Elegia

Começo a coluna com um questionamento. De onde vem a sua americanidade?

A minha é relativamente fácil. Minha família é formada em grande parte por americanos. Pelo lado materno, meu avô era um americano apaixonado e minha avó, de ascendência italiana, era cruzeirense de quatro costados. A carteirinha dele ilustra essa coluna. A paixão dos dois dividiu os sete filhos entre as duas facções, com vantagem pro Coelhão. Minha mãe não cansa de dizer que quando me vê indo pro “Sete” quatro horas antes do jogo se lembra do pai, que pegava sua almofadinha do América e o rádio em direção a sua segunda casa. Dentre meus tios, destaco meus tios Mauro e Cacá, que me fizeram adotar o Coelhão. Em um dia de clássico América e Cruzeiro, meu tio Mauro se esqueceu do jogo e chegou em casa mais tarde, caindo na besteira de perguntar a minha vó quando havia ficado o jogo. Dona Gilda prontamente arrancou seu tamanco de madeira e bateu fortemente na cabeça dele três vezes, dizendo “Um!Dois!Três a Zero!”.

Por outro lado, meu pai nasceu em Morro do Ferro, antigo distrito de Bom Sucesso em 1935. A casa de meu pai não era ligada em futebol e quando ele veio para Belo Horizonte em 1953, chegou aqui “virgem” de time. Trabalhando como carregador no Mercado Central (para quem não sabe, local de nosso primeiro estádio!), foi convidado por um amigo atleticano para ir ao clássico contra o América. O amigo contou muita vantagem, que aquele dia seria de goleada. Tenho certeza que todos conhecem um desses. Ao chegarem ao Alameda, ocorreu o de sempre: o Coelhão sendo roubado. Dois gols ilegais foram dados ao time de Vespasiano, fazendo um 2×0 vergonhoso, o que revoltou meu pai. Decidido a torcer pro injustiçado, virou americano naquele dia. Para coroar sua decisão, o Coelhão virou aquele jogo, se não me engano para um 4×2.

Quando meu pai se casou com minha mãe, a equipe estava formada. Iam ao jogo religiosamente meu avô, meu pai e tio Mauro. Viram Jair, viram Ari, viram Zuca, viram Juca Show juntos.

 

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Créditos : Reprodução/Sportv

No dia 22 passado, perdi meu pai. Meu avô morreu quando eu era pequeno. Pelas curvas do destino, eu e meu pai americano nunca havíamos ido a um jogo do América juntos, principalmente pelo fato dele morar no interior. Realizei esse sonho no ano passado, quando fomos a Varginha juntos ver o jogo contra o Boa. Como lembrança, consegui adquirir as camisas do Bill ,que fez os dois gols daquele jogo, e do Felipe Amorim, que deu o passe pro segundo gol naquele 2×2. Talvez essa seja a lembrança recente mais bonita de meu pai.

O América é esse fio de ouro que amarra tantas vidas e tantas histórias. Que eu tenha tantas histórias bonitas pra contar no futuro como eles contaram a mim.

Grêmio

Não se iludam: o time do Grêmio que virá não é nenhuma mosca morta. Em qualidade individual, os reservas que estão vindo se igualam ao nosso time. Portanto, será um jogo duríssimo.

Além do fato de quererem mostrar serviço em época de renovação de contrato, é preciso ficar atento ao esquema de jogo. Infelizmente não é um jogo que dê pra jogar defensivamente. Precisamos ganhar.

Nosso papel é comparecer em peso e apoiar o time não importa o que aconteça. A permanência na série A também é responsabilidade de todos nós.

Grande abraço a todos e nos vemos no Independência!

 

 

Decadentes #161 – Atlético-MG 0x0 América (Brasileirão 2018)

Empate no clássico, que não nos garante os três importantes pontos, mas nos alenta ao ver o América voltar a jogar bem.


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Decadentes #160 – Atlético-PR 4×0 América (Brasileirão 2018)

 

Lamentável.

CONVIDADOS: RAYSSA ROCHA, ANDRÉ GUIMARÃES e FILIPE DE LEUCAS


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Decadentes #159 – América 0x0 Corinthians (Brasileirão 2018)

Empate. Um pontinho mais perto de nossos objetivos.


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Carrossel Pardiola

Nesta semana o jornalista Mauro Cezar Pereira publicou em seu blog uma entrevista com nosso treineiro, Adilson Batista, e neste texto me chamou atenção uma fala do Pardal em que ele disse gostar de armar times que propõem o jogo, mantendo a posse e etc. Tal afirmação foi feita após uma perguntada acerca da jogada do gol do “Little Mathews” que nos assegurou o pontinho contra o São Paulo.

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Foto: Estevão Germano / América

A resposta do Pardal Batista me levou a refletir sobre o tema, uma vez que para boa parte da torcida, Adilson é a antítese ao Posto, sendo muito defensivista e abusando de inventividade para escalar a maior quantidade de volantes em campo, enquanto o Judas Moreira era reconhecido pelo seu futebol de posse estéril, rodando a bola sem efetividade e pouca finalização. Porém, ao comparar as estatísticas de ambos no Brasileiro, e também ao hiato de 2 jogos com o “Tião das Perdas” Drubsky, temos uma surpresa.

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Foto: Mourão Panda (@photompanda)/América

Ao contrário do que pregava, o Enderson não estava teve domínio da posse de bola em nenhum jogo deste brasileiro, embora o time dele não fosse reativo (a transição era lenta e o time tentava construir o jogo desde o campo de defesa sem muito contra-atacar), ele não conseguiu fazer o time reter a bola e trocar muitos passes, o que boa parte da torcida esperava e apregoava ao “Carrossel Ipirangues”.

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Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

O Tião Drubsky de fato tentou mudar certos aspectos de jogo quando substituiu o Posto, já apresentando uma maior posse de bola e de trocas de passe que o seu antecessor, o que não representou muito, uma vez que ele foi, por sorte, remanejado ao cargo de Diretor de Futebol após duas derrotas, mas já mostra que o Carrossel Ipirangues não era de fato o mesmo.

TREINO 12092018

Fonte: Mourão Panda(@photompanda) / América MG

Sob o comando de Pardal Batista, apechoado de retranqueiro, o time de fato passou a tomar muito menos gols, a média passou de 1.5 com o Posto para 0.6!!! E, de fato, o time passou a fazer menos gols e a finalizar menos por partida, isto poderia apenas reafirmar a pecha que lhe fora apregoada, mas há algo mais nos números. O time hoje sofre menos gols, no entanto o número de finalizações certas dos adversários não caiu como a de gols sofridos, pelo contrário, ela subiu em média, e a posse de bola e número de passes trocados hoje é maior que nos tempos de Judas Moreira.

Claro que não vou dizer que vemos nos jogos com o Adilson um time super ofensivo, com semelhanças aos esquetes comandados por Klopp e Guardiola (em quem ele disse se inspirar na referida entrevista), mas talvez muitos já condicionam isto à inventividade de escalar muitos volantes, e não somente ao jeito de se portar em campo.

Conforme disse no texto da semana passada, há sim o que se melhorar no trabalho do Pardal Batista, podemos discutir as opções pelos sub-óbito em detrimento dos jovens, ou as improvisações do Juninho na meia direita, do David como armador ou Ruy isolado na frente, bem como o baixíssimo número de finalizações por jogo, mas o trabalho a priori é bem positivo e, se tiver uma continuidade e aprimoramento das ideias talvez possamos ter um novo Carrossel no futuro: O “Carrossel Pardiola”.

Decadentes #158 – São Paulo 1×1 América (Brasileirão 2018)

 

Grande empate, com uma gol trabalhadíssimo que termina no arremate de Matheusinho, em pleno Morumbi lotado, contro o então líder. Dá-lhe, Coelhão.

CONVIDADO: RONNE “FORMIGA” FRANKS


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