Decadentes #145 – Trairagem no comando | Decadentes na Copa #1 – Brasil 1×1 Suíça (Russia 2018)

Era pra falar só de copa, mas a saída repentina de Enderson Moreira, que larga o clube para assumir o Bahia um dia após ter afirmado em entrevista que estava garantido no comando do time até o fim do ano nos obriga a falar também de América.

Além disso, segue o plano inicial de Decadentes na Copa, falando da pelada Brasil 1×1 Suíça, suas polêmicas.

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De Letra – nº 1151

OLÁ, caros leitores semanais! Para quem entrou na mais importante competição nacional com a missão de nela apenas permanecer, até que o desempenho do meu glorioso e querido América no Brasileirão está dentro da normalidade. Veja bem, caro e atento leitor de meu modesto Blog internacional, em 12 rodadas, tudo normal, com resultados dentro do previsto. O único placar anormal até agora foi o diante do Vasco da Gama, uma amarga goleada de quatro a um, de virada. Depois de abrir o placar em pleno São Januário, “caiu de quatro” no segundo tempo. Coelho, isso não se faz… De resto, tudo normal, com 14 pontos (quatro vitórias, dois empates e seis derrotas). Na décima terceira colocação, o Mecão está, na “virada da Copa”, na frente de clubes tradicionais como Chapecoense/SC, Santos, Vitória/BA, Bahia, Paraná, Atlético/PR e Ceará. Ora, tirando o líder disparado Flamengo (27 pontos), o Coelho não está tão longe assim dos ainda vice-líderes Galinho e São Paulo (ambos com 23 pontos) e Internacional (22). Os demais concorrentes também estão por perto, como Grêmio (20), Palmeiras (19), Sport (idem), Raposinha (18), Botafogo (17), Corinthians (16), Vasco (15) e Fluminense (14). Creio que um novo campeonato brasileiro vai começar após a Copa do Mundo. É só o treinador Enderson Moreira mudar seus inexplicáveis métodos de escalação da nossa equipe. Zé Ricardo na reserva é pura brincadeira. Ou “marcação”, quem sabe…

PS – O gol da vitória galista ontem contra a “lanterna” Ceará começou com um impedimento do Ricardo Oliveira e terminou com uma ajeitada de mão do Luan. E a mídia galista nada falou. Calada…
ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
Blog Miguel de Letra: http://migueldeletra.blogspot.com.br
Miguel Santiago publica originalmente em seu blog, Miguel de Letra, e carinhosamente cede sua lavra para ser republicada no Decadentes.

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De Letra – nº 1150

OLÁ, caros leitores semanais! De que vale tudo isso/ se você, vitória, não está aqui? De que vale o Céu azul e o sol sempre a brilhar/ se você, vitória, não vem e eu estou a te esperar? O que para o Roberto Carlos é filosofia, para o meu glorioso e querido América é o X do problema. Vitória, objeto de desejo do Coelho. O problema é que ela tem custado muito a surgir…

DE nada está adiantando jogar bem e dominar os adversários, se o esférico não tem sido colocado na “casinha” por falta de um ataque de verdade. Veja bem, caro e atento leitor de meu modesto Blog, que, em onze jogos, o Mecão só balançou as redes inimigas por 14 vezes, média irrisória de pouco mais de um gol por partida. Ontem, depois de sofrer aquele gol esquisito, tipo “pastelão”, tomou as rédeas do jogo e colocou o Grêmio em seu campo defensivo. Domínio histérico o nosso. Se não fosse a cabeçada do Rafael Moura no último minuto, o goleiro gremista não teria sequer sujado seu uniforme. Irritante posse de bola. É um tal de tocar a bola para cá e para lá e atrasá-la para o goleiro que não acaba nunca. Futebol infrutífero! O goleiro Jori tem sido o nosso principal armador, dando chutões para a frente, na base do “Bumba meu boi, meu boi bumbá…”.

PS – O americano Marck Tavares disse que o tão criticado armador Juninho fez uma falta danada, ao passo que o retrospecto do treinador Enderson Moreira contra a duplinha RapoGalo é lamentável. Concordo plenamente. Ele não ganhou uma…

Miguel Santiago
Blog Miguel de Letra: http://migueldeletra.blogspot.com.br
Miguel Santiago publica originalmente em seu blog, Miguel de Letra, e carinhosamente cede sua lavra para ser republicada no Decadentes.

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Decadentes #142 – América 1×3 Atlético-MG (Brasileirão 2018)

Não deu…

CONVIDADOS: THEO (@theonilia) e JULIO DE PAULA (Segue o Jogo FC – Radio Queluz FM | YouTube, Instagram, Facebook, Twitter)


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De Letra – nº 1149

OLÁ, caros leitores semanais! Minha bisavó paterna, Lucinda de Assis, que sequer entendia do velho ludopédio, falava, nos anos 1800, que, em futebol em time que vence e convence não se mexe. Seu neto, meu saudoso genitor, José de Assis, dizia a mesma coisa. Isso é óbvio, ululante, como dizia o imortal cronista tricolor carioca Nelson Rodrigues. E o Zé Migué aqui do pedaço, que não é bobo, endossa tal dito.

POIS bem! Quem não deve comungar com tal ditado popular é o treinador Enderson Moreira, que, após a bela partida do meu glorioso e querido América na penúltima rodada do Brasileirão (três a um no Galinho paranaense), resolveu mudar tudo. Embaralhou geral! Resolveu, veja bem, caro e atento leitor de meu modesto Blog internacional, recolocando na equipe jogadores como Luan e Leandro Donizete e deixando no “banco” atletas como Zé Ricardo, Juninho e Ademir. Ora, o verbo embaralhar, a meu sentir, é o ato de se misturar as cartas do baralho. Caracas! Cuidado, leitor amigo, pois as palavras são parecidas. Entretanto, têm significados diferentes, O torcedor americano não “engole” tais jogadores. Nem eu! Não suporto ver ex-jogadores da “fuleira” duplinha RapoGalo beijando o escudo do glorioso Coelho. Judas Escariotes, pois sim…

PS – No próximo clássico das multidões vou pedir emprestado o uniforme da Chapecoense, algoz do Galinho na Copa do Brasil. Afinal, Chapecó tem como prato preferido um galeto ao molho pardo…

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
Blog Miguel de Letra: http://migueldeletra.blogspot.com.br
Miguel Santiago publica originalmente em seu blog, Miguel de Letra, e carinhosamente cede sua lavra para ser republicada no Decadentes.

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Coelhão soma 3 pontos: vitória obrigatória e merecida

América Coelho 2

Foto: Mourão Panda / América

O América poderia ter tido resultados melhores nas duas partidas anteriores. Contra o São Paulo, o árbitro fez o serviço e nos atrapalhou de no mínimo empatar. Diante do Corinthians levamos azar, era jogo para 0 a 0. Apesar de não termos merecido as derrotas, fato é que perdemos as duas, o que nos obrigava a vencer o Atlético Paranaense. Afinal, nosso objetivo é manter distância da zona de rebaixamento e fazer uma Série A sem sustos.

E a meta não só foi alcançada, como tivemos vários pormenores a ser comemorados. Empatar um jogo no minuto seguinte mostra a confiança dos jogadores. Virar e ainda matar o jogo, dando tranquilidade a todos, é prova de que o Coelhão tem força suficiente para enfrentar os times da Série A. 

O que teve de bom

Dessa vez, Enderson Moreira acertou nas duas substituições que fez, já que foi obrigado a colocar Giovanni no primeiro tempo – só demorou um pouco para efetuar a primeira. Gerson Magrão saiu para a entrada de Ademir que, mesmo se não tivesse marcado o gol, teria sido uma mudança acertada do técnico. O adversário deu uma cansada no segundo tempo, e o América precisava desesperadamente da vitória. Valia a pena arriscar os quatro atacantes.

Com o placar favorável, foi correta a saída de Judivan, que já estava muito cansado, para a entrada de Aderlan. O time não foi para trás, mas ficou um pouco mais protegido na marcação. Tanto que Aderlan apareceu dentro da área para dominar e rolar para o bonito gol de Ademir – Luan nunca faria o gol, pois fecharia os olhos e enfiaria o petardo, isolando a bola!

Serginho fez dois gols, mas não foi o melhor em campo. Ainda no primeiro tempo, perdeu um gol ridículo ao chutar em cima do goleiro, era só mirar o canto – é o tipo de gol que não se pode perder na Série A.

Vários jogadores foram muito bem na partida, mas o destaque fica para Juninho. Marcando mais atrás ao invés de ir lá na intermediária ofensiva pressionar o adversário, nosso volante deu mais força defensiva ao time. Porém, ele foi ainda melhor quando tínhamos a bola lá na frente, participando da troca de passes. Seu único erro foi no toque para Messias, que também errou ao querer recuar a bola para Juninho ao invés de jogar para a lateral. Nota-se que são erros que não podem ocorrer na Série A, ainda bem que foi contra o Atlético Paranaense.

Outra grande partida foi a de Christian, que conseguiu rodar a bola no meio-campo e deu um belo lançamento para Aylon na esquerda, no lance que originou o cruzamento deste para a virada do América.

O que podemos melhorar

América Coelho

Foto: Mourão Panda / América

O América foi melhor que o adversário no jogo inteiro, mas não poderia ter tomado um gol como aquele. O motivo foi o grande risco que Jory impôs ao time na saída de bola. Ele estava fazendo isso desde o início da partida, o América já havia errado uma saída num lance anterior, mas o goleiro americano continuou agindo da mesma forma. Contra o Atlético Paranaense, que marca em cima na reposição de bola, o melhor era chutar para longe, preferencialmente na direção de Aylon, que sabe fazer o pivô. Isso se chama estratégia. Nem é necessário falar de uma bola que passa no meio da barreira, né? 

Sugestões

Outro que finalmente fez um bom jogo foi Judivan, que foi melhorando no decorrer da partida. Detalhe que ele se destacou nas assistências, como se fosse um ponta entrando na área. Será que não vale Enderson testá-lo como segundo atacante, deixando Aylon de centroavante? Aylon tem porte físico para proteger a bola e fazer o pivô, mas às vezes erra aquele passe mais vertical, o definitivo para um lance perigoso. No mínimo, os dois deveriam trocar mais de posição ao longo da partida, pode ser uma boa arma do América.

Ademir já vinha entrando bem e agora marca seu primeiro gol. Que ele continue começando os jogos no banco de reservas e seja uma arma importante quando o América precisar de gols ou estiver mandando bem nos contra-ataques.

O que falta ao América? Somar pontos contra o chamado G12, nem que seja com empates. Se conseguirmos isso, estaremos cada vez mais próximos da permanência na Série A. Detalhe curioso: demoramos um turno inteiro para alcançar 13 pontos na Série A 2016, algo que atingimos em 2018 com apenas nove rodadas.

Estamos no caminho certo! Precisamos apoiar mais esse Coelhão, viu?

Matheus Laboissière

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Pós-jogo: América 1 x 0 Botafogo

A tarde fria de domingo, 20 de maio de 2018, ficou marcada por mais uma vitória pra cima do nosso freguês de Série A: o Botafogo. E, mais que os três pontos, o triunfo valeu pela bela apresentação da equipe americana e pela manutenção de 100% de aproveitamento dentro de casa no Brasileirão. Um primeiro tempo em que o América conseguiu se impor em seus domínios e encontrou facilidades para criar boas jogadas no terço final do campo. As duplas de beirada de campo se entenderam bem e, tanto defensiva quanto ofensivamente, Luan e Giovanni pela esquerda e Norberto e Aderlan pela direita, conseguiam segurar o pouco inspirado ataque alvinegro e levar perigo para a zaga do time da estrela solitária.

Já no segundo tempo, como era de se esperar, a intensidade do jogo diminuiu. Porém, nada que ameaçasse a superioridade americana na partida. Se na partida contra o Ceará tivemos 3 substituições desastrosas, desta feita as 3 mudanças feitas pelo técnico Enderson Moreira funcionaram e o time ganhou fôlego para seguir tentar abrir o placar. E, confirmando isso, o gol saiu aos 32 minutos do segundo tempo, em jogada de dois atletas vindos do banco de reservas: assistência de Rafael Moura e finalização de Juninho.

Juninho

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Depois do placar inaugurado, foi a vez do América segurar o Botafogo, dessa vez no momento certo: no fim do jogo – e não na virada para o segundo tempo, como na partida contra o Ceará. E os minutos finais seguiram com certa tranquilidade, com o América tomando os seus cuidados defensivos, mas sem abrir mão dos contra-ataques. Com a vitória, a equipe americana subiu para a 6ª colocação no Campeonato Brasileiro.

Destaques individuais

Escolhido como Bala do Jogo, em votação no programa Decadentes sobre a partida, o volante Leandro Donizete precisou de poucas partidas para se adaptar e se tornar o “dono do meio campo americano”. Com a garra de sempre, a liderança espontânea de um verdadeiro líder e um futebol de alto nível, o xerifão americano foi, novamente, o jogador que mais acertou passes na partida.

Juninho entrou no fim do primeiro tempo, após contusão do Zé do Coelho, e correu mais que notícia ruim. O volante americano, como de costume, esteve presente em todos os espaços do campo, sempre pressionando os alvinegros e recuperando a posse de bola em várias oportunidades. A apresentação dele acabou premiada com o gol.

Outro destaque, além dos habituais Messias e João Ricardo, foi o zagueiro Matheus Ferraz. Alvo de desconfiança da torcida (e deste humilde colunista), o Maldini Americano (mais pela aparência do que pelo futebol) voltou a jogar bem e, desta vez, contra um ataque mais forte e com mais recursos do que o último adversário.

Maldini Americano

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Tempos dourados

Um uniforme lindo para um time que jogou bonito. Ahhhh, que coisa linda ver a nova versão do manto americano em campo! Confesso que, de perto, não gostei da aplicação do nosso escudo: muito pequeno e no mesmo tom da camisa. Mas, olhando das arquibancadas para o gramado, nosso novo 3º uniforme estava imponente e elegante como sempre. O verde escuro e o dourado trouxeram a diferença necessária para um 3º uniforme e o requinte que as camisas americanas costumam ter. Parabéns para o fornecedor de material esportivo e para a direção americana!

Novo uniforme

Foto: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

Ficha do jogo

O América foi a campo com João Ricardo; Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Giovanni; Leandro Donizete, Zé Ricardo (saiu para a entrada de Juninho) e Serginho (saiu para a entrada de Ruy); Aderlan, Luan e Judivan (saiu para a entrada de Rafael Moura). Treinador:Enderson Moreira.

O Botafogo jogou com  Jefferson; Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson (saiu para a entrada de Moisés); Rodrigo Lindoso, Gustavo Buchecha, Matheus Fernandes e Luiz Fernandes; Renatinho (saiu para a entrada de Aguirre) e Brenner (saiu para a entrada de Kiesa). Treinador: Alberto Valentim.

Gol: Juninho para o América, aos 32 minutos do segundo tempo
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

Próximo jogo

O América volta aos gramados já nesta quarta-feira, 23 de maio, às 21h45, contra o Palmeiras, em São Paulo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Com a derrota por 2 x 1 no jogo de ida, o Coelhão tem a dura missão de reverter a vantagem dos pulistas. Já pelo Brasileirão, o time volta a jogar no domingo, às 19h, contra o São Paulo, novamente no Independência.

Walisson Fernandes
twitter.com/FernandesWali

Créditos da Foto de Capa: Mourão Panda (@photompanda) / América MG

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