73 – o ano que devemos repetir

Na década de 70, o campeonato brasileiro era bem diferente desse que conhecemos hoje em dia. Não existia ainda os pontos corridos e a quantidade de equipes participantes aumentou gradativamente ao longo dessa década. em 1971, no primeiro brasileiro eram 20, mas em 1979 tivemos 94 times participando.

E foi em meio a este cenário, sem rebaixamento e com 40 clubes disputando, que nosso Coelhão fez sua melhor campanha em um campeonato brasileiro. o Ano era 1973 e o campeonato era divido em 3 fases.

Na primeira fase, os 40 clubes foram divididos em dois grupos de 20 equipes cada. No 1º turno, os clubes se enfrentaram dentro dos próprios grupos em jogos de ida. No 2º Turno desta fase, ao invés de fazer os jogos da volta, os times foram divididos em 4 chaves de 10 clubes. Jogos também dentro dos próprios grupos.
Somando todos os pontos ganhos nesses dois turnos, os 20 clubes que melhores se classificaram foram para a segunda fase.

Na segunda fase os 20 clubes classificados foram separados em duas chaves de dez equipes cada. Jogos só em ida dentro dos grupos. Os dois primeiros de cada grupo, passaram para o quadrangular final.

A terceira fase foi um quadrangular, onde os quatro finalistas disputaram jogos só de ida, por pontos corridos, tornando-se campeão a equipe que somou mais pontos ganhos.

O América começou 73 com um time que não prometia muito. Mas equipe foi se acertando e terminou a primeira fase em 5º lugar. Na segunda fase até a terceira rodada liderou sozinho o campeonato. E, impressionante, ficou 17 partidas invicto. A equipe que se firmou era:

Neneca

Luís Carlos Beleza
Vander
Luís Alberto
Claudinho

Pedro Omar
Juca Show
Spencer

Eli Mendes
Cândido
Edson Ratinho

O time jogava bem, o cérebro e mentor das principais jogadas era Juca Show, mas o time era coeso, coerente e jogava um belo futebol. O comandante dentro de campo era Pedro Omar, único jogador que ganhou a Bola de Prata da Revista Placar jogando pelo América MG.

1971 - Pedro Omar

Time de 71 com destaque para Pedro Omar, que foi nosso líder na campanha espetacular de 73.

Em 17/10/1973, na 14º rodada do 1º turno, perdemos  para o Bahia, foi 2 a 1 para o time baiano e a torcida pegou no pé do goleiro americano Nego. Logo depois, a diretoria contratou o Neneca, vindo do Londrina, que foi um dos destaques da equipe e se sagraria campeão brasileiro em 1978 pelo Guarani de Campinas.

neneca 1973

Crédito: revista Placar – 14 de dezembro de 1973

Após esse jogo com o Bahia ficamos 17 partidas sem perder. Segue abaixo a listagem dos jogos, em negrito a campanha invicta:

PRIMEIRO TURNO

1ª Rodada – 25/08/1973 – Sábado
CRB 0x1 América-MG

2ª Rodada – 29/08/1973 – Quarta-feira
América-MG 4×1 Sport

3ª Rodada – 31/08/1973 – Sexta-feira
América-MG 1×0 Fortaleza

4ª Rodada – 06/09/1973 – Quinta-feira
América-RJ 1×0 América-MG

5ª Rodada – 09/09/1973 – Domingo
Cruzeiro 1×0 América-MG

6ª Rodada – 12/09/1973 – Quarta-feira
São Paulo 1×0 América-MG

7ª Rodada – 16/09/1973 – Domingo
Moto Clube 0x0 América-MG

8ª Rodada – 10/10/1973 – Quarta-feira
Internacional 1×1 América-MG

9ª Rodada – 22/09/1973 – Sábado
América-MG 0x0 Tiradentes

10ª Rodada – 30/09/1973 – Domingo
Coritiba 0x2 América-MG

11ª Rodada – 03/10/1973 – Quarta-feira
América-MG 0x0 Fluminense

12ª Rodada – 06/10/1973 – Sábado
América-MG 1×1 Guarani

13ª Rodada – 14/10/1973 – Domingo
Figueirense 0x0 América-MG

14ª Rodada – 17/10/1973 – Quarta-feira
América-MG 1×2 Bahia

15ª Rodada – 20/10/1973 – Sábado
América-MG 1×1 Botafogo

16ª Rodada – 25/10/1973 – Quinta-feira
Corinthians 1×1 América-MG

17ª Rodada – 27/10/1973 – Sábado
CEUB 0x1 América-MG

18ª Rodada – 31/10/1973 – Quarta-feira
América-MG 2×0 Paysandu

19ª Rodada – 03/11/1973 – Sábado
Nacional 0x0 América-MG

SEGUNDO TURNO

1ª Rodada – 10/11/1973 – Sábado
América-MG 0x0 Vasco

2ª Rodada – 14/11/1973 – Quarta-feira
América-MG 1×0 Botafogo

3ª Rodada – 17/11/1973 – Sábado
Flamengo 1×1 América-MG

4ª Rodada – 24/11/1973 – Sábado
América-MG 1×0 Fluminense

5ª Rodada – 28/11/1973 – Quarta-feira
América-MG 1×1 América-RJ

6ª Rodada – 02/12/1973 – Domingo
América-MG 2×2 Cruzeiro

7ª Rodada – 08/12/1973 – Sábado
Atlético-MG 1×2 América-MG

8ª Rodada – 12/12/1973 – Quarta-feira
América-MG 4×0 Figueirense

9ª Rodada – 15/12/1973 – Sábado
América-MG 2×1 Olaria

SEGUNDA FASE

1ª Rodada – 13/01/1974 – Domingo
Vasco 1×2 América-MG Maracanã (RJ)

2ª Rodada – 16/01/1974 – Quarta-feira
América-MG 4×1 Ceará Mineirão (MG) 

3ª Rodada – 19/01/1974 – Sábado
Tiradentes 0x2 América-MG Albertão (PI) 

4ª Rodada – 23/01/1974 – Quarta-feira
Palmeiras 3×1 América-MG Pacaembu (SP)

5ª Rodada – 26/01/1974 – Sábado
América-MG 1×2 Atlético-MG Mineirão (MG)

6ª Rodada – 30/01/1974 – Quarta-feira
América-MG 1×0 Corinthians Mineirão (MG)

7ª Rodada – 03/02/1974 – Domingo
Internacional 1×0 América-MG Beira Rio (RS)

8ª Rodada – 06/02/1974 – Quarta-feira
América-MG 0x1 Coritiba Mineirão (MG)

9ª Rodada – 09/02/1974 – Sábado
Bahia 2×2 América-MG Fonte Nova (BA)

Alguns destes jogos foram memoráveis, por exemplo, no segundo jogo conta o Botafogo, no Rio de Janeiro, em 14/11, Neneca jogou com o pai recém falecido e o reserva era um garoto da base, pois os outros 2 goleiros estavam machucados.

No jogo contra o Cruzeiro, em 02/12, fizemos 1 a 0 e o Cruzeiro virou para 2 a 1. Entrou o Dirceu Belisquete e no final do jogo ele pegou uma bola (era veloz e habilidoso) driblou o zagueiro central do Cruzeiro, o Perfumo, driblou o quarto-zagueiro, Procópio Cardoso, que entrou forte e arrancou a chuteira dele e, de meia, Dirceu Belisquete cara a cara com o goleiro Raul. fez o gol de empate. Foi sensacional!

Em 12 de dezembro foi a vez de outro clássico contra o Atlético MG, torcida do América maior que a do Atlético que não fazia boa campanha. Primeiro tempo 0 a 0. No 2º tempo Juca Show pega uma bola em nossa intermediária dribla uns 3 vai até a linha de fundo na risca da grande área e rola para Cândido que solta a bomba, América 1 a 0, o goleiro do Atlético era Mazurkieviszk, goleiro da seleção uruguaia na Copa de 1970, aquele que tomou o drible genial do Pelé. Alguns minutos depois Juca Show faz jogada semelhante e desta vez a pancada foi do Pedro Omar. América 2 a 0. Posteriormente em um lance, o ponta direita do Atlético , Árlem, fez falta dura no lateral esquerdo do América, Claudinho e Neneca deram socos nele, ambos foram expulsos. Só que o América já havia feito as 2 substituições permitidas na época e Alemão, que havia entrado no meio de campo durante o jogo foi para o gol. Nesse período Juca Show pegou uma bola em nossa intermediária e saiu driblando, para lá, para cá, para frente, para trás, para os lados, um SHOW mesmo! Segundo disseram, mais de um minuto com a bola. Um gênio! O Atlético fez um gol e terminou América 2 a 1 Atlético.

Na época eu estava com 13 anos/14 anos e ficávamos na parte de baixo da arquibancada onde ficava a torcida do América e todos tínhamos bandeira e saímos correndo nos intervalos dos jogos com essas bandeiras por toda a arquibancada do Mineirão, recebíamos aplausos. Eu, Beto (irmão) , Marquinhos (primo), Rui (primo), Renato (irmão in memoriam), Dadinho e outros mais, Éramos a inocência e aquela paixão pelo América!

Ao terminar a primeira fase (14 partidas invicto), uma briga entre o presidente e o técnico Orlando Fantoni resultou na demissão deste, que ao sair disse: “Uma pena, eu faria esse time campeão!”

No 1º jogo da 2ª fase no maracanã enfrentamos o Vasco, foi no início de janeiro, eles fizeram 1 a 0, Juca Show empatou e Cândido fez o gol da vitória, vencemos o Vasco no Maracanã, e no mesmo ano, o Vasco foi campeão brasileiro, mas de 1974. A torcida do América que foi em bom número ao Maracanã, foi cercada pela torcida do Vasco, em plena arquibancada, muito mais numerosa e foi covardemente agredida, com a detecção e certa passividade da polícia carioca. Mas em campo, Juca Show, foi SHOW, foi GÊNIO. Foi TUDO! Após o jogo algumas palavras foram:

– João Saldanha: “Vocês queriam um novo Didi? Está aí, Juca Show!”

– Nelson Rodrigues: “Zagalo: Você está intimado a convocar Juca Show para a Copa do Mundo da Alemanha!”

– Um outro que não me recordo: “Zagalo: A seleção brasileira é Juca Show e mais dez!”

– Armando Nogueira escreveu em sua boa coluna: “Seu nome é o Show!”

Nesta Segunda Fase, que se estendeu por janeiro e fevereiro de 1974, o novo técnico era Barbatana, que não tinha o mesmo prestígio com os jogadores que o Orlando Fantoni, mas com ele lideramos essa fase e perdemos o posto somente na 4ª Rodada, o que merece destaque, pois foi jogo com o campeão, Palmeiras e houve uma situação dele com Juca Show, o grande craque do América, que merece ser relatada.

Fomos enfrentar o Palmeiras em um Pacaembu cheio. América em 1º lugar com 6 pontos, Palmeiras em 2º lugar com 5 pontos e Juca Show e a equipe bem. O Palmeiras fez 1 a 0, Cândido (creio que 3º artilheiro do brasileiro 1973) empatou no 2º tempo, faltando 3 minutos para o final Neneca não segurou uma bola que foi parar na cabeçada do Leivinha e logo depois o Palmeiras fez 3 a 1 e foi para a liderança. Após esse jogo a equipe não ficou bem como estava , e ao final desta fase ficou 3 pontos atrás do 2º colocado (eram 2 chaves e classificavam-se 2 equipes de cada chave para a fase final) e não fomos para o quadrangular final.

Um aparte no texto pra falar desse ídolo: Juca Show (que após se aposentar, ia a todos os jogos do América, vibrava, chorava) disse que o comandante da equipe, o líder, era Pedro Omar e que dentro de campos se ajustavam, que gostavam muito do Orlando Fantoni (titio Fantoni) e nem tanto do Barbatana. Ele relatou que a família foi visita-lo no hotel em São Paulo, antes do jogo contra o Palmeiras e ele estava fumando, Barbatana chegou pegou o cigarro e o quebrou no filtro. Ele não gostou e à época não era incomum jogador de futebol fumar.

Mas merece destaque uma ocorrência com o craque Ademir da Guia, muitos anos depois: Um colega americano , fã dele (era excelente jogador) foi a um lançamento de um livro do Ademir da Guia, em São Paulo, creio que à época ele era vereador na capital paulista. Esse colega adquiriu o livro e disse ser fã dele e que torcia para o América MG. De imediato Ademir da Guia disse: “ América Mineiro? E como está o Juca Show?” O colega americano ficou meio surpreso e Ademir da Guia relatou: “Naquele jogo com o América Mineiro Juca Show estava muito bem e no intervalo chegamos nele eu disse: MANÉRA AÍ”. O craque Ademir da Guia mostrou consideração e respeito por outro craque e gênio Juca Show. Curiosamente, encontrei Juca Show em vários jogos do América, tomamos cerveja juntos e mesmo umas cachacinhas, conversávamos muito e ele por poucas vezes contava casos de futebol, mas nunca falou deste fato que ora relatei. Quando perguntei a ele, tudo foi confirmado ao que ele acrescentou que disse ao Ademir da Guia, Dudu: “Meu jogo é assim mesmo, eu parto para cima!”

Juca Show chegou a liderar a Bola de Prata da Revista Placar em sua posição, foi relacionado na lista dos 40 jogadores, que era uma pré-convocação, quando ao final ficavam os 22 jogadores da Copa do Mundo. Mas ele se machucou. Juca Show era paulistano, começou no São Paulo, indo depois para o Ituiutaba/MG, Fluminense de Araguari/MG, Independente de Uberaba/MG. América/MG, Náutico, jogou no Phanatinaikos da Grécia e segundo ele, Ajax na época de Cruyjf e Internazionale de Milão estiveram para contrata-lo. Quando perguntei a ele que com tanto futebol quanto ele mostrava porque não foi além e ele respondeu: “Foi a “marvada” eu gosto muito dela”. No Campeonato Paulista de 1969 (por aí) o Santos de Pelé perdeu para o Comercial de Ribeirão Preto por 2 a 1 na Vila Olímpica e o craque do jogo foi Juca Show.

Juca Show tem seu pé marcado na Calçada da Fama, no Mineirão. Um cracaço, genial!Juca-Show

Os principais destaque desse timaço do América de 73 foram:

Neneca: se firmou e se tornou um grande goleiro;

Vander: Chamado de Xerife Vander, delegado, era firme, seguro.

Pedro Omar: capitão, líder do time.

Juca Show: O cérebro, o craque , o gênio.

Spencer: Sempre positivo dava andamento às jogadas.

Cândido: Artilheiro do América e um dos principais do campeonato;

Depois do América a segunda maior sensação do campeonato brasileiro foi o Fortaleza, no ano, a melhor equipe do Nordeste. Os vencemos no Mineirão por 1 x 0 com gol de cabeça do Rangel. Na primeira fase lideramos também o campeonato brasileiro de 1973 com 3 vitórias nos 3 primeiros jogos, fomos líderes junto com o Palmeiras.

No cômpito geral, América ficou em 7º lugar e houve problemas com pagamento de salários , que à época era mais comum que atualmente. Enfim, um campeonato fantástico para nós, que só não foi de ouro por problemas que não poderiam ocorrer. Mas de qualquer forma, Série A, qualquer Série ou campeonato, SEMPRE AMERICA, COELHÃO, NOSSO AMERICA É O SHOW!

Este texto é uma homenagem a meu tio Valfrido de Carvalho que escutava a todos os jogos do América em Inhaúma – MG em seu radio elétrico (grande, “radião” como dizíamos), era irmão mais velho de meu pai e o influenciou a ser americano; E a meu saudoso pai Nilton Campolina de Carvalho, grande americano e excelente pai!

 

 


Texto de Rodrigo Pedroso de Carvalho, com complementos de Sérgio Tavares Salviano

De Letra – nº 1161

OLÁ, caros leitores semanais! É preciso que alguém diga aos cronistas cariocas que o meu glorioso e querido América não é nenhum Madureira da vida (idem, idem São Cristovão, Olaria, Bonsucesso etecétera). Meu clube foi fundado no final de abril de 1912 e é decacampeão estadual, feito atingido apenas pelo ABC, de Natal/RN. E, além disso, revelou, para o futebol mundial, exuberantes atletas como etecétera, todos com passagens pela Seleção Brasileira. Tostão e Gilberto foram campeões mundiais em 1970 e 2002…

ENTÃO, não estou entendendo as lamentações da crônica esportiva carioca por ter o Flamengo empatado com o Coelho (dois a dois), ontem, no nosso belo e confortável estádio Independência. O Urubu estava com tanto medo que até mudou de idéia e trouxe seu time titular. Quem jogou com um time misto foi o Mecão, que atuou desfalcado do lateral direito Norberto, do zagueirão Messias, do atacante Luan e do armador Rui. De se registrar, ainda, que o Mecão não contou, também, com os volantes talentosos Christian e Zé Ricardo. O triste foi ver a equipe começando o clássico nacional de ontem com 11 jogadores da famigerada “legião estrangeira”. Cadê a garotada criada em casa, Adilson Batista?

A verdade é que o Coelho fez o que poucos acreditavam: encarar, de igual para igual, sem medo, o poderoso Urubu, mesmo saindo atrás do placar por duas vezes. Marcamos dois gols de cabeça e tomamos também dois gols de cabeça, em bobeadas terríveis…

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
Blog Miguel de Letra: http://migueldeletra.blogspot.com.br
Miguel Santiago publica originalmente em seu blog, Miguel de Letra, e carinhosamente cede sua lavra para ser republicada no Decadentes.

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Decadentes #153 – América 2×2 Flamengo (Brasileirão 2018)

Empate. Não o melhor dos resultados, mas um pontinho importante contra um dos postulantes ao título que irá retirar (se já não tirou) pontos de nossos adversários diretos.

CONVIDADO: TIAGO ROSAS
FLACAST – SRN: http://www.flacast.com.br
PAPO CANELA: http://papocanela.com.br


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De Letra – nº 1160

OLÁ, caros leitores semanais! Há muito tempo não se via uma equipe de futebol jogar tão bem, como o meu glorioso e querido América na noite da última quarta-feira, quando “calou” a metade do estádio e obrigou a outra metade a ir embora mais cedo. Todo mundo vaiando o quase imbatível Sport em seus domínios. Nunca, jamais alguém poderia supor que tal fenômeno do velho ludopédio pudesse acontecer uma dia. Nem o fantástico timaço do Santos de um fenômeno chamado Pelé conseguia tal façanha na década de 60. Lá no Recife, de mulheres bonitas e muros baixos, o “buraco é mais embaixo”. Em Pernambuco tem disso não! Se bobear o Leão come, não perdendo nem tempo de jogar no mar. Leão por leão o Coelho está acostumado a devorar, o das Minas Gerais e o de Pernambuco…

O COELHO “voou” em campo! Guardando-se as devidas proporções, ousaria afirmar que deu para se lembrar daquele estupendo time do América de 1973, sétimo colocado do Brasileirão. Duas equipes que começavam com dois goleiraços (Neneca e João Ricardo) e contavam com bons jogadores nas demais posições. O problema é que o time de 1973 tinha um “quarteto mágico” formado por Pedro Omar, Juca Show, Spencer e Edson Ratinho, um meio-de-campo inigualável, superado somente pelo trio santista daquele tempo, formado por Zito, Mengálvio e Pelé…

PS – Se o Mecão continuar jogando bem até o final da Série A, pode ocorrer uma posição melhor e uma competição internacional pela vez primeira (Libertadores ou Sul-americana). Por enquanto, somente nove clubes estão na nossa frente. Quem diria? Se a canoa não virar…

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
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Decadentes #152 – Sport 0x2 América (Brasileirão 2018)

Os campeões de 87 que nos desculpem, mas acho que já temos estabelecida uma freguesia. A última vitória dos rubro-negros sobre o América aconteceu há 8 anos. Desde lá, 5 vitórias do americanas e dois empates, com 18 gols pró e 5 gols contra.

CONVIDADOS: ANDRÉ GUIMARÃES


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Alguém quer que o campeonato acabe hoje?

Com a grande vitória de ontem sobre o Sport, lá na ilha do Retiro, mais uma vez a psicologia abalada do americano retornou com toda a força. O time da Cachorra de Peruca, carinhoso apelido dado pelo rival Náutico, vem se tornando um freguês cativo e o jogo de ontem, além de ter  garantido três pontos na caixinha em um jogo fora de casa, quebrou o jejum de gols de Luan e Rafael Moura. Nos grupos americanos nas redes sociais, já se fala em pré Libertadores.

No sexto jogo, já é possível afirmar que Adilson Batista não perdeu suas principais características. É um estudioso e um inventor. Em cada um dos seis jogos, trabalhou o time conforme o adversário, variando desde uma retranca pesada (contra o Santos) a um jogo mais aberto (Fluminense), o que demonstra sua capacidade como técnico estudioso de esquemas táticos. Ainda assim, promoveu algumas invenções polêmicas. A que me incomoda mais é a improvisação de Juninho na lateral, onde aliás esse carregador de piano tem atuado bem. Apenas acredito que preferiria improvisar o Christian e deixar o Juninho no meio, onde acho que ele rende mais ainda. No programa venho comentando sobre a reserva ara o Zé Ricardo e Christian, que não concordo.

Mas esse comportamento vem de uma outra posição filosófica do Adilson: a preferência por jogadores com mais “tarimba” em série A. Daí a insistência em Magrão e Wesley. E esse último sou obrigado a admitir que tem rendido mais do que eu jamais esperava dele em 2018. Não que o Wesley seja craque ou que tenha recuperado o futebol que um dia jogou, mas tem tido uma clara evolução jogo a jogo. Tenho certeza que a confiança depositada pelo técnico ajudou.

Depois que atingirmos a Meta, vamos dobrar?

Na coluna de 19 de abril, Somos bipolares. Ou não? propus uma ideia de meta para que conseguíssemos nos manter na primeirona. A cada seis jogos, ou 18 pontos, conseguindo 8 pontos estaríamos mantidos na série A. Essa continha produziria um total de 48 pontos, que certamente garantem permanência.

Terminado o primeiro turno, já é possível fazer a conta da primeira metade.

primeiroturno4

Separei em dois conjuntos de seis jogos e o terceiro com sete jogos, uma vez que a conta original sobravam dois “jogos bônus”.

No primeiro conjunto, ficamos acima da meta com 10 pontos. Entretanto é preciso observar que dos seis times enfrentados, apenas o Flamengo está acima de nós na tabela atual, assim como é válido o raciocínio de que fomos bem os confrontos diretos contra possíveis rebaixados.

O segundo conjunto foi o pior de todos, com apenas 4 pontos em 18 disputados e mais uma vez, só tiramos pontos de times que estão abaixo de nós na classificação.

O terceiro conjunto só tem pontos obtidos sob a batuta de Adilson Batista e aqui conseguimos ganhar pontos em cima de times que estão em melhor posição. Atingimos a meta .

Não fossem os pontos perdidos durante o tempo “Jabuti em cima do árvore” do Drubscky, poderíamos estar ainda melhores.

Flamengo

Jogaremos domingo com um dos times que disputam o título brasileiro desse ano. Acredito que o jogo dependerá muito da tática flamenguista em relação a escalação, uma vez que o time carioca decide sua classificação na Libertadores na quarta seguinte contra o Cruzeiro. Então, acredito que alguns jogadores serão poupados no jogo contra nós.

A defesa desse time do Adilson deve ser elogiada e mesmo desejando muito a vitória domingo, um empate não seria um mau resultado. Teremos desfalques como o monstro Messias e talvez Ruy, mas em casa podemos conseguir uma vitória!

Grande abraço a todos e vamos lotar o Nosso Estádio domingo!

Jairo Viana
twitter.com/jairovianajr

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Decadentes #151 – América 0x0 Fluminense (Brasileirão 2018)

Empatezinho com sabor de decepção. Era jogo para guardar três pontos, não um. Precisamos parar de deixar pontos pelo caminho.

CONVIDADOS: MARCÃO DO CASTELO E FILIPE DE LEUCAS


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De Letra – nº 1159

OLÁ, caros leitores semanais! “Eu fico com a pureza da resposta das crianças e digo que a vida é bonita, é bonita e é bonita”. É o tal negócio. O negócio é como dizia o saudoso cantor e compositor Gonzaguinha, “viver e não ter a vergonha de ser feliz”. Mas, tem caso que é preferível ficar com a voz da experiência. Isso ficou evidente no final do jogo da noite de ontem na nossa bela e confortável Arena Independência no quadro “Seu nome, seu bairro”, do radialista filho do Gaia (favor não confundir com o Gaia, zagueirão do Coelho nas décadas de 40 e 50), quando foi ouvida a dona Juju, hoje, a mais conhecida torcedora americana, que até os cabelos já andou pitando de verde. É fanática mesmo…

FOI só o repórter colocar o microfone da Rádio Itatiaia na direção de sua boca para ela dizer uma verdade que pouca gente no clube deve saber: o atacante Rafael Moura não serve para o Coelho. Está “enganando” desde que veio para o nosso clube. O gol que o distinto perdeu ontem seria o de nossa sétima vitória no Brasileirão. Na “cara” do goleiro Júlio César do Fluminense, chutou para fora o que teria sido uma importante vitória. Era só tocar no canto, tirando do goleiro e sair para o abraço. Difícil? Nem para uma criança. Aí, eu é que iria ficar com a pureza da resposta das crianças e iria dizer que vida de americano é bonita, é bonita e é bonita. Como sete é conta de mentiroso, a sétima vitória ficou para depois…

PS – O ala Carlinhos também perdeu um gol incrível: na pequena área, isolou o esférico para a arquibancada. Que feio…

ATÉ a próxima.

Miguel Santiago
Blog Miguel de Letra: http://migueldeletra.blogspot.com.br
Miguel Santiago publica originalmente em seu blog, Miguel de Letra, e carinhosamente cede sua lavra para ser republicada no Decadentes.

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