Decadentes #160 – Atlético-PR 4×0 América (Brasileirão 2018)

 

Lamentável.

CONVIDADOS: RAYSSA ROCHA, ANDRÉ GUIMARÃES e FILIPE DE LEUCAS


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Decadentes #159 – América 0x0 Corinthians (Brasileirão 2018)

Empate. Um pontinho mais perto de nossos objetivos.


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Carrossel Pardiola

Nesta semana o jornalista Mauro Cezar Pereira publicou em seu blog uma entrevista com nosso treineiro, Adilson Batista, e neste texto me chamou atenção uma fala do Pardal em que ele disse gostar de armar times que propõem o jogo, mantendo a posse e etc. Tal afirmação foi feita após uma perguntada acerca da jogada do gol do “Little Mathews” que nos assegurou o pontinho contra o São Paulo.

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Foto: Estevão Germano / América

A resposta do Pardal Batista me levou a refletir sobre o tema, uma vez que para boa parte da torcida, Adilson é a antítese ao Posto, sendo muito defensivista e abusando de inventividade para escalar a maior quantidade de volantes em campo, enquanto o Judas Moreira era reconhecido pelo seu futebol de posse estéril, rodando a bola sem efetividade e pouca finalização. Porém, ao comparar as estatísticas de ambos no Brasileiro, e também ao hiato de 2 jogos com o “Tião das Perdas” Drubsky, temos uma surpresa.

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Foto: Mourão Panda (@photompanda)/América

Ao contrário do que pregava, o Enderson não estava teve domínio da posse de bola em nenhum jogo deste brasileiro, embora o time dele não fosse reativo (a transição era lenta e o time tentava construir o jogo desde o campo de defesa sem muito contra-atacar), ele não conseguiu fazer o time reter a bola e trocar muitos passes, o que boa parte da torcida esperava e apregoava ao “Carrossel Ipirangues”.

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Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

O Tião Drubsky de fato tentou mudar certos aspectos de jogo quando substituiu o Posto, já apresentando uma maior posse de bola e de trocas de passe que o seu antecessor, o que não representou muito, uma vez que ele foi, por sorte, remanejado ao cargo de Diretor de Futebol após duas derrotas, mas já mostra que o Carrossel Ipirangues não era de fato o mesmo.

TREINO 12092018

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Sob o comando de Pardal Batista, apechoado de retranqueiro, o time de fato passou a tomar muito menos gols, a média passou de 1.5 com o Posto para 0.6!!! E, de fato, o time passou a fazer menos gols e a finalizar menos por partida, isto poderia apenas reafirmar a pecha que lhe fora apregoada, mas há algo mais nos números. O time hoje sofre menos gols, no entanto o número de finalizações certas dos adversários não caiu como a de gols sofridos, pelo contrário, ela subiu em média, e a posse de bola e número de passes trocados hoje é maior que nos tempos de Judas Moreira.

Claro que não vou dizer que vemos nos jogos com o Adilson um time super ofensivo, com semelhanças aos esquetes comandados por Klopp e Guardiola (em quem ele disse se inspirar na referida entrevista), mas talvez muitos já condicionam isto à inventividade de escalar muitos volantes, e não somente ao jeito de se portar em campo.

Conforme disse no texto da semana passada, há sim o que se melhorar no trabalho do Pardal Batista, podemos discutir as opções pelos sub-óbito em detrimento dos jovens, ou as improvisações do Juninho na meia direita, do David como armador ou Ruy isolado na frente, bem como o baixíssimo número de finalizações por jogo, mas o trabalho a priori é bem positivo e, se tiver uma continuidade e aprimoramento das ideias talvez possamos ter um novo Carrossel no futuro: O “Carrossel Pardiola”.

Decadentes #158 – São Paulo 1×1 América (Brasileirão 2018)

 

Grande empate, com uma gol trabalhadíssimo que termina no arremate de Matheusinho, em pleno Morumbi lotado, contro o então líder. Dá-lhe, Coelhão.

CONVIDADO: RONNE “FORMIGA” FRANKS


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Adilson Batista e seus vovô-lantes

Ao assumir o comando do América depois da rápida e desastrosa passagem do Drubscky pela função, Adilson Batista disse que o uma das coisas que o motivou a aceitar o convite era o fato de que o nosso elenco contava com jogadores de qualidade e que a bola não queimaria no pé deles. Seguindo esta lógica, ele disse que para encarar a luta pelo rebaixamento e a situação difícil em que encontrara o time escalaria jogadores cascudos, reafirmando que eram os que a bola não queimaria no pé.

Colocando o discurso em pratica, Adilson mudou drasticamente o jeito da equipe jogar, os cuidados defensivos agora são ainda maiores que nos tempos do Posto, o time abdica de propor jogo mas tem pecado ainda em ser reativo, um exemplo disto pode ser visto nos últimos 8 jogos a equipe finalizou em gol num total de 10 vezes, com 6 delas resultando em gol.

Adilson

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Não há problema em se buscar o futebol reativo, esta proposta de jogo até se encaixa muito bem diante das limitações financeiras que temos para investir em elenco. O problema é que falta ao time a transição rápida para agredir o adversário e finalizar mais, pois não será sempre que vamos conseguir converter 60% das finalizações em gol, e esta falta de velocidade na transição nos traz um outro ponto do discurso do nosso comandante.

Aparentemente almejando o time em que a bola não queimaria no pé, Pardal Batista tem optado por volantes mais experientes (os sub-óbito do nosso elenco), e os dois volantes da base que vinham se destacando no time principal perderam espaço, e recentemente foram liberados para jogar pelo time de aspirantes. Isto poderia fazer sentido se realmente eles ainda estivessem verdes, se de fato a bola queimasse no pé deles, entretanto isto não procede.

O ápice desta proposta se deu no jogo contra o botafogo, poucos dias depois de liberar Christian e Zé para os aspirantes e jogando sem o Magrão, Adilson optou por escalar o time com 4 volantes: David (36 anos), Donizete (36 anos), Wesley (31 anos) e Juninho (30 anos), sendo que o Juninho começou como um ponta direita e Wesley mais avançado como um armador.

Zé Ricardo

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Moral do jogo, o time foi muito lento no jogo, não tinha transição rápida da defesa para o ataque e nossa melhor chance criada de gol foi uma bola enfiada para o Juninho, que, por não ter um cacoete ofensivo, não conseguiu aproveitar a chance para finalizar ou tentar sofrer um pênalti.

Isto abriu bastante discussão no último programa do decadentes, será que os vovô-lantes são mesmo melhores que os oriundos da nossa base? Bem, em minha analise subjetiva de desempenho e na objetiva de dados estatísticos, não.

Como sei que a análise subjetiva cabe muita discussão, até porque os parâmetros de gostos podem ser muito pessoais e contaminados por outros fatores para além do futebol jogado de fato, ater-me-ei a explanação dos números.

O que dizem os números?

Juninho (30 anos):  22 jogos, 55 desarmes totais, sendo 48 destes certos. Média de 2.4 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 7 interceptações, com uma média de 0.3 por jogo. Comete um número de 1.4 faltas por jogo, índice de 86.5% de passes certos e de 47.7% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.4 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 10 vezes, apresentando uma media 0.5 por jogo e tendo marcado 2 gols.

Christian (22 anos):  8 jogos, 16 desarmes totais, sendo 15 destes certos. Média de 2.0 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 6 interceptações, com uma média de 0.8 por jogo. Comete um número de 0.4 faltas por jogo, índice de 91.8% de passes certos e de 50% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.6 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 10 vezes, apresentando uma média 1.3 por jogo e tendo marcado 1 gol.

Magrão (33 anos): 15 jogos, 22 desarmes totais, sendo 20 destes certos. Média de 1.5 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 3 interceptações, com uma média de 0.2 por jogo. Comete um número de 1.3 faltas por jogo, índice de 88.1% de passes certos e de 60% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.9 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 13 vezes, apresentando uma média 0.9 por jogo e tendo marcando 2 gols.

Magrão

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Donizete (36 anos): 19 jogos, 24 desarmes totais, sendo 20 destes certos. Média de 1.3 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 8 interceptações, com uma média de 0.4 por jogo. Comete um número de 1.5 faltas por jogo, índice de 91.8% de passes certos e de 48.3% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.3 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 6 vezes, apresentando uma média 0.3 por jogo sem ter marcado nenhum gol.

David (36 anos): 6 jogos, 6 desarmes totais, sendo 6 destes certos. Média de 1 desarme por jogo. Conseguiu também fazer 4 interceptações, com uma média de 0.7 por jogo. Comete um número de 1.2 faltas por jogo, índice de 92.3% de passes certos e de 60% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.2 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 2 vezes, apresentando uma média 0.3 por jogo sem ter marcado nenhum gol.

Wesley (31 anos): 16 jogos, 10 desarmes totais, sendo 8 destes certos. Média de 0.6 desarmes por jogo. Conseguiu também fazer 1 interceptação, com uma média de 0.1 por jogo. Comete um número de 1.1 faltas por jogo, índice de 92.8% de passes certos e de 46.7% de lançamentos certos. Possui uma média de 0.4 passes para finalização por jogo, tendo finalizado ele mesmo 4 vezes, apresentando uma média 0.4 por jogo sem ter marcado nenhum gol.

Wesley

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Zé Ricardo (22 anos):  115 minutos jogados espalhados por 6 jogos, tendo feito 3 desarmes, todos eles certos e também tem 1 interceptação, média de 0.5 faltas por jogo, índice de 90.4% de acerto de passes e de 40% de lançamentos certos. Finalizou 3 vezes nestes 115 minutos, sem ter marcado nenhum gol.

Os meninos são alvi-verdes, mas não estão verdes

Os números do Christian impressionam, ele só fica atrás do Juninho em termos de desarmes por jogo, e só fica atrás do Donizete em termos de interceptação por jogo, somando as duas estatísticas não seria leviano especular que ele é o melhor recuperador de bolas do nosso elenco. Entretanto sua contribuição ofensiva é ainda mais impressionante, sendo o que mais finaliza em média e o segundo que dá mais passes para finalização, tendo já marcado um gol (e que golaço). No entanto, dos volantes que temos parece ser a última opção para o Adilson, não figurando nem no banco de reservas na maioria dos jogos.

Os números do Zé Ricardo ficam um pouco mascarados pela falta de minutos jogados, mas chama a atenção também a participação ofensiva dele nestes minutos, sendo que a maioria deles jogados no final de partidas, entrando mais para ajudar a segurar o placar. Vale lembrar que o Zé foi adaptado a posição de primeiro volante pelo posto, na base ele sempre saiu muito mais pro jogo, tendo sido inclusive utilizado na linha de 3 meias do 4-2-3-1 em algumas situações.

Cabe ressaltar que de fato Wesley e David deram uma melhorada em relação ao desempenho inicial de ambos, entretanto ainda sim, contribuem pouco defensivamente para o time, e a contribuição ofensiva que lhes seria o ponto mais forte deixa a desejar em relação a outras opções.

Treinadores de futebol são famosos por ser muito agarrados a suas convicções, mas espero que o Adilson Batista abra os olhos e de mais chances ao Christian e ao Zé Ricardo, a entrada dos dois não representariam apenas a rejuvenescida de nossa volância, trará ganhos de performance para além de acelerar bastante a transição. A chave para que o futebol defensivista atual se torne o tão aclamado futebol reativo pode passar por estes dois, pois teríamos tanto a pegada que nos faltou no último jogo, como velocidade na transição e um melhor poder de finalização. Continuar lendo

Decadentes #157 – Botafogo 1×0 América (Brasileirão 2018)

Apresentação lamentável, derrota e acabamos caindo um pouco mais na tabela. Nada de desespero, ainda estamos bem colocados.

CONVIDADA: RAYSSA ROCHA DO BLOG MULHERES EM CAMPO
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