Decadentes #167 – América 2×1 Santos (Brasileirão 2018)

A esperança é verde! Giva neles! Enquanto houver chance matemática, seguiremos lutando.

CONVIDADOS: MARINHO MONTEIRO E THALES MACIEL


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Os humilhados serão exaltados!

No evangelho de Lucas, capítulo 18, o Cristo conta uma parábola sobre dois homens que foram ao templo para rezar. O primeiro deles diz a Deus que não é como as pessoas comuns, que era um homem de bem, que jejuava duas vezes por semana e dava seu dízimo aos pobres. O segundo homem só pede a Deus a Sua misericórdia, pois ele mesmo é um pecador. Cristo diz aos seus apóstolos que irá aos céus apenas o segundo homem, porque quem se exalta, falando de seus próprios feitos, será humilhado e que o humilhado será exaltado.

Nada mais simbólico para o nosso momento do que começar essa coluna com um trecho bíblico. Se não fosse tão pouco religioso, já teria largado os livros de matemática e agarrado na Bíblia, no Alcorão, no Bhagavad-Gita ou qualquer outro tomo que oferecesse salvação.

Mas no começo da semana, chegou Givanildo, supremo profeta da simplicidade e do futebol raiz, com uma missão quase impossível de nos salvar da segunda divisão. E os humilhados do América começam a ser exaltados.

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Créditos: Mourão Panda (@photompanda) /América MG

Givanildo

O mestre dos magos sertanejo Givanildo é uma solução caseira. Pode resolver? Pode resolver. Sua maior qualidade é a simplicidade nas escolhas. Após um longo tempo, conseguimos ver no Coelhão uma escalação que realmente pareça uma escalação e não um amontoado semi-caótico de jogadores mais o Gerson Magrão. Ao escolher a formação, escala seus dois melhores zagueiros, seus dois melhores laterais e assim por diante. Sem dobras exóticas, sem profusão de volantes. Dobra de lateral com o mestre Giva só se for pra surpreender a cachorrada em final de campeonato.

A escalação contra o Inter já se mostrou diferente do desastre de trem que foi o jogo contra o Paraná. Convenhamos que o jogo já seria dificílimo se estivéssemos jogando em alto nível. Mesmo com os colorados jogando em casa e buscando um título, jogamos bem. Como disse no programa de sexta passada (Decadentes #166 – Internacional 2×0 América (Brasileirão 2018)), o futebol mostrado me deixou revoltado em pensar no tempo que perdemos com as invencionices do fã de futebol inglês Adílson Batista. Na  minha opinião, o dito cujo deveria ter sido demitido ainda em Curitiba após a vergonha contra o Furacão. Ali o time já estava perdido e confuso, tão perdido e confuso quanto seu técnico.

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Créditos: Mourão Panda (@photompanda) /América MG

Santos

O americano que ontem foi a nossa casa teve sua esperança renovada. Menos pelos três pontos conquistados do que pelo futebol demonstrado. O Coelhão demonstrou uma vontade e uma raça que estava sumida desde muito tempo atrás. Uma partida tão boa que eu e Sérgio Tavares, na resenha pós, tivemos dificuldade em escolher um Colatina que não fosse o juiz.

Entre os destaques da partida de ontem, três humilhados. Ademir, Zé Ricardo e Christian fizeram uma excelente partida, assim como Ricardo Silva contra o Inter. Para quem não se lembra (Os quatro exilados), esses quatro foram rebaixados para a equipe de aspirantes sem muita explicação. Com essa atitude, Adilson Batista tirou as “sombras” dos velhacos do plantel. Observe como o futebol de seus pares mais experientes piorou com o exílio dos meninos, que foram voltando gradativamente mas com poucas chances.

Fiquei muito feliz sobretudo com a entrada de Christian, o injustiçado dessa temporada. Nunca fez uma partida ruim no América. Sempre fez jogos bons, com poucos jogos regulares. Considero-o até mais estável que o Zé Ricardo nas atuações, embora o Zé do Coelho alterne mais em termos de qualidade, tanto para cima quanto para baixo. Mas a vontade que os quatro demonstraram em campo, correndo, roubando bolas e até os lançamentos do Zé estavam caprichados. Parabéns pra eles. A pequenez das mentes de quem nos persegue é sempre vencida pela força do trabalho e da vontade. Quem dera aquela falta no ângulo tivesse entrado.

Contas

Nos restam três partidas. O Departamento de Matemática da UFMG considera que um time com 43 pontos tem menos de 5% de chance de rebaixamento. Portanto precisamos de mais seis pontos. Considero o jogo de quarta contra o Palmeiras praticamente perdido, uma vez que poderão ser campeões na quarta, em casa,  dependendo de uma combinação de resultados. Se conseguirmos um empate já será sensacional.

Portanto, o jogo chave é o de domingo, contra o Bahia de Enderson Moreira. Se ganharmos, chegamos bem vivos ao último jogo contra o Fluminense no Rio. Fluminense que provavelmente, com uma classificação para a sul-americana, já não estará disputando nada.

Sendo assim, já rogo ao Marketing do América que mude o Futebol do Sócio que está marcado para dia 1/12 para o outro fim de semana. Com fé, precisaremos invadir o RIO!

Grande abraço a todos!

Créditos da Foto de Capa: Mourão Panda (@photompanda) /América MG

Decadentes #166 – Internacional 2×0 América (Brasileirão 2018)

Perdemos no Beira-rio, um resultado absolutamente normal se isolarmos o jogo do que precisamos no campeonato. Infelizmente, a situação não é boa, mas se vamos cair, que seja lutando. Giva neles!

CONVIDADOS: MARINHO MONTEIRO E THALES MACIEL

ENTREVISTA DO ADILSON EM 2017 CITADA NO PROGRAMA: https://youtu.be/cUmrXEPslZQ


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Decadentes #165 – América 0x1 Paraná (Brasileirão 2018)

Perdeu pro Paraná, em casa, com uma a mais, vai ganhar de quem?! Acabou a era Adilson Batista. Olá, GivaMito!


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Decadentes #164 – América 1×2 Cruzeiro+Apito (Brasileirão 2018)

A situação se apertou. Estamos na Zona e o Pardal não mostra sinais de mudança no time que não consegue vitórias. Apertou, mas desistir, jamais.

CONVIDADO: FILIPE DE LEUCAS


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Decadentes #163 PIRATA – Chapecoense 1×0 América (Brasileirão 2018)

Sergio Tavares retorna para tomar o controle a acertar a casa decadêntica.

CONVIDADO: RONNE “FORMIGA” FRANKS

CAMISA DOS DECADENTES: COMPRE A SUA
https://decadentes.com.br/2018/10/20/camisa-dos-decadentes-pre-venda/


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Esperança decadente

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Foto: Daniel Hott / América

O momento que passamos não é dos melhores, nossa seca de vitorias no momento é grande e ver toda nossa distancia para a zona de rebaixamento ter sido reduzida a pó é de fato preocupante e traz duras, e merecidas, críticas ao nosso treineiro, Parda Batista. Entretanto há de se relativizar certas coisas, e vou tentar ter uma visão um pouco mais otimista para nossos próximos jogos. 

Times  Posto Ipiranga  Pardal Batista 
Sport  vitória  vitória 
Flamengo  derrota  empate 
Vitoria  vitória  derrota 
Vasco  derrota  vitória 
Ceara  empate  empate 
Botafogo  vitória  derrota 
São Paulo  derrota  empate 
Corinthians  derrota  empate 
CAP  vitória  derrota 
CAM  derrota  empate 
Chape  empate  derrota 

 

Analisando os jogos do primeiro turno que correspondem aos já disputados no segundo, com o Posto fizemos 14 pontos, com o Pardal, 11.  Na dura analise destes números é uma diferença de 3 pontos, o que na nossa briga contra o descenso é muito, entretanto pode-se perceber que nosso desempenho nunca foi muito brilhante. 

É verdade que o futebol apresentado pelo time sob a batuta do Pardal não é bom, o time até fez bons jogos contra o flamengo, o Inter, o Vasco, os galináceos de Vespasiano, mas em geral o futebol é muito pobre, finalizamos pouco e quase não fazemos gols. Mas como escrevi no último texto, em estatísticas o time até mantem mais a bola que o carrossel Ipirangues (cuja fama se deve mais pela série B do que por este ano). O que me faz acreditar que, ainda que o estilo de jogo com o Posto fosse um pouco mais aprazível no geral, não podemos esquecer que fizemos jogos muito ruins com ele também, como os jogos contra Vasco, Corinthians, São Paulo e Chape, o que me faz crer que estaríamos também nesta situação ainda que não tivéssemos sido traídos pelo Judas tecedor de cestas. 

Eu não nutro simpatia pelo Pardal, em verdade, achei um erro a sua contratação, não um erro tão grande quanto efetivar o Tião das Perdas Drubsky, mas ainda sim um erro. Não acho que ninguém muito competente fica 3 anos sem comandar um time de futebol, e os seus últimos trabalhos antes desse longo hiato não podem ser definidos como de sucesso. Mas ainda tenho esperança. 

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Foto: Daniel Hott / América

Minha esperança reside no fato de que agora passaremos pela sequência que com o Tião Drubsky tivemos duas derrotas e depois o período dourado do Pardal na sua curta passagem pelo América.  Tenho esperança pois enfrentaremos agora um Cruzeiro relaxado, em ritmo de férias e depois o já rebaixado Paraná, e nessa situação, nesta luta contra o rebaixamento, duas vitorias seguidas dão um animo muito grande e podem ajudar a depois de obter esses 6 pontos, buscar os pontos restantes para conseguir a permanência na série A. Tenho esperança pois embora não esperasse nada do Pardal ele conseguiu alguns bons resultados e creio que os pode voltar a conseguir. 

Sei que o momento é difícil, mas não joguemos a toalha ainda. O futebol que apresentamos não é bom, mas o nível do futebol no Brasil como um todo não o é. Agora mais do que nunca época o momento de abraçar o time, de ir ao Indepa, de incentivar e torcer da forma que cabe a cada um, mas se fazendo presente. Afinal, se a esperança época verde, façamo-la Alviverde e preta.

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Foto: Mourão Panda / América