De Letra – nº 1148


OLÁ, caros leitores semanais! Quem é Rafael Moura, ou quem era, sei lá? Um artilheiro que não faz gols em profusão, pelo menos, no meu Coelho. O cidadão voltou para as Montanhas, assinou contrato e, nem bem esquentou o lugar, já anunciou que está na hora de ir embora, para enganar em outras paragens. Pergunte ao distinto quanto ele está recebendo para não fazer nada, ou quase nada. Um gol aqui e outro acolá, o que, para mim, não passa de enganação…

ESTOU com o Jair Bala e o Otávio di Toledo e não abro! O nosso glorioso e querido América merece muito respeito. O que está pensando o tal de Moura? Ora, jogadores bem melhores, ao contrário dele, respeitaram o meu clube no tempo em que vestiram o nosso consagrado uniforme verde e branco, ocasionalmente preto. Ninguém tem o direito de desconhecer o passado glorioso do América Futebol Clube. Ora, meu clube foi respeitado por fantásticos jogadores como Tostão, Gilberto Silva, Zuca, Jair Bala, Euler, Juca Show e tantos outros. Muitos nem mineiros são, como Jair Bala, um capixaba quer saiu do Rio de Janeiro para brilhar no futebol mineiro e virar o maior ídolo da torcida americana. Veio e nunca mais votou ao Espírito Santo. E vive cantando “Cachoeiro, cachoeiro (do Itapemirim), fui para Minas Gerais para nunca mais voltar”…

PS – Realmente, sensacional o site “Decadentes.com.br”. Completo! Na segunda-feira, preciso o comentário do Matheus Laboissière do jogo do América contra o Galinho dos ricos (o paranaense, bem entendido). Tem de tudo: até belas estórias do Coelho, como uma histórica goleada de “mão cheia” no Galinho dos pobres (o mineiro, bem entendido), no início da década de 60, em que o hoje amigo Jair Bala marcou três golaços. Vamos em frente, amigos! O site nasceu para vencer. Parabéns…

[NOTA DO EDITOR: Assim a gente fica até encabulado. Obrigado, Miguel, principalmente por nos permitir republicar suas palavras aqui no site.]

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
Blog Miguel de Letra: http://migueldeletra.blogspot.com.br
Miguel Santiago publica originalmente em seu blog, Miguel de Letra, e carinhosamente cede sua lavra para ser republicada no Decadentes.

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Mais um capítulo da história

Recordar para inspirar: 

Dia: 17 de Maio de 1964.

Era o clássico das multidões. Um ano antes da inauguração do Mineirão. As batalhas eram até então no Independência, dividido ao meio.

A bola mal sai do círculo central e o América parte pra cima. Jair Bala estufa as redes logo no primeiro minuto. A torcida americana explode. O Atlético, visivelmente nervoso, até com jogadores discutindo entre si, não enxerga novo ataque americano. Jair Bala de novo, logo aos três minutos de jogo. 2 a 0. Técnico Bijú não se contém e pula como louco de alegria. Na divisa das torcidas, que mal tinham corda de isolamento, já eram vistos troca de sopapos entre atleticanos e americanos. O clássico na saída já era quente.

Zé Horta lá da defesa orienta e pede calma pra tocar a bola. Era o América administrando. Afinal, o clássico caminhava com o nosso 2 a 0. Fim do primeiro tempo. Segundo tempo o Atlético está enfurecido. Parte pra cima. A massa alvinegra exige a busca do resultado. Logo aos nove minutos, Viladôniga marca. O lado alvinegro explode. Jair Bala sinaliza pra ter calma. Americanos na arquibancada apreensivos. Atlético abre a caixa de ferramenta e tenta na pancada intimidar o Coelho. As veias dos narradores quase saltam. O clássico sacode o Independência. Logo aos 13 do segundo, com o Atlético partindo todo pro ataque, América arma o contra-ataque. Mortal. Dario prestes a marcar, a defesa do Atlético achando que podia fazer o que quiser, levanta o atacante americano a dois metros de altura na área. É pênalti senhoras e senhores. Sérgio corre e marca. Coelho 3 a 1. Nessa altura do campeonato, as táticas deram lugar para cada um buscar de qualquer forma o resultado. Aos 15, o defensor alvinegro Bueno marca. O Atlético tinha a fama de nunca entregar o resultado. Corriam até o fim. 3 a 2 e o coro da massa embalava que a virada estava chegando. Aos 21, Jair Bala, sempre ele, entra driblando e confere. Americanos davam cambalhotas nas arquibancadas. 4 a 2. América buscava essa diferença para ter tranquilidade nesse torneio triangular. Mas o Atlético não entregava os pontos. E aos 36, num momento em que os nervosismos estão à flor da pele, JAIR BALA, de novo, 5 a 2. Acaba a partida nos 45 cravado, o juiz já estava doido para encerrar, pois alguns mal perdedores já incitava do lado de fora acabar o jogo de “outra forma”, no braço.

Jair Bala, fantástico. Em 1964, só no Independência, marcou 25 gols pelo Mineiro. É o maior artilheiro do Independência por uma edição do Mineiro. Momentos que marcam uma vida toda. E que os novos torcedores precisam saber o legado pesado da camisa americana e sua vocação pela eternidade.

17 de Maio de 1964 : América 5 x 2 Atlético

Um momento na história.

Foto do time vice-campeão estadual de 1964.

Time vice-campeão estadual de 1964. Em pé: Klebs, Catocha, Zé Horta, Zé Ernesto, Murilo e Zé Emilio Agachados: Saci, Luizinho, Jair Bala, Dario Alegria e Sérgio.

Retomando o fôlego:
A história, além de tentar evidenciar os erros para aprendermos com eles, também possuem efemérides que inspiram. Inspirar porque a tradição exige uma responsabilidade para fazermos um presente melhor e um futuro promissor. O maravilhoso “Planeta América” está aí para não nos deixar mentir.

Esquadrão Enderson:

ademir

O COELHÃO 2018 proporciona uma organização jamais vista do América na era dos pontos corridos, na série de elite do futebol nacional.  Mesmo com substituições e variações de posicionamento, o time mantém o equilíbrio. Isso nos dá confiança para irmos pro clássico com a sensação que podemos sim buscar o resultado. Cabeça no lugar, podemos continuar na incrível série de vitórias em casa. Em pontos corridos, cada jogo não deixa de ser um mata mata. Pontos por pontos, traçaremos nossos objetivos. Apesar da confiança, sabemos das históricas adversidades. Por isso todo cuidado é pouco.

Todos à nossa CASA.

Abraço verde. 

Mário César Monteiro
twitter.com/MarioMonteirone

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Causos do América #2 – Jair Bala versus Nocaute Jack

No nosso segundo Causos do América, Jair Bala rememora uma história acontecida num clássico contra o Cruzeiro, quando ele se viu frente a frente com o lutador de telecatch e massagista celeste, Nocaute Jack.


Download MP3 – Clique com o botão direito do mouse e escolha Salvar como / Save As

Causos do América é um quadro quinzenal do Decadentes, onde atletas e torcedores contam as situações pitorescas pelas quais passaram com o Coelhão. no próximo episódio, o eterno capitão Wellington Paulo toma o microfone pra contar a sua história.

Quer contar o seu Causo? Grave sua história, pode ser no celular mesmo, e mande para contato@decadentes.com.br.

Agradecimentos: Jair Bala (Facebook, Twitter e Instagram) e BrandBola (brandbola.com) 

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