salvo engano, a reclamação da torcida resultou num amarelo para um jogador adversário que o árbitro não daria sem o barulho.

 

Pressão no adversário

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Foto: Mourão Panda / América

Se as decisões do árbitro podem ser de alguma forma influenciadas, a presença de mais americanos no Independência também pode acuar o adversário. Ainda mais levando-se em conta o sistema de jogo de Enderson Moreira, que ficou mais equilibrado depois da entrada de Aderlan em lugar da formação com três atacantes – falta melhorar a recomposição, principalmente após a bola parada a nosso favor, pois não podemos cometer erros crassos nos grandes embates da Série A.

 

Qualidade do time

O América está jogando as partidas, construindo lances ofensivos, levando perigo a todos os adversários. Diante do São Paulo, não fosse o pênalti marcado na boca do intervalo, a partida se desenhava para uma virada do Coelhão, que estava muito bem. Não nos esqueçamos dos outros três pontos tirados de nós contra o Ceará, dessa vez de forma clara e reconhecida pela própria CBF.

Hoje, o americano que olha para a tabela da Série A e observa o América na 11ª posição com dez pontos, quatro acima da zona de rebaixamento, não pode achar que a situação está ruim. Nas participações anteriores, costumávamos estar como Paraná e Ceará: sem vitórias, na lanterna e já apontados como virtuais rebaixados.

 

Vá ao estádio!

Portanto, cabe a nós torcedores comprar os ingressos ou fazer o sócio-torcedor, não importa. Precisamos estar presentes em carne e osso nas arquibancadas do NOSSO ESTÁDIO Independência, pois isso não fará diferença apenas na média de público.

O elenco e a comissão técnica merecem esse voto de confiança, pois estão nos mostrando que podemos, sim, continuar na Série A em 2019. Temos que dar nossa parcela de contribuição durante todos os 90 minutos em casa daqui para frente, pois podemos fazer a diferença a nosso favor!

TODOS AO INDEPENDÊNCIA. PARA, JUNTOS, FAZERMOS HISTÓRIA.

Matheus Laboissière

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Pré-jogo: América x São Paulo (para manter 100% de aproveitamento em casa)

Pela 7ª rodada do Brasileirão, o América enfrenta o São Paulo neste domingo, 27 de maio, às 19h, na Arena Independência. É o confronto do atual 6ª colocado da competição, com 10 pontos conquistador (América), contra o 7º colocado, também com 10 pontos (São Paulo). Em caso de vitória, o América se consolidará como a surpresa do campeonato até aqui.

Pelo Campeonato Brasileiro, de 1971 até hoje, as duas equipes já se enfrentaram 11 vezes, com ampla vantagem para o tricolor da cidade cinza. São 7 vitórias dos são-paulinos, 3 empates e apenas uma vitória americana, no último jogo entre as equipes, em 2016.  Continuar lendo

Pré Jogo : América x Botafogo

Bom dia, Nação Americana.

Hoje entraremos em campo mais uma vez em nossa casa. E que temos até agora 100% de aproveitamento.

Os erros de arbitragem, ao meu ver, podem ser positivos para a nossa equipe. Parece estranho isso, mas vou explicar. Claro que para a tabela de classificação, esses 2 pontos eram essenciais. Mas fiquei sabendo que o papo no vestiário após o jogo, foi que a equipe terá de entrar em todos os jogos para ganhar não só dos adversários, mas também dos árbitros e das demais interferências que existirem. E todos se comprometeram À dar raça e toda vontade para vencer todos estes rivais.

Bom, mas vamos esquecer o Ceará, e vamos focar no nosso próximo adversário. O Botafogo vem de resultado importantes:

  • 1ª rodada: Botafogo 1 x 1 Palmeiras
  • 2ª rodada: Sport 1 x 1 Botafogo
  • 3ª rodada: Botafogo 2 x 1 Grêmio
  • 4ª rodada: Cruzeiro 1 x 0 Botafogo
  • 5ª rodada: Botafogo 2 x 1 Fluminense

A equipe carioca, nessas cinco primeiras rodadas, já encarou pelo menos três times favoritas para conquistar o título brasileiro: Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro. Dentre estes três oponentes só perdeu para o Cruzeiro e ocupa a sexta posição no campeonato.

Desde a chegada de Alberto Valentim, a equipe vem se tornando cada vez mais organizada e chata de ser batida.

A zaga dos cariocas, é composta por zagueiros altos, então hoje não deve ser mesmo um jogo para ficar alçando bola na área. Pode ser até por este motivo, que o Enderson esteja apostando na entrada de Judivan, tentando deixar o time mais rápido. Os laterais apoiam bastante e podemos explorar essas brechas que podem surgir na partida.

Jefferson é o grande destaque da equipe. Goleiro experiente e que teve grande atuação na última segunda-feira contra o Fluminense.

O meio campo é compacto, dois volantes de marcação e a opção de velocidade com o Renatinho, que também é habilidoso. O ataque é lento, mas deve se ter cuidado com Kieza, que sabe aproveitar as chances que tem.

Analisando jogador por jogador, quem tem a melhor equipe? Quem você escolheria pra jogar na sua equipe da pelada do fim de semana? Em negrito, o jogador que ganha o duelo.

  • João Ricardo x Jefferson (EMPATE)
  • Norberto x Marcinho
  • Messias x Igor Rabello (EMPATE)
  • Matheus Ferraz x Joel Carli 
  • Giovanni x Gilson
  • Leandro Donizete x Matheus Fernandes
  • Zé Ricardo x Rodrigo Lindoso
  • Serginho x Renatinho
  • Aderlan x Luiz Fernando
  • Luan x Kieza
  • Judivan x Brenner

E pra você? Quem ganha o duelo mano a mano? Deixe seu comentário abaixo.

Boa sorte pro nosso Coelho hoje. E que consigamos uma bela vitória, que nos deixará com 10 pontos e tranquilos na classificação.

Bem, é isso então. Até daqui a pouco, no aquecimento no Pardal. COELHoOoOoOoOoOo

Rainer Radicchi
twitter.com/rainerradicchi Continuar lendo