Coelhão soma 3 pontos: vitória obrigatória e merecida

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Foto: Mourão Panda / América

O América poderia ter tido resultados melhores nas duas partidas anteriores. Contra o São Paulo, o árbitro fez o serviço e nos atrapalhou de no mínimo empatar. Diante do Corinthians levamos azar, era jogo para 0 a 0. Apesar de não termos merecido as derrotas, fato é que perdemos as duas, o que nos obrigava a vencer o Atlético Paranaense. Afinal, nosso objetivo é manter distância da zona de rebaixamento e fazer uma Série A sem sustos.

E a meta não só foi alcançada, como tivemos vários pormenores a ser comemorados. Empatar um jogo no minuto seguinte mostra a confiança dos jogadores. Virar e ainda matar o jogo, dando tranquilidade a todos, é prova de que o Coelhão tem força suficiente para enfrentar os times da Série A. 

O que teve de bom

Dessa vez, Enderson Moreira acertou nas duas substituições que fez, já que foi obrigado a colocar Giovanni no primeiro tempo – só demorou um pouco para efetuar a primeira. Gerson Magrão saiu para a entrada de Ademir que, mesmo se não tivesse marcado o gol, teria sido uma mudança acertada do técnico. O adversário deu uma cansada no segundo tempo, e o América precisava desesperadamente da vitória. Valia a pena arriscar os quatro atacantes.

Com o placar favorável, foi correta a saída de Judivan, que já estava muito cansado, para a entrada de Aderlan. O time não foi para trás, mas ficou um pouco mais protegido na marcação. Tanto que Aderlan apareceu dentro da área para dominar e rolar para o bonito gol de Ademir – Luan nunca faria o gol, pois fecharia os olhos e enfiaria o petardo, isolando a bola!

Serginho fez dois gols, mas não foi o melhor em campo. Ainda no primeiro tempo, perdeu um gol ridículo ao chutar em cima do goleiro, era só mirar o canto – é o tipo de gol que não se pode perder na Série A.

Vários jogadores foram muito bem na partida, mas o destaque fica para Juninho. Marcando mais atrás ao invés de ir lá na intermediária ofensiva pressionar o adversário, nosso volante deu mais força defensiva ao time. Porém, ele foi ainda melhor quando tínhamos a bola lá na frente, participando da troca de passes. Seu único erro foi no toque para Messias, que também errou ao querer recuar a bola para Juninho ao invés de jogar para a lateral. Nota-se que são erros que não podem ocorrer na Série A, ainda bem que foi contra o Atlético Paranaense.

Outra grande partida foi a de Christian, que conseguiu rodar a bola no meio-campo e deu um belo lançamento para Aylon na esquerda, no lance que originou o cruzamento deste para a virada do América.

O que podemos melhorar

América Coelho

Foto: Mourão Panda / América

O América foi melhor que o adversário no jogo inteiro, mas não poderia ter tomado um gol como aquele. O motivo foi o grande risco que Jory impôs ao time na saída de bola. Ele estava fazendo isso desde o início da partida, o América já havia errado uma saída num lance anterior, mas o goleiro americano continuou agindo da mesma forma. Contra o Atlético Paranaense, que marca em cima na reposição de bola, o melhor era chutar para longe, preferencialmente na direção de Aylon, que sabe fazer o pivô. Isso se chama estratégia. Nem é necessário falar de uma bola que passa no meio da barreira, né? 

Sugestões

Outro que finalmente fez um bom jogo foi Judivan, que foi melhorando no decorrer da partida. Detalhe que ele se destacou nas assistências, como se fosse um ponta entrando na área. Será que não vale Enderson testá-lo como segundo atacante, deixando Aylon de centroavante? Aylon tem porte físico para proteger a bola e fazer o pivô, mas às vezes erra aquele passe mais vertical, o definitivo para um lance perigoso. No mínimo, os dois deveriam trocar mais de posição ao longo da partida, pode ser uma boa arma do América.

Ademir já vinha entrando bem e agora marca seu primeiro gol. Que ele continue começando os jogos no banco de reservas e seja uma arma importante quando o América precisar de gols ou estiver mandando bem nos contra-ataques.

O que falta ao América? Somar pontos contra o chamado G12, nem que seja com empates. Se conseguirmos isso, estaremos cada vez mais próximos da permanência na Série A. Detalhe curioso: demoramos um turno inteiro para alcançar 13 pontos na Série A 2016, algo que atingimos em 2018 com apenas nove rodadas.

Estamos no caminho certo! Precisamos apoiar mais esse Coelhão, viu?

Matheus Laboissière

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Torcida do América precisa ir mais aos jogos

 

América

Foto: Mourão Panda / América

Os números são claros: o Coelhão tem a segunda pior média de público da Série A até aqui, com pouco mais de 4.500 torcedores por partida – contando a correção do público diante do Botafogo, o que o globoesporte ainda não fez. Só o Vasco está logo atrás, e sabemos que eles têm todas as chances de nos ultrapassar. Mas não desejo o aumento da torcida nas arquibancadas apenas para fins estatísticos. Mais americanos no NOSSO ESTÁDIO Independência significa muito mais do que isso…

 

Pressão na arbitragem

Vocês viram o que aconteceu a um minuto do intervalo do jogo contra o São Paulo. É verdade que foi pênalti, mas é porque foi contra o São Paulo. Normalmente não se marca lances assim, ainda mais a favor do América.

Além disso, o senhor Bruno Arleu de Araújo, o dono do apito, marcou todas as faltinhas a favor do São Paulo, mas quase nenhuma para o América. Onde estavam os cartões para o time visitante? Em algum lugar bem oculto das vestimentas do árbitro, possivelmente bem difícil de acessar. No cômputo geral, pode-se dizer que o árbitro freou o ímpeto do Coelhão, que também cometeu seus erros, claro.

Com mais torcida no estádio, a pressão sobre a arbitragem a cada lance teria aumentado, talvez inibindo-a de dar alguma falta ou cartão. Não é balela afirmar isso. Diante do Botafogo, salvo engano, a reclamação da torcida resultou num amarelo para um jogador adversário que o árbitro não daria sem o barulho.

 

Pressão no adversário

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Foto: Mourão Panda / América

Se as decisões do árbitro podem ser de alguma forma influenciadas, a presença de mais americanos no Independência também pode acuar o adversário. Ainda mais levando-se em conta o sistema de jogo de Enderson Moreira, que ficou mais equilibrado depois da entrada de Aderlan em lugar da formação com três atacantes – falta melhorar a recomposição, principalmente após a bola parada a nosso favor, pois não podemos cometer erros crassos nos grandes embates da Série A.

 

Qualidade do time

O América está jogando as partidas, construindo lances ofensivos, levando perigo a todos os adversários. Diante do São Paulo, não fosse o pênalti marcado na boca do intervalo, a partida se desenhava para uma virada do Coelhão, que estava muito bem. Não nos esqueçamos dos outros três pontos tirados de nós contra o Ceará, dessa vez de forma clara e reconhecida pela própria CBF.

Hoje, o americano que olha para a tabela da Série A e observa o América na 11ª posição com dez pontos, quatro acima da zona de rebaixamento, não pode achar que a situação está ruim. Nas participações anteriores, costumávamos estar como Paraná e Ceará: sem vitórias, na lanterna e já apontados como virtuais rebaixados.

 

Vá ao estádio!

Portanto, cabe a nós torcedores comprar os ingressos ou fazer o sócio-torcedor, não importa. Precisamos estar presentes em carne e osso nas arquibancadas do NOSSO ESTÁDIO Independência, pois isso não fará diferença apenas na média de público.

O elenco e a comissão técnica merecem esse voto de confiança, pois estão nos mostrando que podemos, sim, continuar na Série A em 2019. Temos que dar nossa parcela de contribuição durante todos os 90 minutos em casa daqui para frente, pois podemos fazer a diferença a nosso favor!

TODOS AO INDEPENDÊNCIA. PARA, JUNTOS, FAZERMOS HISTÓRIA.

Matheus Laboissière

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América precisa acreditar em si mesmo para evoluir

Não tenho dúvida de que o Coelhão conta com os melhores jogadores para a Série A dentre as nossas participações nos pontos corridos.

O jogo diante do Flamengo mostrou isso. Por várias vezes, principalmente nas trocas de passes no ataque e nas claríssimas chances de gol que criamos e perdemos. Cometemos erros? Sim, isso será explicado, com detalhes, ao longo do texto. Mas não foi isso que resultou na derrota.

O América perdeu do Flamengo porque os jogadores não balançaram as redes. Faltou personalidade para alguns, como Aylon (no início do lance do segundo gol, ele deveria ter feito a falta para matar o jogo; era cartão, mas tático), Serginho e Marquinhos. Todo o elenco, principalmente esses atletas citados, precisam acreditar 100% em sua capacidade.

Os gols não saíram porque os jogadores hesitaram por um instante, não se sentiram 100% confiantes para soltar o pé e acabar chutando mais forte, sem cobrar de si, colocando pressão sobre eles próprios. Teve também a parcela de azar, como no belo chute de Carlinhos, que fez exatamente o que precisava. Se a bola vai um pouquinho pro lado era GOLAÇO!

A falta de personalidade pode até influenciar a falta de sorte.

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Foto: Daniel Hott/América

Foi exatamente isso que Leandro Donizete não teve em seu primeiro lance. Poxa, era a estreia dele no América, mas e daí? Foi lá e chutou com personalidade, tendo certeza de que faria o gol. Obrigou o goleiro do 7 a 1 (essa mancha nunca será apagada!) a fazer uma boa defesa. Leandro Donizete pode ajudar muito os companheiros a encontrar essa personalidade.

ACREDITEM, JOGADORES! Não falta muito para começarmos a evoluir de fato e conseguirmos os resultados que merecemos! Assim sendo, a campanha na Série A vai atingir um nível bem maior do que esperamos.

Onde mais podemos melhorar

Nota-se que a pegada da primeira parte do texto é mais psicológica do que técnica. A partir de agora, é o momento de analisar o futebol em si. Tivemos dois jogadores MUITO ABAIXO dos outros, tanto na parte técnica quanto na mental: Luan e Rafael Moura.

O nosso centroavante não tem condições físicas de ser titular, pelo menos não agora. Rafael Moura não consegue sair do chão para disputar a bola, por isso ela não chega nele. Nas divididas, perde-as todas. Na única finalização que teve, de cabeça, era pra acertar o ângulo, mas ele mirou em cima do goleiro do 7 a 1. Eu defendi a vinda de Rafael Moura, mas isso não impede que eu defenda a saída dele do time titular neste momento. É menos um em campo!

Outro caso complicado é Luan. Certamente Enderson o tirou no intervalo de tanto que nosso atacante errou. E não me venham argumentar que ele ajuda na marcação. Não ajuda também, finge que vai, para no meio do caminho e atrapalha os colegas, que imaginam que ele vai continuar no lance e contam com ele para isso.

Vejam o vídeo abaixo, o do 1º gol do Flamengo.

Tudo começou num vacilo de Luan, que mesmo tendo aquele porte físico todo não conseguiu proteger a bola. A partir daí, ocorreram outros dois erros.

Depois que Messias e Norberto desviam a bola, Vinícius Júnior vai até perto da lateral. Neste momento, Norberto deveria ter sido mais incisivo na marcação. Não a ponto de querer desarmar o adversário (tomaria o drible), mas de cercá-lo, diminuindo seu espaço. Juninho está ao lado, mas fica marcando a possibilidade de passe para trás. Ora, MELHOR QUE A BOLA VÁ PARA TRÁS DO QUE NA DIREÇÃO DO GOL, não?

Erro primário e grotesco de Juninho, mas não o único. Juninho parece segundo volante, mas não tem qualidade para tal, pois não faz gols. O que ele perdeu mostra isso. Fosse um atacante, era bola nas redes – outro azar do América.

No lance abaixo, vejam onde Juninho está: marcando na intermediária ofensiva! O América perdeu a bola, mas ele não voltou correndo ao máximo, ficou assistindo o jogo. Se Rodinei toca a bola pro lado, o Flamengo tinha grande chance de marcar o terceiro. Juninho faz isso a partida inteira, se isola lá na frente, mas não volta para marcar. Aí Christian tem que cuidar da marcação toda, ficando exausto antes do fim.

Conclusão

Os jogadores de frente precisam de personalidade, mas o técnico também necessita de coragem para fazer as modificações necessárias. Luan, Rafael Moura e Juninho não têm lugar no time titular neste momento, pois precisam melhorar tecnicamente. Marquinhos (ou um terceiro volante a depender do jogo), Aylon de centroavante e Leandro Donizete são as minhas sugestões para substituí-los.

Se os jogadores entenderem que são 100% capazes de fazer história pelo América nesta Série A e o técnico deixar sua cabeça-dura para trás, o Coelhão tem tudo para evoluir na competição e ficar longe do rebaixamento.

VAMOS TODOS TRABALHAR DURO?!

Matheus Laboissière

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Reforços pra Série A: melhor ter paciência do que contratar sem critério

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Foto: América Futebol Clube

O tempo urge, estamos a uma semana da estreia na Série A. E já pegaremos o Sport Recife em casa, uma das importantes finais até o fim das 38 rodadas. Tenho percebido uma preocupação da torcida com a falta de reforços para a elite nacional. Até agora só chegaram Judivan e Ademir, considerados apostas, além da saída de Matheus Sales.

É verdade que virão mais atletas, mas não adianta correr contra o tempo e atropelar etapas com jogadores meia-boca ou trazer um jogador mais famoso se esperar um pouco mais significa conseguir um salário mais em conta, fruto da falta de opções para ele no mercado.

E há uma razão clara para eu defender essa tese: o time titular está montado, o que se está procurando é trazer apostas para disputar posição ou atletas para ser titulares, melhorando a qualidade do elenco.

A única posição que precisa muito de um titular, hoje, é a de primeiro volante, função que Zé Ricardo pode desempenhar se tiver a seu lado Christian ou Wesley para ajudá-lo na marcação – Juninho vai muito ao ataque e quebra essa marcação. Mas não adianta investir em destaques de estadual para essa posição, ela precisa ser mais certeira.

Ou seja, um bom desempenho do América, principalmente diante do Sport Recife e nas primeiras rodadas da Série A, não está atrelado aos reforços neste momento. O Coelhão já tem um problema, que é ter ficado duas semanas sem ao menos disputar um amistoso, o que prejudica o entrosamento e o ritmo de jogo – por que nunca investimos num joguinho?

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Foto: Mourão Panda / América

O outro risco é Enderson Moreira continuar apostando em jogadores que não mostraram muita coisa no estadual. Rafael Moura, Luan e Marquinhos não podem ser titulares contra o Sport Recife, por exemplo. Estiveram abaixo da crítica.

Portanto, levando-se em conta a necessidade de vitória e os jogadores que temos hoje, escalaria o América da seguinte maneira: Jory (Glauco); Norberto, Rafael Lima, Messias e Carlinhos; Zé Ricardo, Christian (Wesley), Serginho e Ruy, Judivan e Aylon.

Serginho e Ruy podem tentar fazer tabelas entre si e abrir espaços, sendo ajudados pelas passagens de um dos laterais, nunca os dois ao mesmo tempo. Judivan pode fazer as vezes de atacante pelo lado e de centroavante, enquanto Aylon fica mais fixo na área. Christian é bom nas viradas de jogo, o que pode quebrar a marcação adversária.

Este é o melhor time que o América já montou para a Série A dos pontos corridos, pois manteve-se uma base de 2017, embora discorde de algumas renovações, como a de Luan. Estamos mais preparados que há dois anos, mas a presença da torcida também é essencial para um início de campanha vitorioso, pois isso ajuda demais os atletas em campo. Apoio de torcedor não ganha jogo, mas ajuda na soma dos três pontos.

VAMOS AO INDEPENDÊNCIA?!

Matheus Laboissière


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América não foi bem contra o Boa, mas tem chance de encaixar

América

Foto: Mourão Panda/América

Todo mundo sabia como se desenharia a partida contra o Boa Esporte: o adversário lá atrás, esperando o América errar para sonhar em aproveitar de alguma forma. Foi exatamente isso que aconteceu, mas o time de Varginha não conseguiu marcar num erro crasso de comunicação da nossa defesa. Claro, a bola caiu nos pés de William Barbio, que ainda surpreende o mundo do futebol ao dar prosseguimento à carreira mesmo sendo muito ruim!

Depois de um primeiro tempo bem fraco tecnicamente, o Coelhão melhorou um pouco na etapa final, pois começou a fazer tabelas e dar toques de primeira na intermediária ofensiva.

Serginho ora aparecia para organizar, ora sumia entre os zagueiros adversários, ora errava lançamentos considerados muito fáceis, não conseguindo colocar o companheiro na cara do gol. Fez isso apenas uma vez, justamente no lance do gol, mas precisa contribuir mais nas jogadas decisivas. Seu desempenho ainda está aquém para uma Série A, ele não parece ter a cara de quem vai conduzir o time.

Aylon não foi nem sombra do que jogou em algumas partidas do estadual. É bem provável que a causa disso seja seu posicionamento: o atacante fez gols como exímio centroavante, função que ele não realizou nenhuma vez nos 90 minutos contra o Boa.

Qual o problema de, em alguns momentos do jogo, ele fazer dupla com Rafael Moura na área ou próximo dela? Ficar errando enfiadas de bola a torto e a direito é que não dá,  não é mesmo? É isso que Enderson precisa perceber, não adianta insistir naquilo que o jogador não sabe fazer, é perda de tempo.

O principal problema que o técnico precisa resolver, já para as semifinais, é Marquinhos. Não se sabe o motivo de ele ter errado 99% dos lances dos quais participou, só fazendo uma boa jogada exatamente na que resultou no gol – ele saiu logo depois.

Enderson precisa entender que aqui é futebol profissional e não há espaço para um jogador que erra praticamente tudo continuar sendo titular. É o atleta que precisa recuperar a autoestima e a vontade de ganhar para merecer uma oportunidade. Isso em qualquer divisão, quanto mais na Série A.

A defesa não esteve firme como no ano passado, mesmo com Zé Ricardo tendo bom desempenho no geral. Ele só precisa soltar a bola um pouco mais rápido e ter visão periférica mais apurada para perceber a aproximação de adversários. Contra o Boa Esporte, ele errou um lance desse tipo. Na Série A, um vacilo desses pode resultar em gol adversário.

Quem é o América de agora

Enderson Moreira

Enderson precisa trocar quem não está dando certo Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Hoje, os garantidos como titulares são: João Ricardo, Norberto, Messias, Rafael Lima, Zé Ricardo, Aylon e Rafael Moura. Falta Enderson Moreira decidir-se por alguns jogadores.

Giovanni ou Carlinhos. O primeiro pode ser titular, mas precisa ficar mais na lateral-esquerda do que no meio-campo.

Juninho, Wesley ou Christian. Juninho pode dar lugar a um volante com mais habilidades ofensivas, que pode ser Christian, melhor lançador que ele. Wesley também briga por essa posição, precisamos observá-lo mais antes de qualquer conclusão.

Serginho, Ruy ou Renan Oliveira. Os três vão brigar pela titularidade, mas a tendência é que ela seja rotativa entre eles durante a Série A. A não ser que alguém tenha tão bom desempenho que supere os concorrentes.

Marquinhos, Matheus Santos, Luan ou Matheusinho. Marquinhos ainda não merece ser chamado de titular, precisa melhorar muito. Portanto, Matheus Santos pode ser uma boa alternativa, já que Luan não deve dar conta do recado – considero sua renovação um erro da diretoria. Se voltar bem da contusão, Matheusinho supera os três.

Ou seja, mesmo com o futebol um pouco preocupante diante do Boa Esporte já vislumbrando a Série A, o América tem boas chances de encaixar e evoluir. Para isso, porém, Enderson Moreira precisa dar oportunidade a outros jogadores, mantendo-se a espinha dorsal que todos já conhecem. Dependemos muito do treinador para começar a Série A com bom desempenho.

Matheus Laboissière


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Coelhão foi melhor no clássico do que contra o Uberlândia

Uberlândia 0x3 América

Foto: Daniel Hott/América

Num primeiro momento, pode parecer loucura afirmar isso, não é mesmo? Poxa, o América quase não atacou o Cruzeiro e ainda perdeu, mas ganhou de 3 a 0 do Uberlândia com dois gols em menos de dez minutos!

Mas você não entendeu errado: na minha visão, o América foi melhor no clássico do que no jogo diante do Uberlândia. E há elementos para defender essa tese…

Coelhão no clássico

YouTube/CBF TV

No estádio do Governo de Minas, o técnico Enderson Moreira se equivocou ao colocar três atacantes, ainda mais um deles sendo Luan. Não conseguimos passar pelo adversário por falta de habilidade dos homens de frente e os deixamos trocar passes perto da nossa área, já que faltou um terceiro volante para impedir isso.

Pelo menos não demos muitas chances de gol ao Cruzeiro, pois a marcação (desde os atacantes) estava organizada e eficiente, tanto que só perdemos por um golpe de sorte. Se não dava para vencer com aquela formação de 4-3-3, pelo menos era para empatar ou esperar por uma sorte do nosso lado.

É fato que a primeira coisa que um técnico precisa fazer é acertar o sistema defensivo. E o América mostrou essa força no clássico.

Coelhão contra o Uberlândia

No interior, Enderson Moreira sacou Luan – e o esquema totalmente ofensivo –, experimentando Aderlan de ponta direita. Independentemente disso, fizemos dois gols em sete minutos, marcamos mais um no segundo tempo e poderíamos ter saído do Triângulo Mineiro com uma sonora goleada – não conseguimos por puro preciosismo.

Só que precisamos parar de comemorar aí, pois o placar não reflete o que foi o jogo.

Todos sabemos que o Uberlândia não é parâmetro de nada, ainda mais assustado com dois gols e com a torcida colocando pressão. Ou seja, ainda precisamos avaliar as opções ofensivas – laterais incluídos – em mais partidas.

O principal problema do América na partida foi a marcação, tanto perto da área quanto no meio-campo. Pode ser que o nervosismo do jovem goleiro Glauco tenha desconcentrado a dupla de zagueiros e os laterais, pois você fica mais preocupado em não deixar a bola perto da área e acaba se perdendo um pouco. O lance mais emblemático disso foi aquela bola cruzada que Glauco furou e bateu na cabeça de Messias, quase indo para as redes.

Serginho dá sinais de que pode ajudar ofensivamente, mas precisa dar mais combate na marcação também. Em alguns lances, ele nem se preocupou em cercar o adversário, o que é inadmissível no futebol de hoje, pois pode quebrar a marcação. David, que é conhecido por rodar a bola por causa dos passes, errou-os em sua maioria.

Se o Uberlândia fosse um pouco melhor, poderia ter diminuído o placar e colocado fogo no jogo, o que teria sido um desespero só! Eles não ficaram tão longe disso, mas ainda bem que deu tudo certo.

Chamou atenção também a confusão que Enderson Moreira arrumou nas substituições…

Com o América vencendo por 2 a 0, ele tirou David e colocou Gerson Magrão, em tese um jogador mais ofensivo. Por que não dar uma chance a Christian, que é volante e tem condições de disputar espaço com David?

Depois, sacou Serginho e colocou no lugar Capixaba, acabando com o homem da armação e voltando aos três atacantes, mesmo com o América vencendo por 3 a 0. Não teria sido melhor colocar Renan Oliveira ou Gerson Magrão, até para segurar o ímpeto ofensivo do time, diminuindo o desgaste físico?

Já aos 44 minutos, Enderson tirou Aderlan – ele não foi bem como ponta, mas vale ser mais testado – para colocar Renan Oliveira, teoricamente voltando com o camisa 10. Talvez agora fosse o momento de colocar Capixaba, mantendo o sistema com dois atacantes.

Conclusão

Se o América tivesse tido o mesmo comportamento de quando enfrentou o Uberlândia contra o Cruzeiro, teríamos sério risco de sofrer muitos gols. Cabe a Enderson Moreira avaliar se foi só por causa de Glauco que a marcação esteve meio desligada. Abrir 2 a 0 tão rápido pode relaxar os jogadores, mas isso não pode acontecer contra nenhum time.

É importante frisar, no entanto, que o caminho do América nesse início de temporada é promissor. Os jogadores estão confiantes, vencer de 3 a 0 após uma derrota no clássico mostra isso. É o primeiro passo para a permanência na Série A, mas ainda há muito caminho até lá. Continuemos fortes e sempre atentos para manter a evolução, corrigindo os erros.

Matheus Laboissière


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O que Enderson Moreira pode tirar do primeiro clássico

Neste início de temporada e numa 1ª fase de campeonato, o resultado não importa tanto quanto a partir das quartas de final.

E em que o jogo contra o Cruzeiro interessava? Deveria ter sido um teste de como se postar diante de adversários da Série A. Mas o América de Enderson Moreira não conseguiu tirar proveito da partida, já na formação tática.

Esse era o meu medo desde que entendi que Enderson Moreira continuaria no clube. Achei que ele poderia – e deveria – mudar um pouco sua postura agora que está na Série A, mas essa esperança diminuiu um pouco depois desse clássico.

Enderson colocou três atacantes, com Aylon aberto na direita, Luan à esquerda e Rafael Moura mais centralizado. Quem utiliza três atacantes tem que propor o jogo, chegar ao gol adversário, finalizar. E, para isso, precisa ter atacantes de muita qualidade, o que não é o caso. Senão, vai dar espaço ao adversário, já que os homens de frente não são exímios marcadores como os volantes.

E foi isso que aconteceu.

O América não conseguiu levar tanto perigo e, com um volante a menos do que deveria, deixou o adversário fazer as triangulações e os toques de primeira que ele próprio precisava ter feito, já que quer propor o jogo. Luan não tem qualidade para as tabelas, erra a grande maioria dos passes, a tendência é que não evolua a ponto de ajudar na Série A. Deveria ter começado no banco, com um volante em seu lugar.

Rafael Lima e Messias exageraram nos lançamentos longos para o ataque, pois havia um jogador a menos para rodar a bola no meio-campo (o terceiro volante). Com isso, os volantes pouco participaram da armação das jogadas no primeiro tempo, o que diminuiu muito nosso poder de fogo. Rafael Moura até dominou as bolas altas, mas não deu sequência aos lances.

Dando a bola ao adversário a todo momento, o América não conseguiu propor o jogo e sofreu pressão do adversário. Até no gol, pode-se ver que Giovanni estava mal posicionado, fora da lateral. Ele quebrou a marcação, Rafael Lima saiu da área para fazer a cobertura e Zé Ricardo não acompanhou o autor do gol. Talvez não precisasse se houvesse o terceiro volante, a área estaria mais povoada de jogadores americanos.

Curiosamente, o América foi um pouco melhor no segundo tempo do que no primeiro, mas ainda insuficiente para levar mais perigo ao gol adversário. Fica claro que a parte defensiva é isso aí mesmo: volantes, zagueiros e laterais sabem defender. O problema é na armação de jogadas, inclusive pelos volantes, e no ataque. Num próximo texto, vou explorar esse tema um pouco mais.

Homenagem?

Todo mundo percebeu as meias amarelas do Time do Zoológico no primeiro tempo, certo? Deve ter sido uma homenagem ao árbitro da federação mineira, que não deu vários cartões amarelos claríssimos ao adversário durante toda a partida. Isso muda o jogo, pois quem tem amarelo afrouxa a marcação diante do perigo de ser expulso. No segundo tempo, a vergonha foi tanta que voltaram para as meias brancas. Ou, quem sabe, o árbitro tenha avisado de que nem precisava da homenagem, não é mesmo?

ESTAMOS DE OLHO!

Matheus Laboissière


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