Adilson Batista e seus vovô-lantes

Ao assumir o comando do América depois da rápida e desastrosa passagem do Drubscky pela função, Adilson Batista disse que o uma das coisas que o motivou a aceitar o convite era o fato de que o nosso elenco contava com jogadores de qualidade e que a bola não queimaria no pé deles. Seguindo esta lógica, ele disse que para encarar a luta pelo rebaixamento e a situação difícil em que encontrara o time escalaria jogadores cascudos, reafirmando que eram os que a bola não queimaria no pé.

Colocando o discurso em pratica, Adilson mudou drasticamente o jeito da equipe jogar, os cuidados defensivos agora são ainda maiores que nos tempos do Posto, o time abdica de propor jogo mas tem pecado ainda em ser reativo, um exemplo disto pode ser visto nos últimos 8 jogos a equipe finalizou em gol num total de 10 vezes, com 6 delas resultando em gol.

Adilson

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Não há problema em se buscar o futebol reativo, esta proposta de jogo até se encaixa muito bem diante das limitações financeiras que temos para investir em elenco. O problema é que falta ao time a transição rápida para agredir o adversário e finalizar mais, pois não será sempre que vamos conseguir converter 60% das finalizações em gol, e esta falta de velocidade na transição nos traz um outro ponto do discurso do nosso comandante.

Aparentemente almejando o time em que a bola não queimaria no pé, Pardal Batista tem optado por volantes mais experientes (os sub-óbito do nosso elenco), e os dois volantes da base que vinham se destacando no time principal perderam espaço, e recentemente foram liberados para jogar pelo time de aspirantes. Isto poderia fazer sentido se realmente eles ainda estivessem verdes, se de fato a bola queimasse no pé deles, entretanto isto não procede.

O ápice desta proposta se deu no jogo contra o botafogo, poucos dias depois de liberar Christian e Zé para os aspirantes e jogando sem o Magrão, Adilson optou por escalar o time com 4 volantes: David (36 anos), Donizete (36 anos), Wesley (31 anos) e Juninho (30 anos), sendo que o Juninho começou como um ponta direita e Wesley mais avançado como um armador.

Zé Ricardo

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Moral do jogo, o time foi muito lento no jogo, não tinha transição rápida da defesa para o ataque e nossa melhor chance criada de gol foi uma bola enfiada para o Juninho, que, por não ter um cacoete ofensivo, não conseguiu aproveitar a chance para finalizar ou tentar sofrer um pênalti.

Isto abriu bastante discussão no último programa do decadentes, será que os vovô-lantes são mesmo melhores que os oriundos da nossa base? Bem, em minha analise subjetiva de desempenho e na objetiva de dados estatísticos, não.

Como sei que a análise subjetiva cabe muita discussão, até porque os parâmetros de gostos podem ser muito pessoais e contaminados por outros fatores para além do futebol jogado de fato, ater-me-ei a explanação dos números.

O que dizem os números?

Juninho (30 anos):  22 jogos, 55 desarmes totais, sendo 48 destes certos. Média de 2.4 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 7 interceptações, com uma média de 0.3 por jogo. Comete um número de 1.4 faltas por jogo, índice de 86.5% de passes certos e de 47.7% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.4 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 10 vezes, apresentando uma media 0.5 por jogo e tendo marcado 2 gols.

Christian (22 anos):  8 jogos, 16 desarmes totais, sendo 15 destes certos. Média de 2.0 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 6 interceptações, com uma média de 0.8 por jogo. Comete um número de 0.4 faltas por jogo, índice de 91.8% de passes certos e de 50% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.6 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 10 vezes, apresentando uma média 1.3 por jogo e tendo marcado 1 gol.

Magrão (33 anos): 15 jogos, 22 desarmes totais, sendo 20 destes certos. Média de 1.5 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 3 interceptações, com uma média de 0.2 por jogo. Comete um número de 1.3 faltas por jogo, índice de 88.1% de passes certos e de 60% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.9 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 13 vezes, apresentando uma média 0.9 por jogo e tendo marcando 2 gols.

Magrão

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Donizete (36 anos): 19 jogos, 24 desarmes totais, sendo 20 destes certos. Média de 1.3 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 8 interceptações, com uma média de 0.4 por jogo. Comete um número de 1.5 faltas por jogo, índice de 91.8% de passes certos e de 48.3% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.3 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 6 vezes, apresentando uma média 0.3 por jogo sem ter marcado nenhum gol.

David (36 anos): 6 jogos, 6 desarmes totais, sendo 6 destes certos. Média de 1 desarme por jogo. Conseguiu também fazer 4 interceptações, com uma média de 0.7 por jogo. Comete um número de 1.2 faltas por jogo, índice de 92.3% de passes certos e de 60% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.2 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 2 vezes, apresentando uma média 0.3 por jogo sem ter marcado nenhum gol.

Wesley (31 anos): 16 jogos, 10 desarmes totais, sendo 8 destes certos. Média de 0.6 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 1 interceptação, com uma média de 0.1 por jogo. Comete um número de 1.1 faltas por jogo, índice de 92.8% de passes certos e de 46.7% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.4 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 4 vezes, apresentando uma média 0.4 por jogo sem ter marcado nenhum gol.

Wesley

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Zé Ricardo (22 anos): 115 minutos jogados espalhados por 6 jogos, tendo feito 3 desarmes, todos eles certos e também tem 1 interceptação, média de 0.5 faltas por jogo, índice de 90.4% de acerto de passes e de 40% de lançamentos certos. Finalizou 3 vezes nestes 115 minutos, sem ter marcado nenhum gol.

Os meninos são alvi-verdes, mas não estão verdes

Os números do Christian impressionam, ele só fica atrás do Juninho em termos de desarmes por jogo, e só fica atrás do Donizete em termos de interceptação por jogo, somando as duas estatísticas não seria leviano especular que ele é o melhor recuperador de bolas do nosso elenco. Entretanto sua contribuição ofensiva é ainda mais impressionante, sendo o que mais finaliza em média e o segundo que dá mais passes para finalização, tendo já marcado um gol (e que golaço). No entanto, dos volantes que temos parece ser a última opção para o Adilson, não figurando nem no banco de reservas na maioria dos jogos.

Os números do Zé Ricardo ficam um pouco mascarados pela falta de minutos jogados, mas chama a atenção também a participação ofensiva dele nestes minutos, sendo que a maioria deles jogados no final de partidas, entrando mais para ajudar a segurar o placar. Vale lembrar que o Zé foi adaptado a posição de primeiro volante pelo posto, na base ele sempre saiu muito mais pro jogo, tendo sido inclusive utilizado na linha de 3 meias do 4-2-3-1 em algumas situações.

Cabe ressaltar que de fato Wesley e David deram uma melhorada em relação ao desempenho inicial de ambos, entretanto ainda sim, contribuem pouco defensivamente para o time, e a contribuição ofensiva que lhes seria o ponto mais forte deixa a desejar em relação a outras opções.

Treinadores de futebol são famosos por ser muito agarrados a suas convicções, mas espero que o Adilson Batista abra os olhos e de mais chances ao Christian e ao Zé Ricardo, a entrada dos dois não representariam apenas a rejuvenescida de nossa volância, trará ganhos de performance para além de acelerar bastante a transição. A chave para que o futebol defensivista atual se torne o tão aclamado futebol reativo pode passar por estes dois, pois teríamos tanto a pegada que nos faltou no último jogo, como velocidade na transição e um melhor poder de finalização. Continuar lendo

É hora de vencer um clássico!

Na verdade, já passou da hora de vencer um clássico. Pela 10ª rodada do Brasileirão, o América enfrenta o Atlético Mineiro nesta quinta-feira, 7 de junho, às 21h, na Arena Independência. É confronto direto: do atual 10º colocado contra o atual 11º. Em caso de vitória, o América ultrapassará seu rival e se aproximará da zona de classificação da Libertadores.

Pelo Campeonato Brasileiro, de 1971 até hoje, as duas equipes já se enfrentaram 16 vezes, com ampla vantagem para o time de Vespasiano. São 9 vitórias alvinegras, 5 empates e apenas duas vitórias americanas.

O América

A equipe americana vem de importante vitória por 3 x 1 contra o xará paranaense do nosso próximo adversário. Uma vitória imponente e com um futebol bem jogado. A moral americana poucas vezes esteve tão alta para um clássico regional. Mas, o retrospecto em clássicos da equipe dirigida por Enderson Moreira é uma verdadeira pedra no sapato. O treinador americano, com mais de dois anos no cargo, nunca conseguiu vencer uma partida contra Atlético ou Cruzeiro.

A hora é esta! O momento é bom, a equipe vem jogando bem, principalmente no seu estádio, e o adversário vem de uma campanha bem irregular. O América terá os prováveis retornos de Leandro Donizete e Luan. O volante recuperou seu bom futebol no América e o seu retorno traz mais segurança o sistema defensivo do time. Já o atacante é um jogador brigador e acostumado com clássicos. Mas, a atenção do torcedor americano está em Ademir. O atacante, que veio do Patrocinense, tem entrado muito bem nas partidas. Um jogador rápido, agudo e que “faz fumaça” nas defesas adversárias. O time de Vespasiano tem uma defesa lenta, o que pode ser a situação ideal para Ademir.

Leandro Donizete

Foto: Mourão Panda (@photompanda)/ América-MG

O Atlético

A equipe de Vespasiano começou muito bem o Campeonato Brasileiro. Mas, essa boa fase inicial deu lugar a uma irregularidade recente. Com um treinador ainda interino, Thiago Larghi, o Atlético segue em busca de uma equipe titular e de um padrão de jogo. O ponto fraco da equipe é o seu sistema defensivo. O goleiro Victor não é mais o mesmo, apresentando insegurança e falhas constantes. Os laterais, zagueiros e volantes deixam um bom espaço para a equipe adversária trabalhar. É um time espaçado defensivamente. Com os possíveis retornos de Patric e Leonardo Silva, o sistema defensivo atleticano fica mais lento.

Em contrapartida, possuem um ataque rápido e eficaz. O bom Ricardo Oliveira (olho nele, América) é municiado por Cazares, Luan e, principalmente, por Roger Guedes, que tem sido o grande destaque da equipe neste início de campeonato. É um time, também, muito perigoso nas cobranças de faltas próximas à área. Mesmo com a saída de Otero, essa ainda é uma arma da equipe, com Cazares assumindo as cobranças. E o América, em especial o zagueiro Matheus Ferraz, tem dado essas chances para os adversários.

Arquibancada verde

O América é o mandante da partida em seu estádio. A presença do torcedor americano é importantíssima para o sucesso do time dentro de campo. A diretoria americana está promovendo algumas ações visando um grande público americano. Em uma delas, o sócio Onda Verde terá o direito de levar, gratuitamente, dois acompanhantes. Além disso, o sócio que levar os dois acompanhantes concorrerá à camisas oficiais do clube.

Para esta partida, o torcedor poderá comprar ingressos na loja do América, bilheteria da rua Pitangui, Loja Aqui, Quiosque Loja Aqui e Postinho Alaska.

Para mais informações sobre ingressos, clique aqui.

Possível escalação do América: Jory; Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Giovanni; Leandro Donizete, Juninho (Cristian) e Serginho; Aylon, Luan e Judivan.
Treinador: Enderson Moreira.

Possível escalação do Atlético: Victor; Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Juninho; Adilson; Luan, Gustavo Blanco, Cazares e Róger Guedes; Ricardo Oliveira.
Treinador: Thiago Larghi.

Decadentes

Você também acha que o América tem pouco espaço nas mídias convencionais? Então, conheça o Decadentes: a única mídia feita por americanos para americanos. O Decadentes, como de costume, fará um programa pós-jogo dessa partida. Será na sexta-feira, 8 de junho, 20h, neste link. Para acompanhar, é só clicar no link próximo ao horário do programa. Você também pode solicitar um lembrete do início do programa. Basta clicar neste link e, depois, clicar em “definir lembrete”.

Ficha do jogo
Onde: Arena Independência
Quando: quinta-feira, 7 de junho, 21h
Motivo: 10ª rodada do Brasileirão 2018
Arbitragem: Braulio da Silma Machado (CBF), auxiliado por Kleber Lucio Gil (FIFA) e Neuza Ines Back (FIFA)
Transmissão: Premiere e Sportv (menos para região metropolitana de BH)

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali

Créditos da Foto de Capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

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Pós-jogo: América 1 x 0 Botafogo

A tarde fria de domingo, 20 de maio de 2018, ficou marcada por mais uma vitória pra cima do nosso freguês de Série A: o Botafogo. E, mais que os três pontos, o triunfo valeu pela bela apresentação da equipe americana e pela manutenção de 100% de aproveitamento dentro de casa no Brasileirão. Um primeiro tempo em que o América conseguiu se impor em seus domínios e encontrou facilidades para criar boas jogadas no terço final do campo. As duplas de beirada de campo se entenderam bem e, tanto defensiva quanto ofensivamente, Luan e Giovanni pela esquerda e Norberto e Aderlan pela direita, conseguiam segurar o pouco inspirado ataque alvinegro e levar perigo para a zaga do time da estrela solitária.

Já no segundo tempo, como era de se esperar, a intensidade do jogo diminuiu. Porém, nada que ameaçasse a superioridade americana na partida. Se na partida contra o Ceará tivemos 3 substituições desastrosas, desta feita as 3 mudanças feitas pelo técnico Enderson Moreira funcionaram e o time ganhou fôlego para seguir tentar abrir o placar. E, confirmando isso, o gol saiu aos 32 minutos do segundo tempo, em jogada de dois atletas vindos do banco de reservas: assistência de Rafael Moura e finalização de Juninho.

Juninho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Depois do placar inaugurado, foi a vez do América segurar o Botafogo, dessa vez no momento certo: no fim do jogo – e não na virada para o segundo tempo, como na partida contra o Ceará. E os minutos finais seguiram com certa tranquilidade, com o América tomando os seus cuidados defensivos, mas sem abrir mão dos contra-ataques. Com a vitória, a equipe americana subiu para a 6ª colocação no Campeonato Brasileiro.

Destaques individuais

Escolhido como Bala do Jogo, em votação no programa Decadentes sobre a partida, o volante Leandro Donizete precisou de poucas partidas para se adaptar e se tornar o “dono do meio campo americano”. Com a garra de sempre, a liderança espontânea de um verdadeiro líder e um futebol de alto nível, o xerifão americano foi, novamente, o jogador que mais acertou passes na partida.

Juninho entrou no fim do primeiro tempo, após contusão do Zé do Coelho, e correu mais que notícia ruim. O volante americano, como de costume, esteve presente em todos os espaços do campo, sempre pressionando os alvinegros e recuperando a posse de bola em várias oportunidades. A apresentação dele acabou premiada com o gol.

Outro destaque, além dos habituais Messias e João Ricardo, foi o zagueiro Matheus Ferraz. Alvo de desconfiança da torcida (e deste humilde colunista), o Maldini Americano (mais pela aparência do que pelo futebol) voltou a jogar bem e, desta vez, contra um ataque mais forte e com mais recursos do que o último adversário.

Maldini Americano

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Tempos dourados

Um uniforme lindo para um time que jogou bonito. Ahhhh, que coisa linda ver a nova versão do manto americano em campo! Confesso que, de perto, não gostei da aplicação do nosso escudo: muito pequeno e no mesmo tom da camisa. Mas, olhando das arquibancadas para o gramado, nosso novo 3º uniforme estava imponente e elegante como sempre. O verde escuro e o dourado trouxeram a diferença necessária para um 3º uniforme e o requinte que as camisas americanas costumam ter. Parabéns para o fornecedor de material esportivo e para a direção americana!

Novo uniforme

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Ficha do jogo

O América foi a campo com João Ricardo; Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Giovanni; Leandro Donizete, Zé Ricardo (saiu para a entrada de Juninho) e Serginho (saiu para a entrada de Ruy); Aderlan, Luan e Judivan (saiu para a entrada de Rafael Moura). Treinador:Enderson Moreira.

O Botafogo jogou com  Jefferson; Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson (saiu para a entrada de Moisés); Rodrigo Lindoso, Gustavo Buchecha, Matheus Fernandes e Luiz Fernandes; Renatinho (saiu para a entrada de Aguirre) e Brenner (saiu para a entrada de Kiesa). Treinador: Alberto Valentim.

Gol: Juninho para o América, aos 32 minutos do segundo tempo
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

Próximo jogo

O América volta aos gramados já nesta quarta-feira, 23 de maio, às 21h45, contra o Palmeiras, em São Paulo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Com a derrota por 2 x 1 no jogo de ida, o Coelhão tem a dura missão de reverter a vantagem dos pulistas. Já pelo Brasileirão, o time volta a jogar no domingo, às 19h, contra o São Paulo, novamente no Independência.

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali

Créditos da Foto de Capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

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Sonhos não envelhecem

Na manhã deste domingo, começa um novo sonho americano, o de permanecer na Série A.

Em minha cabeça, jogos de manhã sempre trazem uma alegria simples;  a primeira vez que me lembro de um jogo de manhã foi aquela final maravilhosa de 97. Mais de 15.000 presentes no “Campo do Sete”, gol de falta do Celso e uma explosão de alegria, de camisas, de fogos, de todas as frustrações que a torcida americana  sempre viveu. Vi o jogo ao lado de Ari, ex-jogador do coelho, de muletas e sentindo os joelhos, me lembrando que o futebol cobra seu preço.  O gol de falta de Celso ainda viaja na minha cabeça, incandescente como um cometa. As lágrimas de Ari ao fim do jogo são o eterno lembrete dessa coisa bonita que é torcer pro América.

Nosso sonho em 2018 é humilde, mas difícil: Ser melhor que 4 dos 20 times que compõe a primeira divisão do futebol brasileiro. A quem gosta de números, cabalísticos 45 pontos nos separam do sonho. Estou mais otimista para 2018 do que estive nas duas últimas tentativas. Ao que parece, o planejamento do América está em ordem para esse ano. Ou pelo menos, mais em ordem do que estava. Temos um elenco equilibrado e compatível com as restrições financeiras, em que me agrada muito essa mescla de jovens e experientes. Temos um técnico que, embora divida opiniões,  tem capacidade pra ser técnico na Série A.  Se o futebol do time do Enderson não é vistoso, é preciso que seja objetivo.

Jogamos contra o Sport, que em teoria disputa conosco o escape do rebaixamento. Acredito na vitória. Uma vitória na abertura do campeonato é ótima pra melhorar o ambiente, além do fato de que cada 3 pontos são preciosíssimos em um campeonato de pontos corridos.

Mineiro x Brasileiro

Apesar do otimismo, a preocupação que tenho se deve ao fato de que o time não foi posto à prova em condições mais parecidas as que teremos na Série A. No Mineiro, contra os times do interior, jogamos com a obrigação de propor o jogo, situação que raramente encontraremos, a não ser contra times da prateleira de baixo e em casa. Na maioria das vezes, jogaremos em uma proposta mais defensiva. Os três jogos contra a turma que usa camisa de presidiário, sinceramente, não levo em conta em função da excessiva interferência externa. E contra as meninas azuis, entendo que a comparação é complicada, pois o elenco Smurf é bem mais qualificado que o nosso. E ainda assim, foi um jogo em que poderíamos ter saído com a vitória.

Penso muito no Corinthians, do Fábio Carille, que começou seu trabalho com uma proposta semelhante. Com humildade e Rodriguinho regulando, conseguiu muito mais do que se propunha originalmente. O elenco do Corinthians era extremamente limitado e ainda assim, o time deu liga e de 3 em 3 pontos, conquistou o campeonato. Mesmo sabendo da diferença de orçamentos e elencos, acredito que conseguiremos ser melhores que pelo menos 4 times. A tática do Enderson é paciente, calma e até por vezes irritante. Mas como a água que faz ceder a pedra, precisamos acreditar no trabalho.

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Foto:Mourão Panda(@photompanda)/América

Gente nova no CT

Para o Campeonato Brasileiro, teremos quatro novidades: Judivan, Ademir, Ricardo Silva e Leandro Donizete. Judivan é a maior das interrogações. Como tenho dito no programa, 2018 é o ano de retomada em sua carreira. Futebol ele já provou que tem. O que não teve na carreira foi saúde. Assombrado por contusões, retorna da mais grave delas. Se voltar bem, fará a diferença. Ademir fez um belo campeonato mineiro pela Patrocinense e no nosso jogo de estreia já o tinha elogiado. Rápido  e bom de passe. Ricardo Silva vem preencher a vaga de quinto zagueiro do elenco, mas sinceramente não conheço seu futebol para emitir um parecer. Fez parte da zaga que rebaixou o Atlético Goianiense, mas não sei de sua participação efetiva. Já Leandro Donizete é uma escolha estratégica, pois pode cumprir papel duplo dentro e fora de campo. Há muito tempo eu digo que Zé Ricardo precisa de um Rafael Lima. Explico: Messias melhorou muito seu futebol tendo um zagueiro experiente do seu lado, que deu confiança a ele para trabalhar sua saída de bola e seus desarmes. Zé Ricardo, com um companheiro que forneça confiança e experiência pode render mais. Fora de campo, um jogador rodado como ele mantêm o grupo alerta, inquieto e ativo. Que não deixe o temperamento subir e sofra com os cartões e expulsões que marcaram algumas de suas fases. A maturidade é a mãe da parcimônia.

Além disso, a volta de Matheusinho é esperada para mês que vem. Após um longo período parado, volta como interrogação, mas espero um bom futebol dele. O time de 2018 parece estar mais estruturado para absorver seu talento

Coluna Social

Aproveito essa coluna para mandar felicitações ao excelente casal que se casa essa noite, Walisson e Nayara. Walisson, companheiro de programa e de colunas, convenceu a Nayara, simpatia em pessoa,  a viverem uma vida juntos. Querida Nayara, casar com um americano e pior, fanático, é provação para uma vida inteira. Americano fanático é um pleonasmo, porque os não-fanáticos desistiram desse time muitos anos atrás. Tenha certeza que uma pessoa que é capaz de amar assim, também será capaz de dividir esse amor com você. Quando me casei, disse a minha esposa que eu tinha dois amores na vida, ela e o América. Enquanto um não reclamasse do outro, tudo estaria bem. Como o América não reclamou dela, acredito que ela se resignou a não reclamar dele também. Mesmo quando chega uma camisa nova pra sempre crescente coleção. Nossa loucura pelo América é parte do que somos. Continue indo com o Walisson aos jogos, porque amor com amor produz amor infinito.

Um grande abraço a todos e vamos encher o “Campo do Sete” no domingo!

Jairo Viana
twitter.com/jairovianajr


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Crédito da foto de capa – Reprodução: Super Esportes

Mercadão

foto da seção de frutas, verduras e legumes de um supermercado.

Estamos a uma semana do início do Campeonato Brasileiro e as tão esperadas contrações, ainda nada. Após a desclassificação da equipe no Campeonato Mineiro, apenas o atacante Ademir foi contratado. Esse, por sinal, uma aposta que vai fazer de tudo para alavancar sua carreira, pois tem no nosso América a grande chance.

Alguns vão pensar, mas e o Judivan? Devemos lembrar que o Judivan chegou entre as semifinais do Mineiro. Apenas foi anunciado posteriormente. Na minha humilde opinião, poderá ser um dos nossos destaques.

E quais jogadores estariam disponíveis no mercado? Quem não está sendo aproveitado em seus times?
Realizei uma pesquisa nas equipes que participam das três principais divisões do Campeonato Brasileiro e atletas sem contrato. Certamente, os jogadores citados que pertencem à clubes da Série A, são jogadores que não estão sendo bem aproveitados em seus elencos. Pois bem, vamos aos nomes e uma rápida descrição do jogador:

ZAGUEIROS
Bruno Rodrigo (sem clube) : zagueiro de 32 anos, está disponível no mercado desde o início do ano. Se destaca pelo bom jogo aéreo. Tem em seu currículo dois títulos do Campeonato Brasileiro (Cruzeiro) e dois da Libertadores (Santos e Grêmio).
Juninho (Palmeiras): atleta de 23 anos, se destacou no Campeonato Brasileiro da Série A de 2015 pelo Coritiba. Foi contratado pelo Palmeiras em 2017 e não conseguiu se firmar entre os titulares. Com 1,86 m de altura, pode ser útil nas bolas aéreas.
Fred (Juventude) : jogador rodado, tem 28 anos. Se destacou também na Série A de 2015 pelo Goiás, sendo o zagueiro que mais marcou gols na competição, seis no total. Posteriormente jogou por Grêmio e Vitória, e é titular da equipe alviverde de Caxias. Destaca-se na bola aérea e nas cobranças de falta.
Outros nomes de destaque: Luan Peres (Ponte Preta, 23 anos) e Victor Ramos (sem clube, 28 anos)

LATERAIS DIREITO
Maicon (sem clube): experiente lateral de 36 anos. Campeão da Liga dos Campeões (2010/2011), Copa das Confederações (2005, 2009). Foi considerado o melhor lateral da Copa do Mundo de 2010. Em uma posição tão carente no futebol brasileiro, pode agregar muito.
Bruno (São Paulo): jogador de 32 anos. Se destacou por Figueirense e Fluminense, antes de chegar no São Paulo FC em 2015. É um jogador interessante, mas com lesões que atrapalharam nos últimos anos. Está em seu último ano de contrato com o tricolor paulista.
Leandro Silva (Ceará) : atleta que já passou pelo Coelho em 2013, e foi bem. É um jogador ofensivo. Foi titular do time do Avaí ano passado e do Figueirense em 2016. Este ano está na reserva do Ceará.
Outros nomes de destaque: Ayrton (CRB, 32 anos) e Wellington Silva (sem clube, 30 anos).

LATERAIS ESQUERDOS
Carlinhos (sem clube): lateral de 31 anos. Oriundo das categorias de base do Santos, teve seu auge no Fluminense em 2012, quando ganhou a bola de prata.
Guilherme Siqueira (sem clube) : com passagens por equipes importantes do futebol mundial como Internaziole, Benfica e Atlético de Madrid nos últimos anos. O lateral de 31 anos está sem contrato, e chegou a ser especulado pelo Corinthians.

VOLANTES
Jean (Corinthians): o jovem de 23 anos se destacou pelo Paraná, e foi contratado pelo Corinthians em 2016. Emprestado ao Vasco, no ano passado, teve ótimo desempenho, inclusive por ter sido o jogador que mais desarmou no campeonato brasileiro. Perdeu ainda mais espaço no elenco da equipe paulista, após a chegada de Ralf.
Leandro Donizete (Santos): volante de 35 anos. Destaca-se pela forte marcação. Característica importante, principalmente, em equipes que brigarão contra o rebaixamento. O Santos esteve disposto à negociar o jogador no início do ano. Foi aproveitado nos últimos jogos do Santos pelo Paulista, mas claramente não será a primeira opção de Jair Ventura. Jogador tem interesse de voltar à Belo Horizonte.
Fabinho (Internacional): volante com boa saída de bola e marcação. Chegou ao Internacional após se destacar no Campeonato Brasileiro de 2015 pelo Figueirense. Aos 31 anos, não está sendo aproveitado pela equipe gaúcha. Já jogou improvisado na lateral direita.
Outros nome: Ronaldo (Flamengo, 21 anos) e Arevalo Rios (Uruguaio, sem clube, 36 anos).

MEIAS
Regis (Bahia): meio campista articulador. Teve grande destaque na equipe do Sport em 2014. Em 2017 foi um dos destaques da conquista da Copa do Nordeste do ano passado pelo Bahia. Atualmente é reserva da equipe e tem 25 anos.
Renato Caja (sem clube): camisa 10, tem bom passe, chute de média e longa distância e tem como principal característica, ser articulador das equipes por onde passa. Está com 33 anos, e sem clube desde o início da temporada.
Nadson (Chapecoense): atleta se destacou no vice campeonato da Caldense no Campeonato Mineiro de 2015 e foi contratado pelo Sampaio Correa. Se destacou no Paraná ano seguinte, e foi contratado pela Chapecoense em 2017. Tem contrato até o fim de 2018 e se destaca por ser articulador de jogadas, driblador e ágil. Não está sendo aproveitado pela equipe catarinense no time titular.
Outros Jogadores: João Pedro (Atlético Paranaense, 21 anos), Hyoran (Palmeiras, 24 anos), Thiago Galhardo (Vasco, 28 anos), Cleiton Xavier (Vitória, 35 anos), Matheus Galdezani (Coritiba, 26 anos), Anderson (ex-Inter, sem clube, 29 anos) e Carlos Alberto (ex-Porto, sem clube, 33 anos).

ATACANTES
Clayton (Atlético Mineiro): Jovem atacante de apenas 22 anos. Vem se recuperando de cirurgia no joelho e parece que não terá chances na cahorrada. É veloz, e poderia ser uma boa opção para qualquer time da série A.
– Artur (Palmeiras): outro jovem jogador, que se destacou ano passado pelo Londrina. Tem 20 anos, e não vai ter oportunidades na equipe estrelada do Palmeiras. Jogador que parte pra cima da defesa adversária e de muita velocidade.
Nilmar (sem clube): Experiente no mundo do futebol. O jogador de 33 anos, é muito habilidoso e bom finalizador. Interrompeu a carreira no fim do ano passado por conta de depressão. Se voltar ao futebol, pode ser uma ótima alternativa. Vale lembrar, quem em uma recente entrevista, o atacante Rafael Moura disse que Nilmar, foi seu melhor parceiro dentro de campo.
Outro Jogadores: Thiago Ribeiro (ex-Santos, sem clube, 32 anos), Rhayner (Vitória, 27 anos), Hyuri (Atlético Mineiro, 26 anos), Rafael Marques (Cruzeiro, 34 anos).

CENTROAVANTES
– Lucca (Corinthians): atacante de 28 anos que foi destaque da Ponte Preta ano passado, não tem espaço na equipe do Corinthians. Pode jogar centralizado, ou pelos lados do campo. Tem boa finalização e dribla bem.
Gustavo (Fortaleza): recuperou o bom futebol no Fortaleza este ano. É um dos principais artilheiros no Brasil neste início de ano. Está emprestado pelo Corinthians, talvez a procura de um clube da série A, poderia tirar o jogador da equipe Cearense.
Outros jogadores: Cristaldo (argentino, ex-Palmeiras, sem clube, 29 anos), Ederson (Atlético Paranaense, 29 anos), Rodrigão (Santos, 24 anos), Wallyson ( ABC, 27 anos).

Bom meus amigos, é isso. Nomes no mercado não faltam. Acredito muito em nossos dirigentes e na capacidade das pessoas que cuidam da Análise e Estatísticas.
Com ou sem contrações, iremos apoiar o Coelho este ano, mas esperamos ter uma equipe forte para a Série A.

Já temos um encontro marcado no Pardal as 09h30 do domingo que vem. Então, até lá.

Rainer Radicchi
twitter.com/rainerradicchi


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