Somos força de primeira na Série B, mas queremos nos manter na Série A

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2017 já ficou pra trás. O América terminou a Série B como o time mais competitivo na era dos pontos corridos. Em 12 anos (de 2006 a 2017) disputamos a Série B somente 6 vezes (2010, 2012 a 2015 e 2017) mas, mesmo assim, fomos o time que mais rodadas permaneceu dentro do G4.

Superamos times como Náutico, Avaí e Criciúma que, apesar de disputarem mais vezes, não conseguiram “chegar” tantas vezes.

Série B – pontos corridos – 2006 a 2017
Equipes mais competitivas Rodadas em que permaneceu no G4 Participações Acessos
América MG 105 6 3
Vasco da Gama 95 3 3
Náutico 89 7 2
Coritiba 87 3 2
Vitória 84 4 3
Avaí 77 7 3
Ponte Preta 73 6 2
Criciúma 72 7 1
Atlético GO 70 5 2
Sport 70 4 3

Além disso, somos o 6º time que mais pontuou na Série B de pontos corridos. Superamos times como São Caetano, Vila Nova, Portuguesa, Ponte Preta e América-RN que jogaram mais vezes (ou o mesmo tanto) e não conseguiram pontuar como nós.

E, se considerarmos a média de pontos por temporada, estamos no mesmo patamar de Coritiba, Vitória e superamos o Sport.

Maiores vencedores da série B – em pontos corridos
Equipe Pontuação Número de participações Média
Ceará 541 10 54,10
Paraná 519 10 51,90
Bragantino 450 9 50,00
Avaí 407 7 58,14
Náutico 381 7 54,43
América MG 374 6 62,33
Criciúma 371 7 53,00
São Caetano 371 7 53,00
Vila Nova 370 8 46,25
Ponte Preta 342 6 57,00
Portuguesa 338 6 56,33
América RN 338 7 48,29
Maiores vencedores da série B – em pontos corridos
Equipe Pontuação Número de participações Média
Corinthians 85 1 85
Palmeiras 79 1 79
Botafogo 72 1 72
Chapecoense 72 1 72
Atlético MG 71 1 71
Atlético PR 71 1 71
Internacional 71 1 71
Vasco da Gama 204 3 68
Coritiba 199 3 66,33
Vitória 256 4 64
América MG 374 6 62,33
Sport 244 4 61
Avaí 407 7 58,14


Outra marca importante do Coelhão nessa Série B de pontos corridos é que somos o 2º melhor time visitante. O América conseguiu 43 vitórias fora de casa jogando seis anos e só perde pro Ceará (que ganhou 44 vezes fora de casa, mas precisou de 10 temporadas pra conseguir isso). Coelhão é visitante carrasco sim senhor!

Os maiores visitantes carrascos na era dos pontos corridos – série B
Equipe Número de vitórias como visitante participações média
Ceará 44 10 4,40
América MG 43 6 7,17
Paraná 40 10 4,00
Bragantino 39 9 4,33
Vila Nova 38 8 4,75
Portuguesa 36 6 6,00
São Caetano 36 7 5,14
Ponte Preta 33 6 5,50
Avaí 30 7 4,29
Atlético GO 28 5 5,60

Considerando vitórias como um todo, dentro e fora de casa, o América é TOP5. Temos 108 vitórias nesses 6 anos de participações e só estamos atrás de times que jogaram mais vezes como Ceará, Paraná, Bragantino e Avaí.

Se considerar a média de vitórias por temporada, de novo estamos no mesmo patamar do Vitória e superamos o Sport.

Maiores vencedores da série B – em pontos corridos
Equipe Número de vitórias Número de participações Média
Ceará 143 10 14,30
Paraná 140 10 14,00
Bragantino 125 9 13,89
Avaí 114 7 16,29
América MG 108 6 18,00
Náutico 107 7 15,29
Vila Nova 102 8 12,75
Criciúma 101 7 14,43
São Caetano 97 7 13,86
América RN 92 7 13,14
Ponte Preta 92 6 15,33
Portuguesa 92 6 15,33
Maiores vencedores da série B – em pontos corridos
Equipe Número de vitórias Número de participações média
Corinthians 25 1 25
Palmeiras 24 1 24
Atlético PR 21 1 21
Botafogo 21 1 21
Atlético MG 20 1 20
Chapecoense 20 1 20
Internacional 20 1 20
Coritiba 58 3 19,33
Vasco da Gama 57 3 19
Vitória 75 4 18,75
América MG 108 6 18,00
Sport 70 4 17,5

Mas como eu disse, 2017 já ficou pra trás. O que o Coelhão precisa agora é se superar e construir seus números na Série A. Já que estamos chegando no patamar de clubes como Vitória e Sport, agora precisamos nos manter lá, assim como eles.

Que 2018 seja o primeiro degrau dessa escada longa que ainda temos pra subir.  E os Decadentes estarão aqui pra mostrar cada passo dessa escalada! O primeiro é neste domingo, contra esse mesmo Sport que já superamos nos números da B.

Força Coelhão!

Sérgio Tavares Salviano
twitter.com/stsalviano


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A partida de 106 anos

Belo Horizonte , como foi uma cidade planejada, teve uma inauguração oficial: 1897. Logo, em 1912, ano da fundação do América F. Clube, a cidade era uma mera “debutante” de 15 anos.

A cidade nascia quase junto com uma partida eterna, que jamais terminará. Essa partida é o clássico América x Atlético, que já foi América x Athlético, clássico das multidões, galo x coelho, etc. Ao longo das Eras, atravessando ditaduras, cortinas de ferro, Guerras frias, tsunamis, terremotos no mundo, Copas, o clássico resiste a tudo.

Convencionalmente uma partida possui dois tempos. Essa já possui 2.404 tempos, já passou da esfera dos milhares. Começamos bem com a vitória de 1 x 0, gol do Júlio Cunha em 14 de Junho de 1914. Também em 1914 se deu a primeira goleada do COELHÃO, 4 x 0. O campeonato mineiro oficialmente começou como “campeonato da cidade” e só teve início em 1915. Sim, senhoras e senhores. O clássico é mais velho que até o Campeonato Mineiro. O clássico existe antes da estratosfera, das placas tectônicas, ouso a dizer que Caim e Abel estiveram cada um de um lado, vestindo os panteões dos dois clubes em algum embate do Prado Mineiro.

Foto de Marinho Monteiro ao lado de Jair BalaAo longo das décadas, o COELHO foi visto de formas diferentes. Era a máquina demolidora do Deca, depois o contestador do profissionalismo, a fênix da ressurreição da Nova Alameda, o resistente da tríplice coroa, o tradicional da era Mineirão, regido pelo maestro Jair Bala, o quase extinto dos anos 80,  a retomada das grandes vitórias em clássicos dos anos 90 e a reconstrução dos ano 2000.

Independente dessa forma como o América estava, era clássico o Coelho dar a vida no jogo mais importante do ano. E daí surgem exemplos épicos: como o Coelho, que mal tinha campo para treinar, ganhar de uma seleção atleticana com gol do Luís Carlos Gaúcho. Tradição não se explica. Essa partida tem vida própria.

Por ela ter autonomia na sua existência, ela não depende de campeonatos. Ela nasceu antes. Muitos do futebol moderno olham o clássico depois de olhar em que campeonato ele está inserido, ou até mesmo em qual fase, para atribuir relevância. O clássico vem antes disso tudo. Pode ser um inimistoso (amistoso não ouso dizer) ou uma possível semifinal de Libertadores (um dia chegaremos). Não importa. É América x Atlético, antes de tudo. Tem que vencer! Quando digo que é muito mais que 3 pontos, não significa o aspecto de pontuar somente na tabela. É o coração do perpétuo que está em jogo. É mais um tempo daquilo que nunca terá fim. É a auto estima para a nossa sobrevivência institucionalmente. Estranho, “eles”, que se julgam sempre superiores e nos tratam como “mequinha”, simplesmente cobiçam tudo que temos, desde o início da história. Estranho cobiçar aquilo que se julga inferior, não é? São incoerentes até nisso.

Isso não é de hoje:

– Fizeram de tudo para tomar o Independência.

– Fizeram de tudo para colocar arquibancadas metálicas do jeito deles.

– América, histórico revelador de talentos, sempre teve seus craques mega desejados pelos carijós. E pior, era “obrigatório”, na visão deles, passar para eles a preço de banana.

– Várias vezes em priscas eras queriam fundir as estruturas. Fundir no caso para o América deixar de existir e eles manterem todos os seus simbolismos na instituição.

– Usam o 9×2 como a maior partida deles contra o Cruzeiro. Sendo que o 9×2 foi uma partida do contexto dos DEZ anos de títulos seguidos do América. E justo o DECA do Coelho é ACHINCALHADO por eles. Estranho. Enaltecem uma partida e desdenham 10 canecos do mesmo contexto… Isso explica como um jogo pode ser maior que tudo. Sem contar que o Cruzeiro assumiu ter perdido de propósito para o América não abocanhar o 11º título seguido, confissão do zagueiro Ninão e já publicado no Estado Minas e no livro Futebol do embalo da nostalgia, do Plínio Barreto, citação na página 108. Sim, juntaram todas as forças para acabarem com o América. Até duas ligas foram feitas em 1926 para minar a máquina do DECA.

– Alegam ser o clube do povão sendo que tem os ingressos mais caros e o sócio-torcedor mais elitista do futebol mineiro. Chamam o nosso COELHO, o time das entradas mais modestas e populares, como excludente. América, justo o único clube fundado por negro em Belo Horizonte, Geraldino de Carvalho. Aquele formado por crianças que aceitavam tudo e todos em seu quadro, com o nome escolhido por uma menina num sorteio, Alda Meira, que aceitou até os dissidentes do Atlético na famosa briga de 1913, aonde gente lá de dentro saiu e prometeu acabar com eles, o que foi realmente feito, já que o deca campeonato de 1916-1925 foi construído com auxílio daqueles ex-alvinegros que juraram vingança. O nosso reduto até os dias de hoje é o ambiente mais familiar do futebol mineiro. É muito comum se cumprimentar aquele que jamais conversou com a gente, ou enturmar logo de cara. Por isso é comum muitos americanos irem sozinhos ao campo e mergulhar nesse universo de novas e antigas amizades.

Posso ficar o ano inteiro citando fatos. Um ano não é nada pra aquilo que é eterno. Assim, até na antiga “purrinha” na frente do Café Nice, se tiver um atleticano do outro lado, é vencer ou ganhar.

Aliás, é costumeiro conhecermos o clássico antes mesmo de ir ao jogo propriamente dito. Meu saudoso avô, me levando para o parque dos Mangabeiras, ao levar uma fechada acintosa na av. Afonso Pena, com todo pudor, avisa: “sai pra lá atleticano”. Para uma criança de cinco ou seis anos, entendia que era o pior dos xingamentos. E com o tempo, tive trabalho para “desfazer” essa lavagem cerebral.  Se bem que quando ouço o soar do apito de mais um tempo dessa batalha, aquela criança aparece ao meu lado caladinha e segura a minha mão. Há mais de 30 anos.

O Mineirão ou o Independência com um barulho ensurdecedor da vibrante massa rival, é o cenário que faz um modesto time americano encarar ataques milionários. São os dedos cruzados de cada americano. É o típico jogo em que até os que se foram descem à Terra para conferir.

Esqueço o campeonato, ou a fase. Em qualquer situação, balançar a rede alvinegra me faz a pessoa mais feliz do mundo.

Todos ao Independência para apoiar os comandados do Enderson Moreira. Eles passam, as camisas dos dois times continuam se digladiando. A camisa deles, eles torcem contra o vento. A nossa é mais pesada porque tem sangue jorrado pela luta da sobrevivência. E sangue não evapora como água do suor. Fica no tecido, marcado. Não sai nem com lavagem. Não torcemos contra o vento. Rimos dos furacões.

América, eu te amo.

Mário César Monteiro
twitter.com/MarioMonteirone


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Santo de casa não faz milagre…

Headere_Estatisticas_2018

Existe uma teoria de parte da torcida americana: técnicos mineiros no América respeitam demais a dupla fajuta.

Pra comprovar isso (ou não), o Decadentes fez um levantamento dos últimos 13 anos, de 2005 até hoje. Nesse período passaram pelo Coelhão 23 técnicos, mas somente 16 ficaram aqui tempo suficiente pra jogarem contra Atlético/Patético e Cruzeiro/Marias, são eles:

Os mineiros Léo Condé, José Angelo, Flávio Lopes, Vantuir Galdino, Procópio Cardoso, Alemão, Marco Aurélio, Mauro Fernandes, Moacir Junior e Enderson Moreira. E os forasteiros José Maria Pena, Nedo Xavier, Givanildo, Paulo Comelli, Silas e Sérgio Vieira.

Nesses 13 anos, jogamos contra a duplinha 52 vezes, entre amistosos e jogos oficiais, seja no mineiro, no brasileiro ou na primeira liga e nosso retrospecto geral é modesto: são somente 9 vitórias, 17 empates e 26 derrotas. Um aproveitamento de somente 28,2%.

Desses 16 técnicos, 10 nasceram em Minas Gerais e 6 são forasteiros. Entretanto, a quantidade de clássicos dirigidas por mineiros e forasteiros é bem próxima. dos 52 jogos, 28 foram dirigidos por mineiros e 24 por “estrangeiros”.

E, pelo menos neste período analisado, a teoria se comprova. Veja no quadro abaixo:

2005 a 2018 Vitórias Empates Derrotas Aprov
Técnicos Mineiros 2 9 17 17,9%
Técnicos Forasteiros 7 8 9 40,3%

Mesmo com 4 jogos a menos, os treinadores de fora das montanhas das alterosas têm um retrospecto maior que o dobro dos mineiros.

Dos citados acima, o que mais disputou clássicos é o velho  Givanildo “Mito” Oliveira com a marca de 18 clássicos nesse período sendo 6 vitórias, 8 empates e 4 derrotas, um aproveitamento de 48%.

Já nosso atual técnico, o mineiro Enderson Moreira (não confundir com o “Pospiranga”) não tem o mesmo desempenho, mesmo estando a quase 600 dias dirigindo o Coelhão mais heavy metal do mundo, não conseguiu uma única vitória em clássicos sendo 7 jogos até agora com um empate e seis  derrotas, retrospecto de 4,7%.

Veja nos quadros abaixo o retrospecto de todos os técnicos citados:

Técnicos Mineiros Vitórias Empates Derrotas Aprov.
Léo Condé 0 0 1 0,0%
José Ângelo 1 0 0 100,0%
Flávio Lopes 0 3 0 33,3%
Vantuir Galdino 0 0 1 0,0%
Procópio Cardoso 0 0 1 0,0%
Alemão 0 0 1 0,0%
Marco Aurélio 0 1 0 33,3%
Mauro Fernandes 1 3 5 22,2%
Moacir Junior 0 1 2 11,1%
Enderson Moreira 0 1 6 4,8%
Técnicos Forasteiros Vitórias Empates Derrotas Aprov.
José Maria Pena 0 0 1 0,0%
Nedo Xavier 1 0 0 100,0%
Givanildo 6 8 4 48,1%
Paulo Comelli 0 0 2 0,0%
Silas 0 0 1 0,0%
Sérgio Vieira 0 0 1 0,0%

Está na hora de pensar racionalmente e entender que em Minas existem três grandes: o América e outros dois  já citados acima, sendo assim é hora de  enfrentar a duplinha como se enfrenta o Vila Nova.

O América nada teme!

Sérgio Tavares e Ramon Gregório


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